Procalcitonina na prática clínica: soluções em Point of Care Testing para agilidade e precisão no diagnóstico

Procalcitonina na prática clínica: soluções em Point of Care Testing para agilidade e precisão no diagnóstico

Procalcitonina na Prática Clínica: Soluções em Point of Care Testing para Agilidade e Precisão no diagnóstico

Autor: Larissa Luana Dias Silva 

A sepse permanece entre as principais causas de mortalidade hospitalar em todo o mundo, configurando-se como uma síndrome complexa resultante de uma resposta inflamatória sistêmica desregulada desencadeada por uma infecção. Quando não identificada e tratada precocemente, pode evoluir rapidamente para disfunção orgânica múltipla, choque séptico e óbito. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, a sepse está associada a mais de 11 milhões de mortes anuais, representando aproximadamente uma em cada cinco mortes registradas globalmente. Nesse cenário, a identificação precoce da infecção e a rápida instituição da terapia adequada são fatores determinantes para a redução da mortalidade e melhoria dos desfechos clínicos.

Dentre os biomarcadores atualmente disponíveis para o manejo da sepse, a procalcitonina (PCT) destaca-se por sua elevada utilidade clínica no diagnóstico e monitoramento de infecções bacterianas sistêmicas. A PCT é um pró-hormônio da calcitonina, fisiologicamente produzido pelas células C da glândula tireoide. Em indivíduos saudáveis, suas concentrações séricas permanecem muito baixas. Entretanto, durante processos infecciosos bacterianos, diversos tecidos do organismo passam a produzir procalcitonina em resposta à ação de endotoxinas bacterianas e citocinas pró-inflamatórias, resultando em aumento significativo de sua concentração circulante.

A principal vantagem diagnóstica da procalcitonina está relacionada à sua especificidade para infecções bacterianas. Diferentemente de outros marcadores inflamatórios, como a proteína C reativa (PCR), os níveis de PCT tendem a permanecer baixos em processos inflamatórios não infecciosos e em infecções virais, permitindo maior precisão na diferenciação entre causas da resposta inflamatória sistêmica. Dessa forma, a procalcitonina constitui uma ferramenta valiosa na avaliação de pacientes com suspeita de sepse, bacteremia e outras infecções graves.

Além de sua aplicação diagnóstica, a procalcitonina apresenta importante papel no monitoramento da resposta terapêutica. Estudos demonstram que seus níveis séricos apresentam estreita correlação com a gravidade da infecção e respondem rapidamente à eficácia do tratamento instituído. A redução progressiva da concentração de PCT durante o acompanhamento clínico pode indicar controle adequado do processo infeccioso, enquanto valores persistentemente elevados podem sugerir falha terapêutica ou evolução desfavorável do quadro clínico.

Outro aspecto de grande relevância refere-se ao uso da procalcitonina como ferramenta de apoio à antibioticoterapia racional. A utilização indiscriminada de antimicrobianos representa um dos principais desafios da saúde pública mundial, contribuindo para o aumento da resistência bacteriana, elevação dos custos assistenciais e maior incidência de eventos adversos relacionados aos medicamentos. Nesse contexto, protocolos baseados na dosagem seriada de procalcitonina têm demonstrado eficácia na orientação para início, manutenção ou suspensão do tratamento antimicrobiano, promovendo o uso mais racional dos antibióticos sem comprometer a segurança do paciente.

A incorporação da tecnologia Point of Care Testing (POCT) ampliou significativamente o potencial de utilização da procalcitonina na prática clínica. Os testes realizados à beira-leito permitem a obtenção de resultados em poucos minutos, eliminando a necessidade de encaminhamento das amostras para laboratórios centralizados e reduzindo o tempo necessário para tomada de decisões terapêuticas. Em situações de sepse, nas quais cada hora de atraso no início do tratamento está associada ao aumento do risco de mortalidade, a disponibilidade imediata dos resultados representa um diferencial clínico relevante.

Os sistemas POCT destinados à dosagem de procalcitonina utilizam tecnologia de imunofluorescência para identificação e quantificação do biomarcador em amostras de sangue total, soro ou plasma. A metodologia oferece elevada sensibilidade analítica, rapidez na execução e facilidade operacional, tornando-se uma alternativa eficiente para hospitais, unidades de pronto atendimento, serviços de urgência e laboratórios clínicos.

Entre as soluções disponíveis para realização do teste de procalcitonina por POCT destacam-se os analisadores Finecare Plus, Finecare Plus SE e Finecare FX1. Esses equipamentos foram desenvolvidos para oferecer resultados rápidos e confiáveis, contribuindo para maior agilidade diagnóstica e suporte à tomada de decisão clínica.

Finecare Plus

O Finecare Plus é um analisador portátil baseado em imunofluorescência, projetado para ambientes que necessitam de praticidade e rapidez na execução dos exames. O equipamento apresenta design compacto, operação simplificada, alimentação bivolt e conectividade por cabo, possibilitando sua utilização em diferentes cenários assistenciais.

Figura 1: Finecare Plus

Fonte: https://celer.ind.br/equipamento/finecare-plus/

Finecare Plus SE

O Finecare Plus SE representa uma evolução tecnológica da plataforma, mantendo a portabilidade e simplicidade operacional, porém incorporando recursos adicionais de conectividade. O equipamento dispõe de conexão Wi-Fi e Bluetooth, além de bateria com autonomia de até 22 horas, proporcionando maior flexibilidade para utilização em ambientes com alta demanda de mobilidade.

Figura 2: Finecare Plus SE
Fonte: https://celer.ind.br/equipamento/finecare-se/

 

Finecare FX1

O Finecare FX1 destaca-se pela elevada performance analítica e pelo menor tempo de processamento dos testes. Utilizando metodologia otimizada baseada em marcador de Európio e sistema One Step, o equipamento permite obtenção de resultados de procalcitonina em aproximadamente oito minutos. Além da conectividade sem fio e da autonomia estendida de bateria, apresenta excelente desempenho para aplicações que exigem rapidez e precisão diagnóstica.

Figura 3: Finecare FX1

Fonte: https://celer.ind.br/equipamento/finecare-fx1/

A disponibilização de testes rápidos de procalcitonina por meio da tecnologia POCT representa um importante avanço na abordagem diagnóstica da sepse e das infecções bacterianas graves. Ao associar rapidez, precisão analítica e facilidade operacional, esses sistemas contribuem para diagnósticos mais precoces, otimização do uso de antimicrobianos e melhoria dos desfechos clínicos. Dessa forma, a integração de biomarcadores como a procalcitonina a plataformas Point of Care fortalece a segurança assistencial, aumenta a eficiência dos serviços de saúde e oferece suporte decisivo para uma medicina cada vez mais ágil, precisa e centrada no paciente.

Referências:

AZEVEDO, José Ribamar de Araújo; TORRES, Orlando Jorge Martins; CZECZKO, Nicolau Gregori; TUON, Felipe Francisco; NASSIF, Paulo Afonso Nunes; SOUZA, Gerson Deckmann de. Procalcitonina como biomarcador de prognóstico da sepse grave e choque séptico. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 39, n. 6, p. 456-461, 2012.

CARRILLO ESPER, Raúl; PÉREZ CALATAYUD, Ángel Augusto. Procalcitonina como marcador de procesos infecciosos en cirugía: conceptos actuales. Cirujano General, Ciudad de México, v. 35, n. 1, p. 49–55, 2013.

SOUTO-ROSILLO, María de Guadalupe; BASTIDA-GONZÁLEZ, Estefanía; VIDAL-SÁNCHEZ, Itzel Elizabeth. Procalcitonina en la práctica clínica. Medicina Interna de México, Cidade do México, v. 35, n. 6, p. 927-937, 2019.

MANRIQUE ABRIL, Fred; MENDEZ FANDIÑO, Yardany; HERRERA-AMAYA, Giomar; RODRIGUEZ, Johana; MANRIQUE-ABRIL, Ricardo. Uso de procalcitonina como diagnóstico de sepsis o shock séptico: revisión sistemática y metaanálisis. Infectio, Bogotá, v. 23, n. 2, p. 133–142, 2019.

JULIÁN JIMÉNEZ, Agustín; GARCÍA, Darío Eduardo; MERINOS SÁNCHEZ, Graciela; GARCÍA DE GUADIANA ROMUALDO, Luis; GONZÁLEZ DEL CASTILLO, Juan. Precisión diagnóstica de la procalcitonina para la bacteriemia en el servicio de urgencias: una revisión sistemática. Revista Española de Quimioterapia, v. 37, n. 1, p. 29-42, 2024.

Hemocultura na Sepse: Impacto Diagnóstico, Avanços Tecnológicos e Benefícios da Automação Laboratorial

Hemocultura na Sepse: Impacto Diagnóstico, Avanços Tecnológicos e Benefícios da Automação Laboratorial

Autor: Larissa Luana Dias Silva

A hemocultura constitui um exame fundamental na prática da microbiologia clínica, sendo realizada com o objetivo de identificar a presença de microrganismos na corrente sanguínea. Sua relevância diagnóstica é amplamente reconhecida, uma vez que infecções na corrente sanguínea estão associadas a elevadas taxas de morbimortalidade, especialmente nos casos de sepse. Nesse contexto, o laboratório de análises clínicas exerce papel decisivo na condução terapêutica, pois a detecção de hemoculturas positivas permite a identificação do agente etiológico e subsidia a escolha adequada da antibioticoterapia.

A presença de microrganismos viáveis no sangue pode ocorrer em situações de disfunção imunológica ou ruptura de barreiras naturais do organismo. Na sepse, é comum a presença contínua e persistente de patógenos circulantes, tornando a hemocultura o exame primordial para confirmação diagnóstica e monitoramento clínico. 

Sob a perspectiva operacional, a hemocultura manual baseia-se na incubação dos frascos por um período mínimo de sete dias, com homogeneizações periódicas para favorecer o crescimento microbiano. A positividade é tradicionalmente verificada por inspeção visual da turvação do meio ou por meio de repiques cegos em intervalos predeterminados. Quando identificado crescimento, torna-se necessário realizar subcultivo imediato e preparo de lâmina para microscopia com coloração de Gram. Esse processo demanda intensa intervenção técnica, vigilância constante e elevado nível de expertise profissional.

Apesar de historicamente consolidado, o método manual apresenta limitações importantes, como maior tempo para liberação de resultados, maior risco de contaminação durante a manipulação, variabilidade de interpretação e aumento da carga de trabalho da equipe técnica. Além disso, o processo depende de inspeção visual frequente e repicagens, o que eleva o consumo de insumos e a exposição ocupacional a agentes biológicos.

Em contraste, os sistemas automatizados de hemocultura representam avanço significativo ao permitir monitoramento contínuo das amostras incubadas. Quando há presença de microrganismos viáveis no frasco inoculado, ocorre produção de dióxido de carbono (CO₂), detectado automaticamente pelo equipamento por meio de sensores específicos. Essa tecnologia possibilita maior sensibilidade analítica, redução do tempo para positividade e diminuição da intervenção manual, contribuindo para maior padronização e confiabilidade dos resultados.

Os sistemas automatizados de hemocultura permitem o monitoramento contínuo das amostras e a detecção automática da produção de CO₂ por microrganismos viáveis, aumentando a sensibilidade e reduzindo o tempo para positividade. A automatização diminui a intervenção manual, reduz erros e contaminações, otimiza recursos e favorece diagnóstico mais rápido, antibioticoterapia direcionada e melhores desfechos clínicos, além de proporcionar economia financeira ao reduzir a necessidade de repetição de exames, demanda de mão de obra e tempo de internação, com maior giro de leitos.

Durante o período do estudo, conduzido em um laboratório da região sudoeste do Paraná entre o início de outubro de 2010 e o final de setembro de 2012, foram realizadas 1.403 hemoculturas. Destas, 1.308 (93,2%) apresentaram resultado negativo e 95 (6,8%) resultado positivo. No intervalo compreendido entre outubro de 2010 e setembro de 2011, quando foi empregado o método manual, foram processadas 550 hemoculturas, das quais 13 (2,4%) foram positivas. Já entre outubro de 2011 e setembro de 2012, período em que se adotou o método automatizado, foram realizadas 853 hemoculturas, com 82 (9,6%) resultados positivos. A análise comparativa evidencia maior taxa de positividade no método automatizado em relação ao método manual (2,4% versus 9,6%), constatando maior sensibilidade diagnóstica do sistema automatizado.

Diante desse cenário, a automatização das hemoculturas representa não apenas um avanço técnico-científico, mas também uma estratégia institucional voltada à qualidade assistencial e à sustentabilidade econômica. Ao integrar maior rapidez diagnóstica, padronização de processos, redução de riscos ocupacionais e otimização de recursos humanos, os sistemas automatizados contribuem para decisões clínicas mais assertivas e para a redução da mortalidade associada às infecções da corrente sanguínea, agregando valor ao laboratório e à instituição de saúde como um todo.

Como exemplo de sistema automatizado, o BACT ALERT 3D destaca-se por sua capacidade de armazenar 120 frascos simultaneamente, permitindo a realização de culturas de sangue, outros fluidos corporais estéreis e micobactérias em um mesmo equipamento. O sistema utiliza tecnologia de detecção colorimétrica associada à presença de resina de adsorção polimérica nos frascos, possibilitando a neutralização parcial de antibióticos presentes na amostra. Apresenta ainda alarme visual e sonoro para frascos positivos, detecção de crescimento de bactérias e leveduras em aproximadamente 8 a 12 horas de incubação em muitos casos, além de operação simplificada e baixa necessidade de manutenção.

Figura 1: Plataformas BACT ALERT 3D

Fonte: https://www.biomerieux.com/br/pt.html

Com o objetivo de oferecer serviços de excelência e fortalecer a segurança diagnóstica, a Centerlab e a bioMérieux, líder mundial em diagnóstico in vitro, anunciam uma nova parceria estratégica voltada à ampliação do acesso a equipamentos automatizados de hemocultura. A partir dessa união, os sistemas automatizados de hemocultura passam a integrar o portfólio da Centerlab, agregando tecnologia de ponta para detecção rápida e confiável de infecções na corrente sanguínea. A iniciativa amplia e fortalece a oferta de soluções completas em microbiologia, promovendo maior eficiência laboratorial, otimização de processos e suporte especializado. Como resultado dessa iniciativa, as empresas reforçam seu compromisso com a excelência diagnóstica, contribuindo para decisões clínicas mais ágeis e assertivas, além de impactar positivamente a qualidade assistencial e a segurança do paciente.

REFERÊNCIAS:
– BERLITZ, F. A. Controle da qualidade no laboratório clínico: alinhando melhoria de processos, confiabilidade e segurança do paciente. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. 2010;46(5):353–363.
– GUAREZE, G. M.; BORDIGNON, J. C. Estudo comparativo entre hemocultura automatizada e manual em um laboratório do sudoeste do Paraná, Brasil. Instituto Federal do Paraná, Pato Branco, PR, 2016.

 

SEPSE

SEPSE

Antigamente a sepse era conhecida como septicemia ou infecção no sangue, atualmente é conhecida como infecção generalizada. A sepse é definida como resposta inflamatória sistêmica na presença de infecção, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Em torno de 2% a 11% das internações hospitalares e nas unidades de terapia intensiva (UTI) são por essa doença, sendo a sepse a principal causa de morte nas UTI, onde a mortalidade atinge níveis alarmantes variando na maioria dos estudos entre 20% e 80%. Manifestando-se como diferentes estágios clínicos de um mesmo processo fisiopatológico, é um desafio para o médico de praticamente todas as especialidades, dada a necessidade de pronto reconhecimento e tratamento precoce. Portanto a sepse representa um grande desafio para a medicina.

A incerteza diagnóstica leva frequentemente a excessos no uso de antibióticos, gerando aumento do índice de resistência bacteriana. O uso de antibióticos na fase de suspeita de infecção, em situações de gravidade elevada, é bastante justificável, já que alguns estudos demonstraram que a instituição precoce de antibióticos reduz a mortalidade em pacientes portadores de infecções graves . Entretanto , esses medicamentos
frequentemente são mantidos por períodos mais longos do que o necessário.

Nesse sentido, o diagnóstico e monitorização da doença são fatores importantíssimos para uma boa evolução no quadro clínico do paciente.

Diagnóstico
Existem várias moléculas protéicas relacionadas à resposta inflamatória. Dentre eles, a proteína C reativa (PCR) e a procalcitonina (PCT) foram os marcadores biológicos mais amplamente estudados como ferramentas auxiliares na condução de pacientes com suspeita de infecções bacterianas. Isso se deve a maior facilidade técnica de mensuração dessas moléculas, as quais possuem testes comerciais bem padronizados e automatizados, sendo executado em grande parte dos laboratórios de análises clínicas.

Proteína C reativa (PCR)
A PCR é uma das proteínas de fase aguda induzidas por citocinas, cujos níveis aumentam durante uma resposta geral e inespecífica a infecções e processos inflamatórios não infecciosos. As concentrações de PCR são normalmente baixas no sangue de indivíduos saudáveis; 99% da população têm níveis abaixo de 10mg/L. Esse limiar é frequentemente excedido dentro de 4 a 8 horas após um evento inflamatório agudo, com valores de PCR atingindo aproximadamente 20 a 500mg/L. Como níveis elevados de PCR estão sempre associados a alterações patológicas, o ensaio de PCR fornece informações para o diagnóstico, terapia e monitoramento de doenças inflamatórias.

Procalcitonina (PCT)
A procalcitonina (PCT) é uma proteína precursora do hormônio calcitonina. É produzido pelas células para-foliculares (células C) da tiróide e pelas células neuroendócrinas do pulmão e intestino. O nível de PCT aumenta rapidamente após uma infecção bacteriana com consequências sistêmicas, atingindo seu nível máximo em 24 a 48 horas após a sepse. Em indivíduos saudáveis, as concentrações plasmáticas de PCT estão abaixo de 0,05 ng/mL, mas podem aumentar até 1.000 ng/mL em pacientes com sepse grave ou choque séptico. A PCT também pode ser elevado devido a outras situações tais como uma grande cirurgia, queimaduras graves ou em recém-nascidos. No entanto, retorna ao respectivo valor normal rapidamente. Infecções virais, colonização bacteriana, infecção localizada, distúrbios alérgicos, doenças autoimunes e rejeição de transplantes, normalmente não induzem uma resposta significativa PCT (valores < 0,5 ng/mL). Portanto, a PCT tem sido estudada como um biomarcador de sepse, para auxiliar no diagnóstico e exclusão da sepse e para orientar o início e o término de antibióticos.

Critérios diagnósticos para Sepse – Sinais e sintomas comumente encontrados em pacientes sépticos

Tanto o ensaio de PCR quanto o de PCT são úteis para orientar a redução do uso de antibióticos em pacientes com sepse. Nesse sentido a Centerlab disponibiliza testes para detecção dos marcadores de infecção utilizando a tecnologia “Point of care” com metodologia de imunofluorescência, proporcionando resultados confiáveis em poucos minutos.

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PCT PROCALCITONINA KIT C/10 TESTES – CÓD. 02353

PCR PROTEÍNA C REATIVA – KIT C/20 TESTES – CÓD. 02352
PROCALCITONINA QUANTITATIVO – 25 TESTES – CÓD. 01910

PCR QUANTITATIVO – KIT C/25 TESTES – CÓD. 03040

 

Referências:
– Sepse Brasil: Estudo Epidemiológico da Sepse em Unidades de Terapia Intensiva Brasileiras. Sales Júnior, J.A.L et al. RBTI – Revista Brasileira Terapia Intensiva.Volume 18 – Número 1 – Janeiro/Março 2006.
– Procalcitonin versus C-reactive protein for guiding the antibiotic therapy in sepsis: a randomized trial. Oliveira, C.F. et al. Critical Care Medicine. October 2013 – Volume 41 – Number 10.
– Sepse: um problema de saúde pública. Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse (ILAS). Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2015.

Sepse: O que é e como monitorá-la?

Sepse: O que é e como monitorá-la?

Popularmente conhecida como infecção generalizada, a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo organismo. Trata-se de um estado em que o sistema circulatório se torna incapaz de fornecer fluxo sanguíneo adequado para os tecidos e órgãos. Este quadro é, ainda, uma resposta inflamatória que altera o funcionamento do organismo.

Apesar disso, a sepse nem sempre acomete todos os órgãos do paciente. Muitas vezes, ela pode estar localizada apenas em um órgão, mas é capaz de impactar todo o organismo que tenta combater a infecção. Febre, diminuição da temperatura corporal, aumento da frequência cardíaca, confusão mental e dificuldade para respirar são só alguns sintomas relacionados à sepse, que deve ser diagnosticada o quanto antes para ter chances de ser revertida.

Sepse e mortalidade

Segundo o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Ela é também uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer.

No Brasil, a taxa de mortalidade em UTIs causada pela sepse é de até 65%, enquanto a média mundial está abaixo de 40%. São esses dados que levam este quadro clínico a ser cada vez mais discutida entre a comunidade médica.

DIAGNÓSTICO VIA DETERMINAÇÃO DE LACTATO

O diagnóstico precoce da evolução do quadro de sepse é o que resulta na possibilidade de reversão deste. Recentemente, estudos mostraram que a determinação de lactato é uma excelente ferramenta para auxiliar os médicos na avaliação da gravidade da sepse.

“Os níveis de lactato na corrente sanguínea estão relacionados à eficiência de oxigenação dos órgãos e dos tecidos no organismo. Contudo, o lactato tem sido considerado mais que um produto da glicólise anaeróbica (na ausência de oxigênio). Desta maneira, ele vem sendo empregado como marcador de triagem para avaliação da sepse. Níveis de lactato acima de 2 mmol/L estão relacionados à sepse e, ao serem identificados, podem auxiliar o médico na avaliação da gravidade e evolução deste quadro clínico”, explica Bárbara de Morais, especialista de produtos da Labtest.

Fonte: Labtest

Sepse

Sepse

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SEPSE

Antigamente a sepse era conhecida como septicemia ou infecção no sangue, atualmente é conhecida como infecção generalizada. A sepse é definida como resposta inflamatória sistêmica na presença de infecção, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Em torno de 2% a 11% das internações hospitalares e nas unidades de terapia intensiva (UTI) são por essa doença, sendo a sepse a principal causa de morte nas UTI, onde a mortalidade atinge níveis alarmantes variando na maioria dos estudos entre 20% e 80%. Manifestando-se como diferentes estágios clínicos de um mesmo processo fisiopatológico, é um desafio para o médico de praticamente todas as especialidades, dada a necessidade de pronto reconhecimento e tratamento precoce. Portanto a sepse representa um grande desafio para a medicina.

Principais mecanismos de disfunção orgânica

A incerteza diagnóstica leva frequentemente a excessos no uso de antibióticos, gerando aumento do índice de resistência bacteriana. O uso de antibióticos na fase de suspeita de infecção, em situações de gravidade elevada, é bastante justificável, já que alguns estudos demonstraram que a instituição precoce de antibióticos reduz a mortalidade em pacientes portadores de infecções graves. Entretanto, esses  medicamentos frequentemente são mantidos por períodos mais longos do que o necessário.

Nesse sentido, o diagnóstico e monitorização da doença são fatores importantíssimos para uma boa evolução no quadro clínico do paciente.

Caracterização da sepse
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Principais manifestações clínicas da sepse grave
Principais manifestações clínicas da sepse grave

Diagnóstico
Existem várias moléculas protéicas relacionadas à resposta inflamatória. Dentre eles, a proteína C reativa (PCR) e a procalcitonina (PCT) foram os marcadores biológicos mais amplamente estudados como ferramentas auxiliares na condução de pacientes com suspeita de infecções bacterianas. Isso se deve a maior facilidade técnica de mensuração dessas moléculas, as quais possuem testes comerciais bem padronizados e automatizados, sendo executado em grande parte dos laboratórios de análises clínicas.

Proteína C reativa (PCR)
A PCR é uma das proteínas de fase aguda induzidas por citocinas, cujos níveis aumentam durante uma resposta geral e inespecífica a infecções e processos inflamatórios não infecciosos. As concentrações de PCR são normalmente baixas no sangue de indivíduos saudáveis; 99% da população têm níveis abaixo de 10mg/L. Esse limiar é frequentemente excedido dentro de 4 a 8 horas após um evento inflamatório agudo, com valores de PCR atingindo aproximadamente 20 a 500mg/L. Como níveis elevados de PCR estão sempre associados a alterações patológicas, o ensaio de PCR fornece informações para o diagnóstico, terapia e monitoramento de doenças inflamatórias.

Procalcitonina (PCT)
A procalcitonina (PCT) é uma proteína precursora do hormônio calcitonina. É produzido pelas células para-foliculares (células
C) da tiróide e pelas células neuroendócrinas do pulmão e intestino. O nível de PCT aumenta rapidamente após uma infecção bacteriana com consequências sistêmicas, atingindo seu nível máximo em 24 a 48 horas após a sepse. Em indivíduos saudáveis, as concentrações plasmáticas de PCT estão abaixo de 0,05 ng/mL, mas podem aumentar até 1.000 ng/mL em pacientes com sepse grave ou choque séptico. A PCT também pode ser elevado devido a outras situações tais como uma grande cirurgia, queimaduras graves ou em recém-nascidos. No entanto, retorna ao respectivo valor normal rapidamente. Infecções virais, colonização bacteriana, infecção localizada, distúrbios alérgicos, doenças autoimunes e rejeição de transplantes, normalmente não induzem uma resposta significativa PCT (valores < 0,5 ng/mL). Portanto, a PCT tem sido estudada como um biomarcador de sepse, para auxiliar no diagnóstico e exclusão da sepse e para orientar o início e o término de antibióticos.

Critérios diagnósticos para Sepse – Sinais e sintomas comumente encontrados em pacientes sépticos


Infecção documentada ou suspeita e alguns dos seguintes

Tanto o ensaio de PCR quanto o de PCT são úteis para orientar a redução do uso de antibióticos em pacientes com sepse. Nesse sentido a Centerlab disponibiliza testes para detecção dos marcadores de infecção utilizando a tecnologia “Point of care” com metodologia de imunofluorescência, proporcionando resultados confiáveis em poucos minutos.

– PCT PROCALCITONINA KIT C/10 TESTES – CÓD. 02353
PCT PROCALCITONINA KIT C/10 TESTES - CÓD. 02353

– PCR PROTEÍNA C REATIVA KIT C/20 TESTES – CÓD. 02352
PCR PROTEÍNA C REATIVA KIT C/20 TESTES - CÓD. 02352
– PROCALCITONINA QUANTITATIVO – KIT C/25 TESTES – CÓD. 01910
PROCALCITONINA QUANTITATIVO 25 TESTES - CÓD. 01910

– PCR QUANTITATIVO – KIT C/25 TESTES – CÓD. 03040

CELER FINECARE PCR ULTRA SENSIVEL WONDFO - CÓD. 03040

 

Referências:
– Sepse Brasil: Estudo Epidemiológico da Sepse em Unidades de Terapia Intensiva Brasileiras. Sales Júnior, J.A.L et al. RBTI – Revista Brasileira Terapia Intensiva.Volume 18 – Número 1 – Janeiro/Março 2006.
– Procalcitonin versus C-reactive protein for guiding the antibiotic therapy in sepsis: a randomized trial. Oliveira, C.F. et al. Critical Care Medicine. October 2013 – Volume 41 – Number 10.
– Sepse: um problema de saúde pública. Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse (ILAS). Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2015.