SEPSE

SEPSE

Antigamente a sepse era conhecida como septicemia ou infecção no sangue, atualmente é conhecida como infecção generalizada. A sepse é definida como resposta inflamatória sistêmica na presença de infecção, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Em torno de 2% a 11% das internações hospitalares e nas unidades de terapia intensiva (UTI) são por essa doença, sendo a sepse a principal causa de morte nas UTI, onde a mortalidade atinge níveis alarmantes variando na maioria dos estudos entre 20% e 80%. Manifestando-se como diferentes estágios clínicos de um mesmo processo fisiopatológico, é um desafio para o médico de praticamente todas as especialidades, dada a necessidade de pronto reconhecimento e tratamento precoce. Portanto a sepse representa um grande desafio para a medicina.

A incerteza diagnóstica leva frequentemente a excessos no uso de antibióticos, gerando aumento do índice de resistência bacteriana. O uso de antibióticos na fase de suspeita de infecção, em situações de gravidade elevada, é bastante justificável, já que alguns estudos demonstraram que a instituição precoce de antibióticos reduz a mortalidade em pacientes portadores de infecções graves . Entretanto , esses medicamentos
frequentemente são mantidos por períodos mais longos do que o necessário.

Nesse sentido, o diagnóstico e monitorização da doença são fatores importantíssimos para uma boa evolução no quadro clínico do paciente.

Diagnóstico
Existem várias moléculas protéicas relacionadas à resposta inflamatória. Dentre eles, a proteína C reativa (PCR) e a procalcitonina (PCT) foram os marcadores biológicos mais amplamente estudados como ferramentas auxiliares na condução de pacientes com suspeita de infecções bacterianas. Isso se deve a maior facilidade técnica de mensuração dessas moléculas, as quais possuem testes comerciais bem padronizados e automatizados, sendo executado em grande parte dos laboratórios de análises clínicas.

Proteína C reativa (PCR)
A PCR é uma das proteínas de fase aguda induzidas por citocinas, cujos níveis aumentam durante uma resposta geral e inespecífica a infecções e processos inflamatórios não infecciosos. As concentrações de PCR são normalmente baixas no sangue de indivíduos saudáveis; 99% da população têm níveis abaixo de 10mg/L. Esse limiar é frequentemente excedido dentro de 4 a 8 horas após um evento inflamatório agudo, com valores de PCR atingindo aproximadamente 20 a 500mg/L. Como níveis elevados de PCR estão sempre associados a alterações patológicas, o ensaio de PCR fornece informações para o diagnóstico, terapia e monitoramento de doenças inflamatórias.

Procalcitonina (PCT)
A procalcitonina (PCT) é uma proteína precursora do hormônio calcitonina. É produzido pelas células para-foliculares (células C) da tiróide e pelas células neuroendócrinas do pulmão e intestino. O nível de PCT aumenta rapidamente após uma infecção bacteriana com consequências sistêmicas, atingindo seu nível máximo em 24 a 48 horas após a sepse. Em indivíduos saudáveis, as concentrações plasmáticas de PCT estão abaixo de 0,05 ng/mL, mas podem aumentar até 1.000 ng/mL em pacientes com sepse grave ou choque séptico. A PCT também pode ser elevado devido a outras situações tais como uma grande cirurgia, queimaduras graves ou em recém-nascidos. No entanto, retorna ao respectivo valor normal rapidamente. Infecções virais, colonização bacteriana, infecção localizada, distúrbios alérgicos, doenças autoimunes e rejeição de transplantes, normalmente não induzem uma resposta significativa PCT (valores < 0,5 ng/mL). Portanto, a PCT tem sido estudada como um biomarcador de sepse, para auxiliar no diagnóstico e exclusão da sepse e para orientar o início e o término de antibióticos.

Critérios diagnósticos para Sepse – Sinais e sintomas comumente encontrados em pacientes sépticos

Tanto o ensaio de PCR quanto o de PCT são úteis para orientar a redução do uso de antibióticos em pacientes com sepse. Nesse sentido a Centerlab disponibiliza testes para detecção dos marcadores de infecção utilizando a tecnologia “Point of care” com metodologia de imunofluorescência, proporcionando resultados confiáveis em poucos minutos.

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PCT PROCALCITONINA KIT C/10 TESTES – CÓD. 02353

PCR PROTEÍNA C REATIVA – KIT C/20 TESTES – CÓD. 02352
PROCALCITONINA QUANTITATIVO – 25 TESTES – CÓD. 01910

PCR QUANTITATIVO – KIT C/25 TESTES – CÓD. 03040

 

Referências:
– Sepse Brasil: Estudo Epidemiológico da Sepse em Unidades de Terapia Intensiva Brasileiras. Sales Júnior, J.A.L et al. RBTI – Revista Brasileira Terapia Intensiva.Volume 18 – Número 1 – Janeiro/Março 2006.
– Procalcitonin versus C-reactive protein for guiding the antibiotic therapy in sepsis: a randomized trial. Oliveira, C.F. et al. Critical Care Medicine. October 2013 – Volume 41 – Number 10.
– Sepse: um problema de saúde pública. Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse (ILAS). Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2015.

Exame de urina: o que é, quais são os tipos e como se preparar

Exame de urina: o que é, quais são os tipos e como se preparar

exame de urina é utilizado para identificar infecções do trato urinário, doenças renais e doenças sistêmicas. Quando são identificadas alterações, outros exames complementares de diagnóstico podem ser solicitados, a fim de descobrir a origem do problema.

O que é exame de urina?

É o exame responsável pela análise de diversos parâmetros e substâncias que podem estar presentes na urina. Esse tipo de exame pode levar ao diagnóstico de algumas doenças relacionadas ao aparelho urinário e doenças sistêmicas e suas complicações.

EAS – Urina Tipo 1 

Também chamado de parcial de urina, é o exame mais simples e básico. Consiste na análise de vários parâmetros e substâncias presentes na urina como:

  • Densidade e pH;
  • Corpos cetônicos;
  • Glicose e hemoglobina;
  • Nitrito, proteínas e urobilinogênio;
  • Microrganismos (bactérias, fungos e protozoários);
  • Células epiteliais, hemácias e leucócitos;
  • Cilindros e cristais.

Urina 24 horas 

Esta é a análise de alguns parâmetros de toda urina excretada no período de 24 horas.

A avaliação de algum hormônio, um mineral ou outro composto pode ser um importante indicativo clínico na prática médica. A depuração, também chamada clearance da creatinina, é uma verificação da capacidade que os rins têm de filtrar o sangue.

Para isso, avalia-se um indicador, que é a creatinina, cuja concentração é determinada no sangue e na urina de 24 horas, sendo os resultados inseridos em uma fórmula matemática. O resultado é um importante sinal da função renal.

Urocultura 

É o exame que detecta e identifica a presença de bactérias no trato urinário.

Os rins e a bexiga são ambientes estéreis, onde normalmente não há bactérias, portanto, a urocultura pode indicar a presença delas. Neste exame, a urina é inoculada em meio de cultura. Em 24 a 48 horas, a maior parte das bactérias causadoras de infecções urinárias se desenvolvem, formando colônias.

Além disso, também podem ser feitos os testes de sensibilidade a antibióticos, para auxiliar o médico na escolha dos medicamentos específicos que devem ser utilizados.

Como se preparar para o exame de urina? 

Para o parcial de urina, a coleta pode ser feita em qualquer hora do dia, de preferência após 2 horas sem urinar.

Para a urina de 24 horas, é necessário que a primeira urina da manhã seja totalmente desprezada e, a partir daí, inicia-se a coleta até o mesmo horário no dia seguinte. Toda a urina deste período de 24 horas deve ser armazenada em recipiente fornecido pelo laboratório.

Para a urocultura, é preciso higienizar muito bem a região ao redor da uretra. O primeiro jato de urina da manhã deve ser desprezado e o restante armazenado e levado ao laboratório.

Mulheres podem fazer o exame de urina no período menstrual? 

O ideal é não fazer, mas, se for indispensável, é importante se atentar para a higiene local. Caso esteja disponível, recomenda-se a utilização um tampão vaginal, para evitar o contato do sangue menstrual com a urina.

Quais doenças podem ser detectadas no exame de urina? 

São detectadas doenças do próprio aparelho urinário, como infecções e insuficiência renal. Também é possível identificar doenças sistêmicas: Diabetes, Hipertensão Arterial, lúpus eritematoso sistêmico e entre outras.

Quando identificadas complicações, podem ser solicitados outros testes, como o exame de sangue, por exemplo.

Referências: Saúde – Sergio Franco