por CenterLab | jul 8, 2026 | Uncategorized
Hemograma e as anemias microcíticas: Índice de Mentzer e RDWI
Autor: Assessor Científico da Centerlab – Pedro Thadeu Rocha Salles
O hemograma automatizado é um exame acessível e indispensável na prática laboratorial. Apesar de sua execução simplificada pela tecnologia atual, ele fornece informações valiosas sobre o estado fisiológico do paciente. A diversidade de parâmetros avaliados permite estabelecer correlações críticas, favorecendo uma interpretação holística da saúde do indivíduo.
Entre esses parâmetros, destacam-se os relacionados às hemácias (eritrócitos) e ao seu principal componente funcional: a hemoglobina. Nos seres humanos e na maioria dos mamíferos, os eritrócitos são células anucleadas e altamente especializadas, responsáveis pelo transporte de gases respiratórios. A hemoglobina desempenha o papel central nesse processo, ligando-se ao oxigênio nos pulmões e ao dióxido de carbono nos tecidos, garantindo a manutenção das trocas gasosas essenciais à vida.
Qualquer interrupção nesse sistema é grave, pois compromete diretamente a oxigenação tecidual. Tecidos com alta demanda metabólica, como o sistema nervoso central e o miocárdio, são particularmente vulneráveis à hipóxia, podendo sofrer danos irreversíveis.
Diversas enfermidades que afetam a produção ou a estrutura das hemácias e da hemoglobina reduzem a capacidade de transporte de oxigênio. Essas alterações manifestam-se, predominantemente, como anemias ou hemoglobinopatias.
Embora essas condições compartilhem sintomas clínicos decorrentes da hipóxia, suas etiologias são distintas, variando de deficiências nutricionais a mutações genéticas, e exigem abordagens terapêuticas específicas. Dentre as alterações que causam a microcitose, destacam-se:
- Anemia Ferropriva: Uma anemia microcítica causada pela deficiência de ferro, caracterizada pela redução do VCM (Volume Corpuscular Médio) e tratada com a reposição do mineral.
- Talassemia Beta: Uma condição genética que compromete a síntese das cadeias de globina, também resultando em microcitose, mas que demanda manejo clínico voltado à doença de base, e não à suplementação de ferro.
Para auxiliar a distinção laboratorial entre essas patologias, utilizam-se índices matemáticos baseados nos dados do hemograma:
- Índice de Mentzer: Proposto por William C. Mentzer, é calculado pela fórmula:
> 13: Sugere Anemia Ferropriva.
< 13: Sugere Talassemia.
- RDWI (Red Blood Cell Distribution Width Index): Um índice derivado que combina o VCM, o RDW (amplitude de distribuição das hemácias) e a contagem de eritrócitos (RBC):
> 220: Sugere Anemia Ferropriva.
< 220: Sugere Talassemia Menor.
Estudos como os de Ehsani et al. (2009) e Ntaios et al. (2007) validam o Índice de Mentzer como uma ferramenta de triagem prática, acessível e de baixo custo. Mais recentemente, pesquisas voltadas ao RDWI, como as de El-Gendy et al. (2025) e Demir et al. (2017), demonstraram que esse índice apresenta maior acurácia diagnóstica em comparação ao uso isolado do RDW, alcançando, em alguns contextos, precisão de até 91,6%. Ainda assim, ressalta-se a necessidade de sua associação a exames complementares, como a eletroforese de hemoglobina e a dosagem de ferritina, a fim de se estabelecer um diagnóstico definitivo.
Na rotina laboratorial, a precisão desses cálculos depende da atenção do profissional. Buscando otimizar esse fluxo e reduzir erros manuais, a Nihon Kohden, em parceria com a Centerlab MG, traz ao Brasil o que há de mais avançado na tecnologia japonesa.
Os analisadores Celltac Alpha Plus (MEK-1305), Celltac G (MEK-9100) e Celltac G+ (MEK-9200) representam um avanço significativo na hematologia diagnóstica. Esses equipamentos, com diferenciação leucocitária em 3 e 5 partes, respectivamente, disponibilizam automaticamente no laudo índices como o de Mentzer e o RDWI, agregando valor à interpretação clínica.
ANALISADOR HEMATOLOGICO AUTOMATIZADO CELLTAC ALPHA PLUS MEK 1305
ANALISADOR HEMATOLOGICO AUTOMATIZADO CELLTAC G MEK-9100K

Diante disso, recomenda-se que os laboratórios que já dispõem desse recurso o utilizem de forma sistemática e promovam sua divulgação junto à equipe médica, uma vez que se trata de um diferencial clínico relevante e potencialmente útil na prática diagnóstica.
A automação desses índices elimina a necessidade de intervenção manual do operador, transformando o hemograma em uma ferramenta de triagem para anemias microcíticas muito mais poderosa, ágil e segura.
REFERÊNCIAS:
EHSANI, Mohammad Ali; SHAHGHOLI, Ebrahim; RAHIMI, Zahra; SEGHATCHIAN, Jerard. A new index for discrimination between iron deficiency anemia and beta-thalassemia minor: results in 284 patients. Pakistan Journal of Biological Sciences, v. 12, n. 5, p. 473–475, 2009.
NTAIOS, George; CHATZIKYRIAKOU, Eirini; SAOULIDIS, Nikolaos; GIRTOVITIS, Fotios; KONSTANTINIDIS, Ioannis. Discrimination indices as screening tests for beta-thalassemic trait. Annals of Hematology, v. 86, n. 7, p. 487–491, 2007.
URRECHAGA, Eloísa; BORQUE, Leticia; ESCANERO, Jesús F. The role of automated measurement of red cell subpopulations in the differential diagnosis of microcytic anemia. Anemia, v. 2011, Article ID 656738, 2011.
AHMED, S.; IQBAL, J.; KHAN, M. A. Diagnostic accuracy of red blood cell distribution width index to differentiate iron deficiency anemia and beta thalassemia trait in patients with borderline HbA2 levels. Pakistan Postgraduate Medical Journal, v. 34, n. 2, p. 85–90, 2023. Disponível em: https://ppmj.org.pk/index.php/ppmj/article/view/548. Acesso em: 20 mar. 2026.
EL-GENDY, M. M.; HASSAN, A. E.; ALI, R. M. Red cell distribution width index versus red cell distribution width as a discriminating guide for iron deficiency anemia and beta-thalassemia trait. Journal of Current Medical Research and Practice, v. 10, n. 1, p. 45–51, 2025. Disponível em: https://jcmrp.journals.ekb.eg/article_461385.html . Acesso em: 20 mar. 2026.
HASSAN, H. Y.; ABD EL-HAMID, S. M.; FAROUK, E. M. Mentzer index and red cell distribution width index in differentiation between iron deficiency anemia and beta-thalassemia trait. The Egyptian Journal of Haematology, v. 50, n. 1, p. 12–18, 2025. Disponível em: https://nchr.elsevierpure.com/en/publications/mentzer-index-and-red-cell-distribution-width-index-in-differenti. Acesso em: 20 mar. 2026.
DEMIR, A.; YILMAZ, F.; KAYA, H. The role of discriminant functions in differentiation of iron deficiency anemia and beta-thalassemia trait. Mediterranean Journal of Hematology and Infectious Diseases, v. 9, n. 1, e2017001, 2017. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5496298/. Acesso em: 20 mar. 2026.
por CenterLab | ago 20, 2025 | Uncategorized
O exame de urina é utilizado para identificar infecções do trato urinário, doenças renais e doenças sistêmicas. Quando são identificadas alterações, outros exames complementares de diagnóstico podem ser solicitados, a fim de descobrir a origem do problema.
O que é exame de urina?
É o exame responsável pela análise de diversos parâmetros e substâncias que podem estar presentes na urina. Esse tipo de exame pode levar ao diagnóstico de algumas doenças relacionadas ao aparelho urinário e doenças sistêmicas e suas complicações.
EAS – Urina Tipo 1
Também chamado de parcial de urina, é o exame mais simples e básico. Consiste na análise de vários parâmetros e substâncias presentes na urina como:
- Densidade e pH;
- Corpos cetônicos;
- Glicose e hemoglobina;
- Nitrito, proteínas e urobilinogênio;
- Microrganismos (bactérias, fungos e protozoários);
- Células epiteliais, hemácias e leucócitos;
- Cilindros e cristais.
Urina 24 horas
Esta é a análise de alguns parâmetros de toda urina excretada no período de 24 horas.
A avaliação de algum hormônio, um mineral ou outro composto pode ser um importante indicativo clínico na prática médica. A depuração, também chamada clearance da creatinina, é uma verificação da capacidade que os rins têm de filtrar o sangue.
Para isso, avalia-se um indicador, que é a creatinina, cuja concentração é determinada no sangue e na urina de 24 horas, sendo os resultados inseridos em uma fórmula matemática. O resultado é um importante sinal da função renal.
Urocultura
É o exame que detecta e identifica a presença de bactérias no trato urinário.
Os rins e a bexiga são ambientes estéreis, onde normalmente não há bactérias, portanto, a urocultura pode indicar a presença delas. Neste exame, a urina é inoculada em meio de cultura. Em 24 a 48 horas, a maior parte das bactérias causadoras de infecções urinárias se desenvolvem, formando colônias.
Além disso, também podem ser feitos os testes de sensibilidade a antibióticos, para auxiliar o médico na escolha dos medicamentos específicos que devem ser utilizados.
Como se preparar para o exame de urina?
Para o parcial de urina, a coleta pode ser feita em qualquer hora do dia, de preferência após 2 horas sem urinar.
Para a urina de 24 horas, é necessário que a primeira urina da manhã seja totalmente desprezada e, a partir daí, inicia-se a coleta até o mesmo horário no dia seguinte. Toda a urina deste período de 24 horas deve ser armazenada em recipiente fornecido pelo laboratório.
Para a urocultura, é preciso higienizar muito bem a região ao redor da uretra. O primeiro jato de urina da manhã deve ser desprezado e o restante armazenado e levado ao laboratório.
Mulheres podem fazer o exame de urina no período menstrual?
O ideal é não fazer, mas, se for indispensável, é importante se atentar para a higiene local. Caso esteja disponível, recomenda-se a utilização um tampão vaginal, para evitar o contato do sangue menstrual com a urina.
Quais doenças podem ser detectadas no exame de urina?
São detectadas doenças do próprio aparelho urinário, como infecções e insuficiência renal. Também é possível identificar doenças sistêmicas: Diabetes, Hipertensão Arterial, lúpus eritematoso sistêmico e entre outras.
Quando identificadas complicações, podem ser solicitados outros testes, como o exame de sangue, por exemplo.
Referências: Saúde – Sergio Franco
por CenterLab | abr 9, 2025 | Uncategorized
A anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma condição na qual a hemoglobina está abaixo do normal resultando em carência de um ou mais nutrientes essenciais. Considerada como um sinal secundário de alguma doença base, podendo ser decorrentes de múltiplas causas.
Cada tipo de anemia tem suas características fisiopatológicas específicas tendo em comum entre elas o baixo nível de hemoglobina. A hemoglobina é a proteína que transporta o oxigênio dos pulmões aos tecidos.
Há três principais tipos de anemias sendo elas as microcísticas, quando as hemácias são pequenas e há diminuição na quantidade de hemoglobina, as normocíticas que é quando não há alterações no tamanho das hemácias e as macrocíticas, quando as células são maiores que o habitual.
Entre as anemias microcíticas, a anemia ferropriva é a mais comum caracterizada pela deficiência de ferro. Geralmente causada pela deficiência nutricional.
A anemia falciforme é uma anemia caracterizada pela alteração morfológica nas hemácias adquirindo o aspecto de uma foice, fazem parte das anemias normocíticas.
A anemia megaloblástica por deficiência de B12 faz parte das anemias macrocíticas. É caracterizada pelo aumento do tamanho das hemácias e redução na sua quantidade.
Referências:
– Texto retirado do blog da Newprov
por CenterLab | fev 12, 2022 | Informativos
Desde a Grécia Antiga, há mais de 2.000 anos, foi observada a relação entre a sedimentação das células vermelhas e o fibrinogênio. Para os gregos, a taxa de sedimentação eritrocitária era uma maneira de detectar certos “maus humores orgânicos”. Posteriormente, no início deste século, o teste da velocidade de sedimentação das hemácias (VHS) foi idealizado para auxiliar no diagnóstico da gravidez, sendo posteriormente empregado como indicador de doenças inflamatórias ou infecciosas e até mesmo da condição geral de saúde ou doença.
A padronização desta técnica foi feita em 1920 por Westergren, considerada como padrão-ouro, e foi recomendada pelo Internacional Comitee for Standardization in Hematology de 1973 e referenciado no último conselho internacional de padronização em Hematologia em 1993.
A metodologia proposta por Westergren consiste em colocar o sangue venoso anticoagulado com citrato de sódio a 3,8% (relação 4:1) em um tubo de vidro graduado, 200 mm de comprimento e 2,5mm de diâmetro interno. O tubo é preenchido até a marca zero e deixado na posição vertical por uma hora. A VHS expressa em mm/h será à distância do menisco até o topo da coluna de eritrócitos.
Vários interferentes podem afetar o resultado da VHS como a quantidade e o tipo de anticoagulante usado, produzindo tanto resultados falsamente elevados como falsamente diminuídos, levando à dificuldade interpretativa deste exame. A fundamentação do procedimento se baseia no fato de que a sedimentação eritrocitária depende da agregação das hemácias e da formação de rouleaux. Os eritrócitos possuem carga eletronegativa, por isso repelem-se uns aosoutros, impedindo, durante certo tempo, a agregação e a queda consequente do agregado. Várias proteínas de fase aguda se encontram suspensas no plasma, construindo os coloides eletropositivos, sobretudo o fibrinogênio e globulinas. O aumento da concentração dessas frações proteicas neutraliza as cargas elétricas das membranas dos eritrócitos, rompendo o equilíbrio e assim o agregado globular se deposita. Por esta razão o fenômeno, da formação dos agregados globulares, ocorre paralelamente ao da eritrossedimentação e todas as causas que favorecem, auxiliam igualmente o outro. Baseando-se em tais fatos presume-se que qualquer componente do plasma que afete direta ou indiretamente o grau de agregação dos eritrócitos altera a VHS.
Pode-se citar, por exemplo, que a resposta inflamatória ao dano tecidual inclui alterações na concentração de proteínas plasmáticas, especialmente aumento de fibrinogênio proteína amiloide (SAA) e proteína C-reativa (PCR) e baixa da albumina. Essas alterações ocorrem em inflamações agudas, fases ativas de inflamações crônicas e como consequência de trauma espera-se, nesta situação, um aumento da VHS. É útil na avaliação da resposta ao tratamento de doenças como artrite temporal, polimialgia reumática, febre reumática, artrite reumatoide, Lúpus Eritematoso Sistêmico, tuberculose e endocardite. Entretanto, a presença de VHS normal não exclui doença ativa.
Em processos agudos, pode levar dias para ter valores elevados e estes permanecem por algumas semanas após resolução. Os valores normais aumentam com a idade e inúmeros outros fatores, como gravidez e anemias.Elevações leves a moderadas devem ser interpretadas com cautela nestas situações. Valores muito elevados podem serencontrados em indivíduos com neoplasia maligna, linfoma, carcinoma de colo e mama, doenças hematológicas, doenças do colágeno, doenças renais, infecções graves, cirrose, artrite de grandes células ou polimialgia reumática.
Valores de referência
Os valores de referência da VHS, de acordo com sexo e idade, atualmente utilizados estão listados na Tabela 1.

Fatores que influenciam a VHS
Na Tabela 2 estão relacionados fatores capazes de influenciar a VHS. Alguns erros analíticos podem acelerar aVHS levando a resultados falso-positivos. A inclinação do tubo provoca uma separação do plasma e das hemácias, o que promove a formação de rouleaux e aumento da sedimentação. Uma inclinação de apenas 3º pode provocar aumento de até 30% na VHS. Outros fatores, como uma concentração de anticoagulante maior que a recomendada e temperatura ambiente elevada (>25ºC), também aumentam a VHS. O uso de medicamentos, especialmente heparina e contraceptivos orais, é, também, capaz de aumentar a VHS.
Os valores da VHS são mais altos no sexo feminino, o que pode ser explicado, em parte, pelos valores de hematócrito mais baixos nas mulheres e por diferenças hormonais. Há um aumento de VHS de cerca de 0,85mm/h a cada cinco anos de acréscimo na idade. Esta elevação pode estar relacionada ao aumento do fibrinogênio com o avançar da idade. Por outro lado pode ser decorrente da maior prevalência de doenças ocultas em pacientes idosos. Por este motivo, alguns autores recomendam que não se devem utilizar valores de referência maiores para esta faixa etária.

O aumento da VHS na gravidez parece estar relacionado ao aumento do fibrinogênio e à maior prevalência de anemia durante este período. Recentemente, foram sugeridos valores de referência para a VHS em grávidas saudáveis de acordo com o período gestacional e a presença, ou não, de anemia (Tabela 3).

Dentre as condições que aumentam a VHS estão processos de diferentes causas, como doenças malignas, infecções de qualquer natureza, doenças inflamatórias, e várias outras listadas na Tabela 2. A grande variedade de doenças que alteram a VHS em diferentes níveis demonstra o quanto este exame é inespecífico. Na anemia, a sedimentação das hemácias fica facilitada pela redução do número de hemácias em relação ao volume de plasma. Desta forma, em condições associadas à anemia moderada ou grave, a VHS apresenta utilidade bastante limitada.
Vários fatores são capazes de diminuir a VHS (Tabela 2). Dentre os erros analíticos que podem reduzir a VHS levando a resultados falso-negativos, destacam-se a temperatura ambiente mais baixa que a recomendada (<20ºC) e o atraso na realização do teste. O uso de medicamentos como antiinflamatórios não hormonais em altas doses e corticosteróides também diminui a VHS. Este fato tem maior relevância quando o teste é utilizado para verificar a atividade de doenças inflamatórias do tecido conjuntivo, nas quais estes medicamentos são usados com freqüência. O aumento do hematócrito, como na policitemia, dificulta a sedimentação das hemácias. A presença de hemácias falciformes, na drepanocitose, impede a formação de rouleaux. Em ambos os casos, a VHS estará diminuída. A hipofibrinogenemia hereditária primária e a coagulação intravascular disseminada estão entre as enfermidades que reduzem a VHS devido à redução do fibrinogênio. No entanto, valores baixos de VHS apresentam pouco ou nenhum valor diagnóstico.
A Centerlab comercializa o Sistema VSG Aberto Vacuette:
O sistema consiste em tubos VSG (velocidade de sedimentação globular) contém uma solução tamponada de citrato trissódico 3,2% (0.109 mol/L), na proporção de 1 parte de solução de citrato para 4 partes de sangue; Pipeta graduada com adaptador de borracha e Estante VSG sem escala.
Portanto a metodologia utilizada pela Greiner é a Westergren (tradicional), a qual foi padronizada há muitos anos e possui valores de referência específicos.

Referências:
– MERISIO,P.R.; ALFF, F. A. Comparativo das técnicas do exame de velocidade de hemossedimentação (VHS) descrita por Westergren com citrato e a usual com EDTA, NewsLab, ed 120, p. 76-81, 2013. BUCK, A.; VELASQUEZ, P. G.; DÜSMAN, E. Análise comparativa das diferentes diluições para avaliação da velocidade de hemossedimentação-vhs. Arq. Ciênc. Saúde UNIPAR, Umuarama, v. 15, n. 3, p. 213-218, set./dez. 201
– HACHEM, R. H. et al. Velocidade de hemossedimentação (VHS) sem diluição: metodologia confiável? Visão Acadêmica, Curitiba, v.11, n.2, Jul. – Dez./2010.
– COLLARES,G.B.; VIDIGAL,P.G. Recomendações para o uso da velocidade de hemossedimentação. Rev Med Minas Gerais 2004;14(1):52-7.
– Instruções de uso Tubos de VSG para coleta de sangue Vacuette – Greiner bio-one.