por CenterLab | mar 17, 2026 | Uncategorized
Aumentar o diagnóstico precoce de câncer de intestino, garantir mais qualidade de vida aos pacientes e ampliar a margem de cura são os principais objetivos da campanha Março Azul, edição 2025, promovida pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). A proposta da organização da campanha é reforçar a recomendação de exames para a detecção precoce do câncer de intestino a partir dos 45 anos, idade já adotada por sociedades internacionais, como a American Cancer Society. No Brasil, o rastreio é direcionado para as pessoas na faixa etária dos 50 anos.
A campanha, que traz como tema “Chegou a Hora de Salvar a Sua Vida”, alerta homens e mulheres sobre a importância do cuidado preventivo. O câncer de intestino, também chamado de colorretal e colón, é o segundo mais comum, ficando atrás somente dos cânceres de mama e de próstata – excluindo o câncer de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima cerca de 45 mil novos casos para este ano.
“Ainda que o câncer de intestino seja uma das doenças mais frequentes e fatais no país, 65% dos casos são diagnosticados em fase avançada. Quando identificado em estágio inicial, o câncer de intestino tem até 90% de chance de cura”, afirma Marcelo Averbach, um dos coordenadores da campanha nacional.
O Março Azul, reforça também a importância da parceria entre médicos, associações, instituições governamentais, pacientes para a execução de medidas preventivas e amplia o público-alvo da campanha. Além das ações de mobilização, o site oficial da campanha (www.marcoazul.org.br) e o perfil no Instagram (@campanhamarcoazul) são pontos de referência, com informações sobre fatores de risco, prevenção, métodos de diagnóstico e opções de tratamento.
Prevenção e diagnóstico:
O câncer de intestino pode ser diagnosticado e prevenido por meio de exames, como o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. “Na literatura médica, há cada vez mais evidências do aumento significativo de novos casos de câncer do intestino entre pacientes com menos de 50 anos, e a mortalidade nessa faixa etária também tem aumentado. Assim, diversas sociedades no mundo passaram a recomendar os exames diagnósticos mais cedo, aos 45 anos, o que passamos a adotar e a fazer o alerta”, ressalta o presidente da SBCP, Sérgio Eduardo Alonso Araújo.
O câncer de intestino pode ser influenciado por diversos fatores de risco como histórico familiar, sobrepeso, alimentação inadequada e tabagismo, bem como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Adotar um estilo de vida mais saudável pode reduzir significativamente as chances de desenvolvimento da doença, o que inclui uma dieta rica em frutas, verduras e cereais integrais, além da prática regular de atividades físicas. Os cuidados com a saúde, no entanto, não dispensam a realização dos exames preventivos.
O diagnóstico tardio não apenas reduz as chances de cura dos pacientes, como gera aumento no custo para o sistema de saúde. “Cada atraso no diagnóstico é prejudicial em dois aspectos: além de diminuir significativamente as chances de cura, impõe um custo ainda maior ao nosso sistema de saúde. Por isso, sem dúvidas, a detecção precoce é a estratégia mais eficaz para salvar vidas e evitar a escalada de intervenções onerosas e invasivas”, destaca Eduardo Guimarães Hourmeaux, presidente da SOBED.
Conscientização:
Nos últimos anos, a campanha alcançou um público estimado de 93 milhões de pessoas no Brasil, com o apoio da mídia, de artistas e influenciadores, além da iluminação de monumentos em azul, um gesto simbólico que uniu o país na luta contra o câncer de intestino. Em 2025, a meta é ampliar ainda mais esse alcance por meio de palestras, mutirões, eventos, entre outras ações.
A iniciativa Março Azul teve início em 2021 e já contou com o envolvimento de centenas de parceiros institucionais ao longo de cada edição. No ano passado, por exemplo, mais de 125 parceiros apoiaram a causa, entre eles instituições como a Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras entidades médicas nacionais, além do Conselho Nacional de Justiça, Congresso Nacional, prefeituras, governos estaduais, entre outras.
Além disso, diversas personalidades e celebridades emprestaram sua imagem e voz para o esforço de conscientização na luta contra o câncer de intestino. Os depoimentos também se somaram aos milhares de reportagens e entrevistas com médicos especialistas, que mostraram aos brasileiros a importância da prevenção e dos cuidados regulares.
Referências: bvsms.saude.gov.br, Chegou a Hora de Salvar a Sua Vida” : Março Azul – Mês de Prevenção do Câncer de Intestino. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/chegou-a-hora-de-salvar-a-sua-vida-marco-azul-mes-de-prevencao-do-cancer-de-intestino/. Acesso em: 17 mar 2026
por CenterLab | mar 10, 2026 | Uncategorized
Confira informações importantes sobre a doença e saiba como se prevenir.
O que é câncer do colo do útero?
É um tumor (multiplicação anormal das células) que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada “colo”, que fica no fundo da vagina.
O que causa essa doença?
A infecção pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano), é transmitido na relação sexual. A maioria das pessoas tem contato com esse vírus ao longo da vida, mas quase sempre ele é eliminado naturalmente. Se a infecção persistir, após vários anos podem aparecer lesões que, se não tratadas, podem causar câncer. Mulheres que fumam têm maior chance de ter câncer do colo do útero, pois o fumo facilita a infecção pelo HPV.
E o que as mulheres podem sentir?
No início, as mulheres não sentem nada. Mais tarde, podem aparecer sangramentos fora do período menstrual, dor e corrimentos. Esses sintomas são também comuns a outras doenças. Caso apresente algum desses sintomas, procure o serviço de saúde.
É possível prevenir o câncer do colo do útero?
Sim! Por meio da vacinação contra o HPV, antes do início da vida sexual, e do exame preventivo (Papanicolau). O uso do preservativo (camisinha) contribui para reduzir a transmissão do HPV. Essa proteção não é total, pois o vírus passa no contato íntimo durante as relações sexuais, mesmo sem penetração e entre pessoas do mesmo sexo.
Quem deve tomar a vacina contra o HPV?
Meninas e meninos de 9 a 14 anos, pois a proteção nesses grupos é maior do que em adultos. A vacina protege contra os principais tipos de HPV causadores do câncer do colo do útero, mas não todos. Portanto, é necessário que a mulher, mesmo vacinada, faça o exame preventivo na faixa de idade recomendada e use camisinha durante as relações sexuais.
O que é o exame preventivo?
É o exame que identifica possíveis lesões causadas pelo HPV. É colhido material do colo do útero e enviado para análise no laboratório. O exame é simples e rápido. Em alguns casos, pode causar algum incômodo.
Quem deve fazer o exame preventivo?
Mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual.
De quanto em quanto tempo o exame deve ser feito?
Como a evolução da lesão até o câncer é lenta, o exame pode ser feito a cada três anos.
Por que antes de 25 anos as mulheres não precisam fazer o exame?
Até essa idade, o câncer do colo do útero é raro, e as lesões mais frequentes causadas pelo HPV são as que se curam sem tratamento.
E após os 64 anos?
As mulheres poderão deixar de fazer o exame preventivo se pelo menos os dois últimos resultados tiverem sido normais. Entretanto, a consulta ginecológica continuará importante para avaliar outras doenças.
Onde encontrar a vacina?
A vacina e o exame preventivo estão disponíveis na unidade básica de saúde próxima de sua casa. Tão importante quanto fazer o exame é buscar o resultado.
Referências: gov.br, Março Lilás: mês de prevenção ao câncer de colo de útero. Disponível em: https://www.mpgo.mp.br/porthttps://www.gov.br/ibc/pt-br/assuntos/noticias/marco-lilas-mes-de-prevencao-ao-cancer-de-colo-de-uteroal/conteudo/fevereiro-roxo-o-mes-de-alerta-sobre-alzheimer-lupus-e-fibromialgia. Acesso em: 10 mar 2026
por CenterLab | mar 5, 2026 | Uncategorized
Autor: Larissa Luana Dias Silva
A hemocultura constitui um exame fundamental na prática da microbiologia clínica, sendo realizada com o objetivo de identificar a presença de microrganismos na corrente sanguínea. Sua relevância diagnóstica é amplamente reconhecida, uma vez que infecções na corrente sanguínea estão associadas a elevadas taxas de morbimortalidade, especialmente nos casos de sepse. Nesse contexto, o laboratório de análises clínicas exerce papel decisivo na condução terapêutica, pois a detecção de hemoculturas positivas permite a identificação do agente etiológico e subsidia a escolha adequada da antibioticoterapia.
A presença de microrganismos viáveis no sangue pode ocorrer em situações de disfunção imunológica ou ruptura de barreiras naturais do organismo. Na sepse, é comum a presença contínua e persistente de patógenos circulantes, tornando a hemocultura o exame primordial para confirmação diagnóstica e monitoramento clínico.
Sob a perspectiva operacional, a hemocultura manual baseia-se na incubação dos frascos por um período mínimo de sete dias, com homogeneizações periódicas para favorecer o crescimento microbiano. A positividade é tradicionalmente verificada por inspeção visual da turvação do meio ou por meio de repiques cegos em intervalos predeterminados. Quando identificado crescimento, torna-se necessário realizar subcultivo imediato e preparo de lâmina para microscopia com coloração de Gram. Esse processo demanda intensa intervenção técnica, vigilância constante e elevado nível de expertise profissional.
Apesar de historicamente consolidado, o método manual apresenta limitações importantes, como maior tempo para liberação de resultados, maior risco de contaminação durante a manipulação, variabilidade de interpretação e aumento da carga de trabalho da equipe técnica. Além disso, o processo depende de inspeção visual frequente e repicagens, o que eleva o consumo de insumos e a exposição ocupacional a agentes biológicos.
Em contraste, os sistemas automatizados de hemocultura representam avanço significativo ao permitir monitoramento contínuo das amostras incubadas. Quando há presença de microrganismos viáveis no frasco inoculado, ocorre produção de dióxido de carbono (CO₂), detectado automaticamente pelo equipamento por meio de sensores específicos. Essa tecnologia possibilita maior sensibilidade analítica, redução do tempo para positividade e diminuição da intervenção manual, contribuindo para maior padronização e confiabilidade dos resultados.
Os sistemas automatizados de hemocultura permitem o monitoramento contínuo das amostras e a detecção automática da produção de CO₂ por microrganismos viáveis, aumentando a sensibilidade e reduzindo o tempo para positividade. A automatização diminui a intervenção manual, reduz erros e contaminações, otimiza recursos e favorece diagnóstico mais rápido, antibioticoterapia direcionada e melhores desfechos clínicos, além de proporcionar economia financeira ao reduzir a necessidade de repetição de exames, demanda de mão de obra e tempo de internação, com maior giro de leitos.
Durante o período do estudo, conduzido em um laboratório da região sudoeste do Paraná entre o início de outubro de 2010 e o final de setembro de 2012, foram realizadas 1.403 hemoculturas. Destas, 1.308 (93,2%) apresentaram resultado negativo e 95 (6,8%) resultado positivo. No intervalo compreendido entre outubro de 2010 e setembro de 2011, quando foi empregado o método manual, foram processadas 550 hemoculturas, das quais 13 (2,4%) foram positivas. Já entre outubro de 2011 e setembro de 2012, período em que se adotou o método automatizado, foram realizadas 853 hemoculturas, com 82 (9,6%) resultados positivos. A análise comparativa evidencia maior taxa de positividade no método automatizado em relação ao método manual (2,4% versus 9,6%), constatando maior sensibilidade diagnóstica do sistema automatizado.

Diante desse cenário, a automatização das hemoculturas representa não apenas um avanço técnico-científico, mas também uma estratégia institucional voltada à qualidade assistencial e à sustentabilidade econômica. Ao integrar maior rapidez diagnóstica, padronização de processos, redução de riscos ocupacionais e otimização de recursos humanos, os sistemas automatizados contribuem para decisões clínicas mais assertivas e para a redução da mortalidade associada às infecções da corrente sanguínea, agregando valor ao laboratório e à instituição de saúde como um todo.
Como exemplo de sistema automatizado, o BACT ALERT 3D destaca-se por sua capacidade de armazenar 120 frascos simultaneamente, permitindo a realização de culturas de sangue, outros fluidos corporais estéreis e micobactérias em um mesmo equipamento. O sistema utiliza tecnologia de detecção colorimétrica associada à presença de resina de adsorção polimérica nos frascos, possibilitando a neutralização parcial de antibióticos presentes na amostra. Apresenta ainda alarme visual e sonoro para frascos positivos, detecção de crescimento de bactérias e leveduras em aproximadamente 8 a 12 horas de incubação em muitos casos, além de operação simplificada e baixa necessidade de manutenção.
Figura 1: Plataformas BACT ALERT 3D

Fonte: https://www.biomerieux.com/br/pt.html
Com o objetivo de oferecer serviços de excelência e fortalecer a segurança diagnóstica, a Centerlab e a bioMérieux, líder mundial em diagnóstico in vitro, anunciam uma nova parceria estratégica voltada à ampliação do acesso a equipamentos automatizados de hemocultura. A partir dessa união, os sistemas automatizados de hemocultura passam a integrar o portfólio da Centerlab, agregando tecnologia de ponta para detecção rápida e confiável de infecções na corrente sanguínea. A iniciativa amplia e fortalece a oferta de soluções completas em microbiologia, promovendo maior eficiência laboratorial, otimização de processos e suporte especializado. Como resultado dessa iniciativa, as empresas reforçam seu compromisso com a excelência diagnóstica, contribuindo para decisões clínicas mais ágeis e assertivas, além de impactar positivamente a qualidade assistencial e a segurança do paciente.
REFERÊNCIAS:
– BERLITZ, F. A. Controle da qualidade no laboratório clínico: alinhando melhoria de processos, confiabilidade e segurança do paciente. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. 2010;46(5):353–363.
– GUAREZE, G. M.; BORDIGNON, J. C. Estudo comparativo entre hemocultura automatizada e manual em um laboratório do sudoeste do Paraná, Brasil. Instituto Federal do Paraná, Pato Branco, PR, 2016.
por CenterLab | fev 2, 2026 | Uncategorized
O Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização sobre doenças e a importância de fazer o correto diagnóstico e tratamento. A campanha é focada na conscientização sobre 3 doenças incuráveis: o Lúpus, a Fibromialgia e o Alzheimer.
Mas por que 3 doenças que, aparentemente, não têm nada em comum?
Porque todas são condições para as quais a medicina ainda não tem cura, mas o diagnóstico precoce ajuda a manter a qualidade de vida dos pacientes. O mês de conscientização, então, pretende levar informações sobre as doenças, os sintomas e os tratamentos disponíveis. Entenda um pouquinho mais sobre cada uma:
Doença de Alzheimer
O Alzheimer é uma doença que provoca perda da capacidade cognitiva, memória e demência por conta do acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro do seu portador. Atinge especialmente os idosos e, muitas vezes, pode ser confundida com sintomas normais da idade, sendo considerada, por essa razão, uma doença de difícil diagnóstico.
A doença de Alzheimer evolui lenta e gradualmente, afetando cada vez mais regiões do cérebro e trazendo mais prejuízos para a vida do paciente, que, nos estágios finais, pode precisar de assistência para realizar funções básicas, como tomar banho.
Como as outras doenças combatidas no Fevereiro Roxo, o Alzheimer ainda não tem cura e o entendimento sobre o modo que afeta o organismo, apesar dos avanços dos últimos anos, continua sendo pouco.
É uma das doenças que mais cresce em diagnósticos no mundo. Um estudo da Universidade Johns Hopkins aponta que, até 2050, mais de 100 milhões de pessoas terão Alzheimer.
Fibromialgia
A fibromialgia é uma doença reumatológica que acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. A principal característica é uma dor muscular crônica e generalizada acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, memória e humor. Infelizmente, a fibromialgia não tem cura e a medicina ainda não entende muito bem como a doença opera dentro do corpo humano. Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para incapacidade física e limitação funcional, complicações com bastante impacto sobre a qualidade de vida do paciente.
Ainda assim, com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente.
Lúpus
O nome científico é “Lúpus Eritematoso Sistêmico” (LES) e é considerado uma doença inflamatória autoimune que pode afetar diversos órgãos e tecidos do corpo, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro.
É considerada uma doença autoimune, pois ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. Em casos mais graves, especialmente se não for tratado adequadamente, o lúpus pode matar.
Ainda não se sabe ao certo qual a causa e o que faz com que o sistema imunológico ataque os tecidos saudáveis do corpo, entretanto, estudos presentes na literatura médica e científica indicam que as doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais. Normalmente, a pessoa descobre que tem lúpus após ter uma crise desencadeada por algum desses gatilhos:
• A exposição à luz solar de forma inadequada e em horários inapropriados;
• Infecções, que podem iniciar o lúpus ou causar uma recaída da doença;
• O uso de alguns antibióticos, medicamentos usados para controle de convulsões e pressão alta.
Lema: “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”
O lema do Fevereiro Roxo tem tudo a ver com as doenças sobre as quais quer conscientizar. Nenhuma das 3 (Doença de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia) tem cura. Entretanto, o fato de uma doença não ter cura não significa que o portador não possa ter qualidade de vida. É exatamente esse o gancho da campanha. Dar mais atenção ao bem-estar, mantendo uma rotina saudável, compartilhando informações e mostrando que o tratamento deve ser encarado como uma mudança necessária na vida do paciente.
Referências: mpgo, Fevereiro Roxo: o mês de alerta sobre Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia. Disponível em: https://www.mpgo.mp.br/portal/conteudo/fevereiro-roxo-o-mes-de-alerta-sobre-alzheimer-lupus-e-fibromialgia. Acesso em: 02 fev 2026
por CenterLab | jan 30, 2026 | Uncategorized
O segundo mês do ano é dedicado à campanha Fevereiro Laranja, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea. Atualmente, essa doença ocupa a nona posição nos tipos de câncer mais comuns em homens e a 11ª em mulheres. Dados do Instituto Nacional de Câncer (InCA) apontam que, para cada ano do triênio 2020-2022, serão diagnosticados, no Brasil, mais de 10 mil casos novos de leucemia, sendo 5.920 em homens e 4.890 em mulheres.
A médica hematologista Giovanna Durigon, que atua no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), ressaltou a relevância do Fevereiro Laranja tanto para alertar sobre possíveis sintomas quanto para tratar da prevenção, para conscientizar sobre a necessidade de exames e, principalmente, sobre a importância da doação de medula óssea. “O tratamento é basicamente quimioterápico, mas as indicações de transplante de medula são muito positivas, principalmente no caso de pacientes jovens”, explicou.
O transplante de medula óssea é indicado em casos de alto risco. O primeiro passo é a investigação dos familiares de primeiro grau do paciente em busca de compatibilidade. Caso isso não ocorra, é registrada a necessidade em um banco de medula. Os doadores voluntários são examinados e os resultados também vão para esse banco. No momento em que surge a compatibilidade entre o doador e o paciente, é feito o procedimento de coleta do material. A doação é importante, pois a chance de encontrar doadores compatíveis é relativamente baixa.
Tipos de transplante
Hoje, existem dois tipos principais de transplante de medula: o autólogo e o alogênico. O autólogo é aquele em que o próprio indivíduo é doador das células-tronco que são coletadas antes que ele seja submetido a sessões de quimioterapia, com a finalidade de destruir a medula doente e eliminar o câncer. Após essa fase, é feita a infusão das células-tronco que foram retiradas do paciente.
No tipo alogênico, as células-tronco são de um doador. Nesse caso, é sempre investigada a compatibilidade entre membros da família. Se não houver familiar compatível, é preciso buscar um doador nos bancos de medula óssea.
Para ser doador, basta ter entre 18 e 55 anos, apresentar boas condições de saúde, não ter apresentado ou estar em tratamento de câncer, doenças no sangue, no sistema imunológico ou ainda doenças infecciosas e se cadastrar em um hemocentro.
Ao fazer o cadastro, o doador faz a coleta de 5 ml de sangue para testes de compatibilidade e o resultado fica arquivado no cadastro de medula óssea. Caso o doador seja compatível com algum paciente da lista de espera, ele será convidado a fazer a doação.
A doença
A leucemia é um tipo de câncer que causa o crescimento acelerado e anormal nas células do sangue, responsáveis pela defesa do organismo, os leucócitos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam as chances de cura, e, com isso, os especialistas alertam para sintomas como anemia, cansaço e fadiga, queda de imunidade, baixa na contagem de plaquetas, infecção, febre, hematomas e sangramentos espontâneos.
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como o hemograma, mas deve incluir ainda exames de bioquímica, de coagulação, além de mielograma, imunofenotipagem e cariótipo, que são os exames de medula óssea.
Referências: GOV.BR, Campanha Fevereiro Laranja busca conscientizar sobre a leucemia. 31/10/2022. Disponível em: https://portal.pucrs.br/noticias/saude/5-dicas-para-cuidar-da-saude-mental-e-emocional-o-ano-todo/ . Acesso em: 02 fev 2026
por CenterLab | jan 26, 2026 | Uncategorized
Autor: Larissa Luana Dias Silva
A microbiologia é uma área fundamental da saúde pública, dedicada ao estudo, à identificação e à análise de bactérias, vírus, fungos e parasitas associados às doenças infecciosas, bem como à avaliação
dos fármacos eficazes para o seu controle. Dessa forma, desempenha papel central no diagnóstico laboratorial das infecções e no adequado direcionamento da terapêutica antimicrobiana.
Do ponto de vista gerencial, uma atuação eficaz da microbiologia impacta diretamente a redução dos custos hospitalares, ao evitar terapias prolongadas, minimizar o uso inadequado de antimicrobianos,
prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde e reduzir as taxas de reinternação. Assim, a microbiologia não apenas contribui para a melhoria da qualidade da assistência ao paciente, como também promove maior eficiência operacional, sustentabilidade e racionalização dos recursos hospitalares.
No contexto da prática microbiológica, as técnicas manuais tradicionalmente utilizadas para a identificação de bactérias e fungos, bem como para a realização de provas bioquímicas, desempenharam por muitos anos papel central no diagnóstico das infecções. Esses métodos baseiam-se em etapas sequenciais, como cultivo, observação morfológica, coloração e testes bioquímicos, com interpretação visual dos resultados, exigindo elevado nível de expertise técnica, maior tempo de execução e intensa intervenção manual.
Apesar de sua importância histórica e comprovada eficácia, os métodos manuais apresentam limitações relevantes, como maior variabilidade inter-observador, risco aumentado de erros operacionais, tempo prolongado para a liberação dos resultados e dificuldades na padronização dos processos. Além disso, demandam maior carga de trabalho da equipe técnica, maior consumo de insumos e maior exposição ocupacional a agentes biológicos, impactando negativamente a produtividade e os custos operacionais do laboratório.
Em contraste, as soluções automatizadas em microbiologia representam um avanço significativo ao integrar, de forma rápida, padronizada e altamente confiável, a identificação microbiana e os testes de sensibilidade aos antimicrobianos. Essas tecnologias utilizam reagentes específicos e algoritmos avançados de análise, permitindo a identificação precisa de bactérias e fungos, bem como a determinação do perfil de sensibilidade antimicrobiana em tempo significativamente reduzido quando comparado aos métodos manuais.
Como exemplo de solução automatizada, o sistema VITEK® 2 destaca-se por seu formato compacto e pela disponibilidade de painéis específicos para a identificação de bactérias e fungos, além de painéis de testes de sensibilidade antimicrobiana padronizados para a realidade brasileira. O sistema conta ainda com o Advanced Expert System™ (AES), que utiliza um banco de dados amplo e em constante atualização, abrangendo mais de 15.000 combinações entre microrganismos e antimicrobianos, além de mais de 3.800 fenótipos reconhecidos.
Figura 1: Plataformas VITEK®

VITEK 2 COMPACT PRO
Fonte: https://www.centerlab.com/vitek-2-compact-34112/p
De acordo com o estudo realizado por Paim et al. (2016), o sistema automatizado VITEK® apresentou alta acurácia global (94,7%) na identificação de microrganismos isolados de hemoculturas, com excelente desempenho para bacilos gram-negativos e leveduras, demonstrando elevada concordância com métodos convencionais manuais e genotípicos.
Adicionalmente, estudos sobre a implementação da automação total em microbiologia clínica demonstram impacto positivo tanto nos custos operacionais quanto na qualidade do atendimento hospitalar. Conforme descrito por Culbreath et al. e por estudo multicêntrico publicado no Journal of Clinical Microbiology, a automação laboratorial resultou em aumento expressivo da produtividade, redução do custo por amostra em até 47% e economias anuais que podem ultrapassar US$ 1 milhão, além de significativa redução do tempo de liberação dos resultados, favorecendo decisões clínicas mais rápidas, uso mais racional de antimicrobianos e melhores desfechos para os pacientes.
A partir desse contexto, observa-se que a automação em microbiologia representa não apenas um avanço técnico-científico, mas também uma oportunidade estratégica para instituições de saúde, ao combinar maior agilidade diagnóstica, padronização de processos e confiabilidade dos resultados com redução de custos operacionais e otimização de recursos humanos. Soluções automatizadas, como o VITEK®, contribuem para decisões clínicas mais rápidas e assertivas, melhorando o cuidado ao paciente e, simultaneamente, gerando valor econômico e competitividade para o laboratório e para o hospital.
Com o objetivo de prestar serviços de excelência, priorizando a experiência do paciente e contribuindo para a melhoria da saúde coletiva, a Centerlab e a bioMérieux, líder mundial em diagnóstico in vitro, anunciaram uma nova parceria estratégica. A partir dessa colaboração, os equipamentos de automação em microbiologia passam a integrar o portfólio da Centerlab, ampliando e fortalecendo a oferta de soluções e serviços de alta qualidade. Essa iniciativa visa promover a saúde e o bem-estar do paciente, reafirmando o compromisso de ambas as empresas com a excelência diagnóstica.
REFERÊNCIAS:
PAIM et al. (2016):
MONTEIRO, A. C. M. et al. Comparison of methods for the identification of microorganisms isolated from blood cultures. Annals of Clinical Microbiology and Antimicrobials, v. 15, p. 45, 2016. DOI: 10.1186/s12941-016-0158-9.
CULBREATH et al. (2021):
CULBREATH, K.; PIWONKA, H.; KORVER, J.; NOORBAKHSH, M. Benefits derived from full laboratory automation in microbiology: a tale of four laboratories. Journal of Clinical Microbiology, v. 59, n. 3, e01969-20, 2021. DOI: 10.1128/JCM.01969-20.
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