por CenterLab | ago 29, 2025 | Uncategorized
Antigamente a sepse era conhecida como septicemia ou infecção no sangue, atualmente é conhecida como infecção generalizada. A sepse é definida como resposta inflamatória sistêmica na presença de infecção, seja ela causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Em torno de 2% a 11% das internações hospitalares e nas unidades de terapia intensiva (UTI) são por essa doença, sendo a sepse a principal causa de morte nas UTI, onde a mortalidade atinge níveis alarmantes variando na maioria dos estudos entre 20% e 80%. Manifestando-se como diferentes estágios clínicos de um mesmo processo fisiopatológico, é um desafio para o médico de praticamente todas as especialidades, dada a necessidade de pronto reconhecimento e tratamento precoce. Portanto a sepse representa um grande desafio para a medicina.
A incerteza diagnóstica leva frequentemente a excessos no uso de antibióticos, gerando aumento do índice de resistência bacteriana. O uso de antibióticos na fase de suspeita de infecção, em situações de gravidade elevada, é bastante justificável, já que alguns estudos demonstraram que a instituição precoce de antibióticos reduz a mortalidade em pacientes portadores de infecções graves . Entretanto , esses medicamentos
frequentemente são mantidos por períodos mais longos do que o necessário.
Nesse sentido, o diagnóstico e monitorização da doença são fatores importantíssimos para uma boa evolução no quadro clínico do paciente.


Diagnóstico
Existem várias moléculas protéicas relacionadas à resposta inflamatória. Dentre eles, a proteína C reativa (PCR) e a procalcitonina (PCT) foram os marcadores biológicos mais amplamente estudados como ferramentas auxiliares na condução de pacientes com suspeita de infecções bacterianas. Isso se deve a maior facilidade técnica de mensuração dessas moléculas, as quais possuem testes comerciais bem padronizados e automatizados, sendo executado em grande parte dos laboratórios de análises clínicas.
Proteína C reativa (PCR)
A PCR é uma das proteínas de fase aguda induzidas por citocinas, cujos níveis aumentam durante uma resposta geral e inespecífica a infecções e processos inflamatórios não infecciosos. As concentrações de PCR são normalmente baixas no sangue de indivíduos saudáveis; 99% da população têm níveis abaixo de 10mg/L. Esse limiar é frequentemente excedido dentro de 4 a 8 horas após um evento inflamatório agudo, com valores de PCR atingindo aproximadamente 20 a 500mg/L. Como níveis elevados de PCR estão sempre associados a alterações patológicas, o ensaio de PCR fornece informações para o diagnóstico, terapia e monitoramento de doenças inflamatórias.
Procalcitonina (PCT)
A procalcitonina (PCT) é uma proteína precursora do hormônio calcitonina. É produzido pelas células para-foliculares (células C) da tiróide e pelas células neuroendócrinas do pulmão e intestino. O nível de PCT aumenta rapidamente após uma infecção bacteriana com consequências sistêmicas, atingindo seu nível máximo em 24 a 48 horas após a sepse. Em indivíduos saudáveis, as concentrações plasmáticas de PCT estão abaixo de 0,05 ng/mL, mas podem aumentar até 1.000 ng/mL em pacientes com sepse grave ou choque séptico. A PCT também pode ser elevado devido a outras situações tais como uma grande cirurgia, queimaduras graves ou em recém-nascidos. No entanto, retorna ao respectivo valor normal rapidamente. Infecções virais, colonização bacteriana, infecção localizada, distúrbios alérgicos, doenças autoimunes e rejeição de transplantes, normalmente não induzem uma resposta significativa PCT (valores < 0,5 ng/mL). Portanto, a PCT tem sido estudada como um biomarcador de sepse, para auxiliar no diagnóstico e exclusão da sepse e para orientar o início e o término de antibióticos.
Critérios diagnósticos para Sepse – Sinais e sintomas comumente encontrados em pacientes sépticos

Tanto o ensaio de PCR quanto o de PCT são úteis para orientar a redução do uso de antibióticos em pacientes com sepse. Nesse sentido a Centerlab disponibiliza testes para detecção dos marcadores de infecção utilizando a tecnologia “Point of care” com metodologia de imunofluorescência, proporcionando resultados confiáveis em poucos minutos.
Conheça as nossas linhas de fluorescência!
PCT PROCALCITONINA KIT C/10 TESTES – CÓD. 02353

PCR PROTEÍNA C REATIVA – KIT C/20 TESTES – CÓD. 02352
PROCALCITONINA QUANTITATIVO – 25 TESTES – CÓD. 01910

PCR QUANTITATIVO – KIT C/25 TESTES – CÓD. 03040

Referências:
– Sepse Brasil: Estudo Epidemiológico da Sepse em Unidades de Terapia Intensiva Brasileiras. Sales Júnior, J.A.L et al. RBTI – Revista Brasileira Terapia Intensiva.Volume 18 – Número 1 – Janeiro/Março 2006.
– Procalcitonin versus C-reactive protein for guiding the antibiotic therapy in sepsis: a randomized trial. Oliveira, C.F. et al. Critical Care Medicine. October 2013 – Volume 41 – Number 10.
– Sepse: um problema de saúde pública. Instituto Latino-Americano para Estudos da Sepse (ILAS). Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2015.
por CenterLab | ago 20, 2025 | Uncategorized
O exame de urina é utilizado para identificar infecções do trato urinário, doenças renais e doenças sistêmicas. Quando são identificadas alterações, outros exames complementares de diagnóstico podem ser solicitados, a fim de descobrir a origem do problema.
O que é exame de urina?
É o exame responsável pela análise de diversos parâmetros e substâncias que podem estar presentes na urina. Esse tipo de exame pode levar ao diagnóstico de algumas doenças relacionadas ao aparelho urinário e doenças sistêmicas e suas complicações.
EAS – Urina Tipo 1
Também chamado de parcial de urina, é o exame mais simples e básico. Consiste na análise de vários parâmetros e substâncias presentes na urina como:
- Densidade e pH;
- Corpos cetônicos;
- Glicose e hemoglobina;
- Nitrito, proteínas e urobilinogênio;
- Microrganismos (bactérias, fungos e protozoários);
- Células epiteliais, hemácias e leucócitos;
- Cilindros e cristais.
Urina 24 horas
Esta é a análise de alguns parâmetros de toda urina excretada no período de 24 horas.
A avaliação de algum hormônio, um mineral ou outro composto pode ser um importante indicativo clínico na prática médica. A depuração, também chamada clearance da creatinina, é uma verificação da capacidade que os rins têm de filtrar o sangue.
Para isso, avalia-se um indicador, que é a creatinina, cuja concentração é determinada no sangue e na urina de 24 horas, sendo os resultados inseridos em uma fórmula matemática. O resultado é um importante sinal da função renal.
Urocultura
É o exame que detecta e identifica a presença de bactérias no trato urinário.
Os rins e a bexiga são ambientes estéreis, onde normalmente não há bactérias, portanto, a urocultura pode indicar a presença delas. Neste exame, a urina é inoculada em meio de cultura. Em 24 a 48 horas, a maior parte das bactérias causadoras de infecções urinárias se desenvolvem, formando colônias.
Além disso, também podem ser feitos os testes de sensibilidade a antibióticos, para auxiliar o médico na escolha dos medicamentos específicos que devem ser utilizados.
Como se preparar para o exame de urina?
Para o parcial de urina, a coleta pode ser feita em qualquer hora do dia, de preferência após 2 horas sem urinar.
Para a urina de 24 horas, é necessário que a primeira urina da manhã seja totalmente desprezada e, a partir daí, inicia-se a coleta até o mesmo horário no dia seguinte. Toda a urina deste período de 24 horas deve ser armazenada em recipiente fornecido pelo laboratório.
Para a urocultura, é preciso higienizar muito bem a região ao redor da uretra. O primeiro jato de urina da manhã deve ser desprezado e o restante armazenado e levado ao laboratório.
Mulheres podem fazer o exame de urina no período menstrual?
O ideal é não fazer, mas, se for indispensável, é importante se atentar para a higiene local. Caso esteja disponível, recomenda-se a utilização um tampão vaginal, para evitar o contato do sangue menstrual com a urina.
Quais doenças podem ser detectadas no exame de urina?
São detectadas doenças do próprio aparelho urinário, como infecções e insuficiência renal. Também é possível identificar doenças sistêmicas: Diabetes, Hipertensão Arterial, lúpus eritematoso sistêmico e entre outras.
Quando identificadas complicações, podem ser solicitados outros testes, como o exame de sangue, por exemplo.
Referências: Saúde – Sergio Franco
por CenterLab | ago 20, 2025 | Uncategorized
O que é anemia?
A anemia é caracterizada por uma redução nos níveis de hemoglobina, proteína encontrada nas hemácias do sangue, responsável por transportar oxigênio pelo corpo. Como resultado, diversos órgãos e tecidos podem ser afetados pela falta de oxigenação, manifestando-se através de diversos sintomas de alerta.
Para entender melhor o conceito de anemia, seus tipos, causas, manifestações e tratamentos, algumas definições são necessárias.
- o sangue é composto por plasma e células em suspensão: o plasma é formado por água, na qual se dissolvem várias substâncias químicas que incluem proteínas, hormônios, minerais, vitaminas e anticorpos
- as células do sangue são os glóbulos vermelhos, as plaquetas e os glóbulos brancos, responsáveis, respectivamente, por transportar oxigênio, agir na prevenção de hemorragias (sangramentos exagerados) e defender nosso organismo contra infecções
Sintomas
Como o sangue circula por todo o corpo, as consequências da anemia podem se manifestar com um conjunto amplo de sintomas e sinais, que incluem:
- palidez
- cansaço
- desânimo
- sonolência
- palpitações
- dor de cabeça
- perda da capacidade de concentração
- irritabilidade
Diagnóstico
O diagnóstico de anemia normalmente é realizado com o suporte de um profissional da saúde e, de modo geral, inclui:
- perguntas sobre os sintomas que o paciente apresenta e seu histórico familiar para, assim, com o auxílio de um exame físico, verificar sinais de anemia
- hemograma completo, ou seja, um teste que mede a quantidade de diferentes componentes do sangue, como hemoglobina, glóbulos vermelhos e plaquetas
Os glóbulos vermelhos representam quase 50% do volume do sangue. Eles são preenchidos por uma proteína chamada hemoglobina (responsável pelo transporte de oxigênio a partir dos pulmões até diversos lugares do organismo).
Já as plaquetas são estruturas pequenas (1/10 do tamanho dos glóbulos vermelhos) que auxiliam o organismo a controlar hemorragias. Por exemplo, no caso de um ferimento, as plaquetas formam uma espécie de “rolha” no local onde determinado vaso sanguíneo foi rompido.
Tratamento
Quando a anemia é causada por carência de nutrientes, eles podem ser repostos por meio de suplementos como sulfato ferroso e vitaminas, além de uma dieta rica em ferro e ácido fólico.
Já em casos de doenças relacionadas a fabricação do sangue por insuficiência de produção (anemia aplástica) ou defeito de produção, como nas leucemias e mielodisplasia, será necessário um tratamento específico e acompanhamento frequente de um profissional da saúde.
As anemias por destruição de glóbulos vermelhos de causa imune são tratadas por imunossupressores.
As alterações genéticas como Talassemia Maior e Anemia falciforme tem que ser acompanhadas por profissional habilitado.
Prevenção
A prevenção da anemia carencial envolve adotar hábitos e práticas que promovem a saúde geral e evitam deficiências nutricionais. Manter uma dieta rica em nutrientes é indispensável, e isso inclui peixes, ovos, laticínios, legumes, grãos integrais, frutas cítricas e vegetais verdes folhosos.
No caso das anemias de natureza genética, cabe especial atenção à história familiar para a correta orientação e aconselhamento.
Referências: Glossário da saúde – Einsten
por CenterLab | ago 20, 2025 | Uncategorized
O que é câncer colorretal?
O câncer colorretal é um tipo de tumor que afeta o cólon e o reto, partes do intestino grosso que desempenham um papel importante na absorção da água, dos sais minerais e na formação das fezes.
Esses tumores geralmente começam como lesões benignas no intestino grosso (pólipos). Se detectados precocemente, essas lesões podem ser removidas antes que se transformem em câncer. Portanto, o câncer colorretal é uma doença que pode ser prevenida, tratada e muitas vezes curada, principalmente se detectada em estágios iniciais.
Sintomas
Muitas vezes, o câncer colorretal pode não mostrar sintomas logo no início, mas, conforme a doença avança, os sinais podem aparecer. Na presença de um dos sintomas abaixo, é importante consultar um(a) profissional de saúde, pois eles podem ser indicativos de câncer ou de outras condições que precisam de atenção:
- mudanças no hábito intestinal: como diarreia ou intestino preso (constipação)
- desconforto abdominal: como gases ou cólicas frequentes
- sangramentos nas fezes ou no ânus
- sensação de que o intestino não se esvaziou completamente mesmo após evacuar
- perda de peso sem motivo aparente
- cansaço excessivo
- mudanças nas fezes: evacuação de cor escura ou alteração na consistência e formato (por exemplo, pastosa ou dura e pontiaguda)
- náuseas e vômitos
- dor na região anal ao tentar evacuar
- anemia de origem indeterminada
Esses sintomas também podem aparecer em outras doenças. Por isso, deve-se consultar um(a) profissional de saúde para receber o diagnóstico correto.
Causas
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de colorretal, como:
- envelhecimento: idade acima de 50 anos
- histórico familiar de câncer colorretal
- histórico médico: já ter tido câncer de ovário, câncer de colo de útero ou câncer de mama, por exemplo
- obesidade e inatividade física
- doenças inflamatórias do intestino: como a retocolite ulcerativa crônica ou a doença de Crohn
- doenças hereditárias: como a polipose adenomatosa familiar (FAP), o câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC) e outras síndromes genéticas relacionadas ao câncer hereditário
Diagnóstico
O diagnóstico do câncer colorretal começa com a avaliação dos sintomas e do histórico médico da pessoa. Em seguida, alguns exames podem ser solicitados, como:
- pesquisa de sangue oculto nas fezes: esse exame pode ajudar a identificar sinais de sangramento no intestino
- colonoscopia: exame no qual um tubo flexível com uma câmera é inserido pelo reto para examinar o cólon e o reto. Durante o procedimento, o(a) profissional de saúde pode identificar e até remover pequenas lesões ou pólipos
- biópsia: exame em que uma pequena amostra de tecido é retirada de uma área suspeita, como uma lesão (pólipo) ou tumor, para ser analisada em laboratório. Isso ajuda a confirmar se a lesão é cancerígena (e o tipo do tumor) ou benigna, por meio da análise das características das células
Além desses exames, pode ser recomendado a realização de exames de imagem complementares, como tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e, em casos específicos, Tomografia por Emissão de Positrons (PET CT), para verificar a extensão do câncer e identificar se o tumor se espalhou para outros órgãos (metástases). Esses exames ajudam a planejar o tratamento adequado e a monitorar seus avanços.
Tratamento
O tratamento do câncer colorretal depende do estágio e da localização do tumor. Em geral, os tratamentos mais comuns incluem:
- cirurgia: para remover o tumor e, se necessário, partes afetadas do intestino e pequenas estruturas próximas à região que fazem parte do sistema de defesa do corpo (linfonodos)
- radioterapia: uso de radiação para destruir as células cancerígenas ou reduzir o tumor
- quimioterapia: uso de medicamentos para destruir as células cancerígenas e prevenir a propagação do câncer
Para alguns tipos de câncer no intestino, é possível usar tratamentos adicionais, como terapias que atacam diretamente as células cancerígenas ou tratamentos que ajudam o sistema imunológico a combater o câncer (imunoterapia). Isso é feito principalmente quando o tumor tem características específicas.
A Oncologia e Hematologia Einstein oferece um cuidado completo desde o diagnóstico até o tratamento.
Prevenção
Apesar do câncer colorretal, em alguns casos, poder ter relação aos fatores hereditários (características passadas de pais para filhos) ou condições crônicas, como a diabetes melittus tipo 2, existem algumas atitudes que podem ajudar a prevenir o câncer colorretal, como:
- manter uma alimentação saudável: rica em fibras, com vegetais (como brócolis e espinafre), frutas (como maçã e laranja), grãos integrais (como aveia e arroz integral) e legumes (como cenoura e feijão)
- fazer atividades físicas regularmente: de 150 a 300 minutos por semana
- evitar alimentos que não são saudáveis: como bebidas alcoólicas, alimentos e carnes ultraprocessadas e carne vermelha em excesso
- manter um peso saudável: consulte um(a) profissional de saúde para receber orientações sobre o peso adequado para você
Rastreamento
A identificação precoce do câncer colorretal é importante, pois, quando diagnosticada em estágios iniciais, a doença tem maior chance de cura. Como, no início, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas, é recomendado realizar exames de triagem. A triagem deve ser iniciada entre 45 e 50 anos para a população geral (isso varia conforme as diretrizes e fatores de risco). No entanto, se houver histórico familiar de câncer colorretal ou condições pessoais ou hereditárias que aumentem o risco, a triagem deve começar mais cedo. Os exames recomendados para triagem incluem geralmente a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia (que permitem observar o interior do intestino).
É fundamental consultar um(a) profissional de saúde para receber as orientações adequadas quanto ao rastreamento. Para isso, será considerado o caso específico e a história pessoal e familiar do(a) paciente, a fim de garantir a escolha do exame mais adequado.
por CenterLab | ago 19, 2025 | Uncategorized
O câncer colo-retal de (CCR) representa uma das mais significantes e prevalentes causas de morte por câncer nos dias atuais. Nos Estados Unidos e no Reino Unido é o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado e a segunda maior causa de morte. No Brasil,no ano de 2018, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) projetou 12.490 novos casos em homens e 14.500 novos casos em mulheres, ocupando a quarta e a terceira colocação respectivamente. Programas de prevenção têm-se mostrado efetivos na diminuição da mortalidade e incidência por câncer colo-retal, sendo recomendados por várias instituições proeminentes por todo o mundo. Apesar disto, os índices de participação permanecem baixos, influenciando o custo e a efetividade dos programas.
São necessários porém, métodos de triagem para a realização de colonoscopias, pois mesmo em países desenvolvidos não seria possível à realização de colonoscopias em todos os indivíduos acima de 50 anos, contudo o custo benefício da diminuição de mortalidade pela detecção precoce das lesões precursoras (pólipos), ou os crescentes achados de CCR em fase inicial têm estimulado a realização destas triagens. A maioria dos programas de prevenção de CCR é baseada em triagens realizadas pela pesquisa de sangue oculto nas fezes.
Câncer do Colo Retal:
O câncer de cólon abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto, sendo um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo. É tratável e curável na maioria dos casos detectado precocemente. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos (lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso). Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes deles se tornarem malignos, por meio de procedimentos como a colonoscopia.

Causas:
O câncer de cólon resulta da interação de fatores genéticos, ambientais e dietéticos. Algumas síndromes genéticas (descritas abaixo) são responsáveis por uma minoria dos casos, sendo a maioria dos casos ocorridos ao acaso devido à interação dos fatores de risco que seguem.
– Pólipos adenomatosos;
– Idade;
– Diabete e obesidade;
– Tabagismo e alcoolismo;
– Doença inflamatória intestinal;
– Histórico familiar;
– Polipose adenomatosa familiar;
– Síndrome de Lynch.
Sintomas de Câncer de Cólon:
Muitas pessoas com câncer de cólon não têm quaisquer sintomas nos estágios iniciais da doença. Quando os sintomas aparecem, eles podem variar, dependendo do tamanho e localização do câncer no seu intestino grosso. Os sintomas mais comuns são:
– Mudança em seus hábitos intestinais, incluindo diarréia ou constipação;
– Fezes pastosas de cor escura;
– Sangramento retal ou sangue nas fezes;
– Desconforto abdominal persistente, como cólicas, gases ou dor;
– Sensação de que o seu intestino não esvazia completamente;
– Fraqueza ou fadiga;
– Perda de peso inexplicável;
– Náuseas e vômito;
– Sensação dolorida na região anal, com esforço ineficaz para evacuar.
Ao notar quaisquer sintomas de câncer colorretal, tais como sangue nas fezes ou uma alteração persistente nos hábitos intestinais, o paciente deve entrar em contato com o médico.
Diagnóstico de Câncer de Cólon:
O câncer de cólon pode ser detectado precocemente usando dois exames: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente à pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, é recomendada a colonoscopia.
A Centerlab realiza grandes parcerias para melhor atender seus clientes. A Eco Diagnóstica é uma delas. Uma empresa referência em diagnósticos rápidos, que disponibiliza no mercado kits de detecção rápida, simples e confiável da presença do Sangue Oculto em apenas 10 minutos.
Principio do Teste:
O Sangue Oculto ECO Teste é um imunoensaio qualitativo sem há necessidade de dieta restritiva para a detecção de sangue oculto humano em fezes. A membrana de nitrocelulose é pré-revestida com anticorpo antihemoglobina na região da linha teste do dispositivo. Ao adicionar a amostra, a hemoglobina presente nas fezes formará um complexo antígeno-anticorpo com os anticorpos impregnados na membrana. O complexo antígeno-anticorpo conjugado ao ouro coloidal se moverá ao longo da membrana até a região da linha teste e dará origem a uma linha colorida visível. A presença desta linha colorida na região teste indica um resultado reagente, enquanto sua ausência indica um resultado não reagente. O teste contém um controle interno (linha C), que deverá exibir coloração vermelha indicando que o volume adequado de amostra foi adicionado e a absorção na membrana ocorreu. Caso a linha controle (linha C) não apareça, o resultado do teste é considerado inválido e deverá ser repetido utilizando um novo dispositivo.
SANGUE OCULTO – 20 CASSETE
– Sensibilidade 100%;
– Especificidade 100%;
– Armazenamento: 2 a 30 ºC;
– Amostra: Fezes Humanas;
– Tempo do Teste: 5 a 10 min;
– Cut-off: 50 ng/mL

Biografia:
http://www.scielo.br/pdf/rbc/v29n1/v29n1a08
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/cancer-de-colon
http://ecodiagnostica.com.br/