Anemia

Anemia

O que é anemia?

A anemia é caracterizada por uma redução nos níveis de hemoglobina, proteína encontrada nas hemácias do sangue, responsável por transportar oxigênio pelo corpo. Como resultado, diversos órgãos e tecidos podem ser afetados pela falta de oxigenação, manifestando-se através de diversos sintomas de alerta.

Para entender melhor o conceito de anemia, seus tipos, causas, manifestações e tratamentos, algumas definições são necessárias.

  • o sangue é composto por plasma e células em suspensão: o plasma é formado por água, na qual se dissolvem várias substâncias químicas que incluem proteínas, hormônios, minerais, vitaminas e anticorpos
  • as células do sangue são os glóbulos vermelhos, as plaquetas e os glóbulos brancos, responsáveis, respectivamente, por transportar oxigênio, agir na prevenção de hemorragias (sangramentos exagerados) e defender nosso organismo contra infecções

Sintomas

Como o sangue circula por todo o corpo, as consequências da anemia podem se manifestar com um conjunto amplo de sintomas e sinais, que incluem:

  • palidez
  • cansaço
  • desânimo
  • sonolência
  • palpitações
  • dor de cabeça
  • perda da capacidade de concentração
  • irritabilidade

Diagnóstico

O diagnóstico de anemia normalmente é realizado com o suporte de um profissional da saúde e, de modo geral, inclui:

  • perguntas sobre os sintomas que o paciente apresenta e seu histórico familiar para, assim, com o auxílio de um exame físico, verificar sinais de anemia
  • hemograma completo, ou seja, um teste que mede a quantidade de diferentes componentes do sangue, como hemoglobina, glóbulos vermelhos e plaquetas

Os glóbulos vermelhos representam quase 50% do volume do sangue. Eles são preenchidos por uma proteína chamada hemoglobina (responsável pelo transporte de oxigênio a partir dos pulmões até diversos lugares do organismo).

Já as plaquetas são estruturas pequenas (1/10 do tamanho dos glóbulos vermelhos) que auxiliam o organismo a controlar hemorragias. Por exemplo, no caso de um ferimento, as plaquetas formam uma espécie de “rolha” no local onde determinado vaso sanguíneo foi rompido.

Tratamento

Quando a anemia é causada por carência de nutrientes, eles podem ser repostos por meio de suplementos como sulfato ferroso e vitaminas, além de uma dieta rica em ferro e ácido fólico.

Já em casos de doenças relacionadas a fabricação do sangue por insuficiência de produção (anemia aplástica) ou defeito de produção, como nas leucemias e mielodisplasia, será necessário um tratamento específico e acompanhamento frequente de um profissional da saúde.

As anemias por destruição de glóbulos vermelhos de causa imune são tratadas por imunossupressores.

As alterações genéticas como Talassemia Maior e Anemia falciforme tem que ser acompanhadas por profissional habilitado.

Prevenção

A prevenção da anemia carencial envolve adotar hábitos e práticas que promovem a saúde geral e evitam deficiências nutricionais. Manter uma dieta rica em nutrientes é indispensável, e isso inclui peixes, ovos, laticínios, legumes, grãos integrais, frutas cítricas e vegetais verdes folhosos.

No caso das anemias de natureza genética, cabe especial atenção à história familiar para a correta orientação e aconselhamento.

Referências: Glossário da saúde – Einsten

Câncer colorretal

Câncer colorretal

O que é câncer colorretal?

O câncer colorretal é um tipo de tumor que afeta o cólon e o reto, partes do intestino grosso que desempenham um papel importante na absorção da água, dos sais minerais e na formação das fezes.

Esses tumores geralmente começam como lesões benignas no intestino grosso (pólipos). Se detectados precocemente, essas lesões podem ser removidas antes que se transformem em câncer.  Portanto, o câncer colorretal é uma doença que pode ser prevenida, tratada e muitas vezes curada, principalmente se detectada em estágios iniciais.

Sintomas

Muitas vezes, o câncer colorretal pode não mostrar sintomas logo no início, mas, conforme a doença avança, os sinais podem aparecer. Na presença de um dos sintomas abaixo, é importante consultar um(a) profissional de saúde, pois eles podem ser indicativos de câncer ou de outras condições que precisam de atenção:

  • mudanças no hábito intestinal: como diarreia ou intestino preso (constipação)
  • desconforto abdominal: como gases ou cólicas frequentes
  • sangramentos nas fezes ou no ânus
  • sensação de que o intestino não se esvaziou completamente mesmo após evacuar
  • perda de peso sem motivo aparente
  • cansaço excessivo
  • mudanças nas fezes: evacuação de cor escura ou alteração na consistência e formato (por exemplo, pastosa ou dura e pontiaguda)
  • náuseas e vômitos
  • dor na região anal ao tentar evacuar   
  • anemia de origem indeterminada

Esses sintomas também podem aparecer em outras doenças. Por isso, deve-se consultar um(a) profissional de saúde para receber o diagnóstico correto.

Causas

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de colorretal, como:

  • envelhecimento: idade acima de 50 anos
  • histórico familiar de câncer colorretal
  • histórico médico: já ter tido câncer de ováriocâncer de colo de útero ou câncer de mama, por exemplo
  • obesidade e inatividade física
  • doenças inflamatórias do intestino: como a retocolite ulcerativa crônica ou a doença de Crohn
  • doenças hereditárias: como a polipose adenomatosa familiar (FAP), o câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC) e outras síndromes genéticas relacionadas ao câncer hereditário

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer colorretal começa com a avaliação dos sintomas e do histórico médico da pessoa. Em seguida, alguns exames podem ser solicitados, como:

  • pesquisa de sangue oculto nas fezes: esse exame pode ajudar a identificar sinais de sangramento no intestino
  • colonoscopia: exame no qual um tubo flexível com uma câmera é inserido pelo reto para examinar o cólon e o reto. Durante o procedimento, o(a) profissional de saúde pode identificar e até remover pequenas lesões ou pólipos
  • biópsia: exame em que uma pequena amostra de tecido é retirada de uma área suspeita, como uma lesão (pólipo) ou tumor, para ser analisada em laboratório. Isso ajuda a confirmar se a lesão é cancerígena (e o tipo do tumor) ou benigna, por meio da análise das características das células

Além desses exames, pode ser recomendado a realização de exames de imagem complementares, como tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e, em casos específicos, Tomografia por Emissão de Positrons (PET CT), para verificar a extensão do câncer e identificar se o tumor se espalhou para outros órgãos (metástases). Esses exames ajudam a planejar o tratamento adequado e a monitorar seus avanços.

Tratamento

O tratamento do câncer colorretal depende do estágio e da localização do tumor. Em geral, os tratamentos mais comuns incluem:

  • cirurgia: para remover o tumor e, se necessário, partes afetadas do intestino e pequenas estruturas próximas à região que fazem parte do sistema de defesa do corpo (linfonodos)
  • radioterapia: uso de radiação para destruir as células cancerígenas ou reduzir o tumor
  • quimioterapia: uso de medicamentos para destruir as células cancerígenas e prevenir a propagação do câncer

Para alguns tipos de câncer no intestino, é possível usar tratamentos adicionais, como terapias que atacam diretamente as células cancerígenas ou tratamentos que ajudam o sistema imunológico a combater o câncer (imunoterapia). Isso é feito principalmente quando o tumor tem características específicas.

Oncologia e Hematologia Einstein oferece um cuidado completo desde o diagnóstico até o tratamento.

Prevenção

Apesar do câncer colorretal, em alguns casos, poder ter relação aos fatores hereditários (características passadas de pais para filhos) ou condições crônicas, como a diabetes melittus tipo 2, existem algumas atitudes que podem ajudar a prevenir o câncer colorretal, como:

  • manter uma alimentação saudável: rica em fibras, com vegetais (como brócolis e espinafre), frutas (como maçã e laranja), grãos integrais (como aveia e arroz integral) e legumes (como cenoura e feijão)
  • fazer atividades físicas regularmente: de 150 a 300 minutos por semana
  • evitar alimentos que não são saudáveis: como bebidas alcoólicas, alimentos e carnes ultraprocessadas e carne vermelha em excesso
  • manter um peso saudável: consulte um(a) profissional de saúde para receber orientações sobre o peso adequado para você

Rastreamento

A identificação precoce do câncer colorretal é importante, pois, quando diagnosticada em estágios iniciais, a doença tem maior chance de cura. Como, no início, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas, é recomendado realizar exames de triagem. A triagem deve ser iniciada entre 45 e 50 anos para a população geral (isso varia conforme as diretrizes e fatores de risco). No entanto, se houver histórico familiar de câncer colorretal ou condições pessoais ou hereditárias que aumentem o risco, a triagem deve começar mais cedo. Os exames recomendados para triagem incluem geralmente a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia (que permitem observar o interior do intestino).

É fundamental consultar um(a) profissional de saúde para receber as orientações adequadas quanto ao rastreamento. Para isso, será considerado o caso específico e a história pessoal e familiar do(a) paciente, a fim de garantir a escolha do exame mais adequado.

Referências: Glossário da saúde – site Einstein

 

Anemias e suas diferenças

Anemias e suas diferenças

A anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma condição na qual a hemoglobina está abaixo do normal resultando em carência de um ou mais nutrientes essenciais. Considerada como um sinal secundário de alguma doença base, podendo ser decorrentes de múltiplas causas.

Cada tipo de anemia tem suas características fisiopatológicas específicas tendo em comum entre elas o baixo nível de hemoglobina. A hemoglobina é a proteína que transporta o oxigênio dos pulmões aos tecidos.

Há três principais tipos de anemias sendo elas as microcísticas, quando as hemácias são pequenas e há diminuição na quantidade de hemoglobina, as normocíticas que é quando não há alterações no tamanho das hemácias e as macrocíticas, quando as células são maiores que o habitual.

Entre as anemias microcíticas, a anemia ferropriva é a mais comum caracterizada pela deficiência de ferro. Geralmente causada pela deficiência nutricional.

A anemia falciforme é uma anemia caracterizada pela alteração morfológica nas hemácias adquirindo o aspecto de uma foice, fazem parte das anemias normocíticas.

A anemia megaloblástica por deficiência de B12 faz parte das anemias macrocíticas. É caracterizada pelo aumento do tamanho das hemácias e redução na sua quantidade.

Referências:
– Texto retirado do blog da Newprov

Anemia

Anemia

A anemia é definia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, resultando em uma redução na capacidade de transportar o oxigênio.

Os sintomas mais importantes da anemia são: fadiga, letargia, mal-estar ou tontura, pode ocorrer também dores de cabeça, falta de ar, irritabilidade, queda de cabelo, síndrome das pernas inquietas e unhas quebradiças.

As anemias podem ser agudas ou crônicas e essas adquiridas ou hereditárias:
As agudas ocorrem quando há perda acelerada e expressiva de sangue, o que pode acontecer nos acidentes, cirurgias, etc.

Já as anemias crônicas são provocadas por alguma doença de base, podendo ser:
– Adquirida como as que ocorrem por deficiência nutricional, na gestação, por carência de Vitamina B12 ou Ácido Fólico (anemia megaloblástica) ou a mais comum por deficiência de ferro (anemia ferropriva).

– Hereditárias por alguma alteração genética que modifica e compromete o funcionamento normal das hemoglobinas ou a formação normal das hemácias, como nas Talassemias e anemia falciforme, respectivamente.

Dados recentes do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI 2019) apontam que no Brasil prevalências de anemia e anemia ferropriva foram de 10,0% e 3,5%, respectivamente.

Classificação Laboratorial das Anemias
Os índices hematimétricos são parâmetros fornecidos pelo hemograma quando esse exame é realizado em equipamentos automatizados e auxiliam no diagnóstico das diferentes anemias (Quadro 1). A classificação laboratorial das anemias de acordo os resultados do eritograma está representada no Quadro 2.

Volume Corpuscular Médio (VCM), Hemoglobina Corpuscular Média (HCM), Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM) e Coeficiente de Distribuição das Hemácias (RDW), permitem classificar as anemias decorrentes de diferentes causas em três classes:

– Anemia Normocítica/Normocrômica:
São causadas pela menor produção ou destruição de eritrócitos.
– Anemias por doença crônica: Caracterizada pelo desenvolvimento de anemia em pacientes com doenças crônicas.
– Anemias hemolíticas: Se caracterizam por lise ou destruição dos eritrócitos pelas células do sistema retículo endotelial
presentes no baço, fígado e medula óssea. Podem ser autoimunes ou genéticas.
– Anemia aplástica: Se desenvolve como resultado de danos à medula óssea.

– Anemia Microcítica/Hipocrômica:
Dentre as anemias microcíticas e hipocrômicas destacam-se:
– Anemia Ferropriva: É a mais comum, ocorre geralmente devido a inadequada ingestão, absorção ou pelo aumento da necessidade de Ferro durante o período gestacional ou durante o período de crescimento. Também pode se desenvolver em decorrência do período menstrual, presença de parasitas intestinais e hemorragias.

– Talassemias: A talassemia é uma hemoglobinopatia de caráter genético e hereditário, é uma condição clínica caracterizada pela ausência ou redução da síntese de cadeias globínicas tipo alfa (α) ou tipo beta (β), subunidades que compõe a molécula da hemoglobina.

– Anemia Macrocítica/Normocrômica:
Dentre as anemias macrocíticas a mais frequente é a anemia megaloblástica, uma anemia decorrente da deficiência de vitamina B12 e/ou de ácido fólico e é caracterizada por defeitos na síntese de DNA.

Quadro 1

Quadro 2

 

A Centerlab, comprometida em oferecer o melhor em automação laboratorial, juntamente com a Nihon Kohden, empresa com 40 anos de experiência na fabricação de analisadores hematológicos, apresenta sua linha equipamentos. Máquinas robustas fabricadas em aço inoxidável, de fácil operação pelo usuário, toda linha de equipamentos possui um sistema de filtros e limpeza automática para retenção e remoção de coágulos. Tudo isso além de tecnologias exclusivas da Nihon Khoden trazem maior rapidez, segurança e qualidade no diagnóstico de doenças hematológicas.

Tecnologias Exclusivas Nihon Kohden
A tecnologia ótica ”DynaScatter Laser” (presentes no Celltac ES e Celltac G) analisa e diferencia as células WBC em seu estado “quase-nativo” com muita precisão. O inovador sistema de detecção de espalhamento de laser de 3 ângulos provê uma melhor detecção de WBC realizando uma medição precisa.

 

Tecnologia Nihon

 

A tecnologia chamada “DynaHelix Flow” (presente no Celltac G) alinha perfeitamente as células WBC, RBC e PLT para uma contagem de alta impedância com precisão usando um fluxo hidrodinâmico focado antes de passar pela abertura. Somado a isso, o fluxo contínuo após a contagem previne totalmente contra o risco de a mesma célula ser contada duas vezes (retorno).

Tecnologia Nihon

 

Celltac α
Principais caracteristicas:
– Tecnologia Japonesa;
– Velocidade: 60 amostras/hora;
– Volume de amostra: 30 microL;
– 19 Parâmetros: WBC, RBC, HGB, HCT, MCV, MCH, MCHC, RDW-CV, RDW-SD, PLT, PCT, MPV, PDW;
– Diferencial de Leucócitos em 3 partes (LY, LY%, MO, MO%, e GR, GR%)*;
– Verificação diárias automáticas e livres de manutenção;
– Gerenciamento da utilização dos reagentes;
– Análise em tubo aberto e fechado, eliminando contato com sangue (biosegurança);
– Impressora térmica integrada;
– Utiliza 3 reagentes: Isotonac, Hemolynac-3N e Cleanac (Cleanac 3 apenas para limpeza pesada, 1 vez por semana).
– Remoção automática de coágulos;
– Filtros de retenção de coágulos;
– Compacto, durável, robusto todo em aço inox.

Celtac cx

 

Celltac ES
Principais caracteristicas:
– Tecnologia Japonesa;
– Velocidade: 60 amostras/hora;
– Volume de amostra: 55 microL;
– 25 Parâmetros: WBC, RBC, HGB, HCT, MCV, MCH, MCHC, RDW-CV, RDW-SD, PLT, PCT, MPV, PDW;
– Diferencial de Leucócitos 6 partes: LY, LY%, MO, MO%, NE, NE%, EO, EO%,BA, BA%, IG, IG%
– Verificação diárias automáticas e livres de manutenção.
– Gerenciamento da utilização dos reagentes.
– Análise em tubo aberto e fechado, eliminando contato com sangue (biosegurança);
– Contagem avançada de PLT e WBC para valores baixo automaticamente;
– Impressora térmica integrada
– Utiliza 4 reagentes: Isotonac, Hemolynac-3N, Hemolynac-5 e Cleanac (Cleanac 3 apenas para limpeza pesada, 1 vez por semana).
– Remoção automática de coágulos.
– Filtros de retenção de coágulos.
-Compacto, durável, robusto todo em aço inox.

Celltac ES

Celltac G
Principais caracteristicas:
– Tecnologia Japonesa;
– Velocidade: 90 amostras/hora;
– Volume de amostra: 40 microL;
– 33 Parâmetros: WBC, RBC, HGB, HCT, MCV, MCH, MCHC, RDW-CV, RDW-SD, PLT, PCT, MPV, PDW, P-LCR, PLCC,
Índice Mentzer e RDW-I;
– Diferencial de Leucócitos 7 partes: LY, LY%, MO, MO%, NE, NE%, EO, EO%,BA, BA%, Band, Band%, IG, IG%,
Seg% e Seg.
– Verificação automática e livre de manutenções diárias, extremamente fácil operação.
– Valores de controles adicionados automaticamente por cód. de barras.
– Carregamento continuo de amostras com capacidade para 7 racks de 10 tubos.
– Homogeneização e análise automática das amostras (tubo fechado);
– Gerenciamento e rastreabilidade dos reagentes;
– Utiliza 4 reagentes: Isotonac, Hemolynac-310, Hemolynac-510, Cleanac 710 (Cleanac 810 apenas para limpeza pesada, 1 vez por
semana).
– Remoção automática de coágulos.
– Filtros de retenção de coágulos.
– Compacto, durável, robusto todo em aço inox.

Celtac G

Referências:
– Silva, Andréa Gomides. Prevalência de anemias nos pacientes atendidos pelo LAPAC no período de 2016 a 2017 [manuscrito]. Universidade Federal de Ouro Preto. Escola de Farmácia. Departamento de Farmácia – 2018.
– Abreu, Ronaldo Palhares. Metabolismo da hemoglobina e Classificação das Anemias. Disponível em < https://slideplayer.com.br/slide/9541431/> acesso em 29/03/2022.
– Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Programa Nacional de Suplementação de Ferro : manual de condutas gerais / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
– Relatório 3 – “Biomarcadores do Estado de Micronutrientes” – Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição

Parâmetros para Diferenciação da Anemia Ferropriva e Talassemia em casos de anemia microcítica

Parâmetros para Diferenciação da Anemia Ferropriva e Talassemia em casos de anemia microcítica

Parâmetros para diferenciação da anemia ferropriva
e talassemia em casos de anemia microcítica

O diagnóstico diferencial das anemias microcíticas é complexo e a sua investigação laboratorial tem um custo. O uso de índices para racionalizar a abordagem diagnóstica tem sido proposto para contornar essa problemática.

Para auxiliar na identificação da causa da anemia microcítica, foi descrito em 1973 por William C. Mentzer, o Índice de Mentzer, sendo útil na diferenciação da anemia ferropriva de beta-talassemia. O índice é gerado a partir dos resultados de um hemograma, sendo utilizados os parâmetros:

– VCM – Volume corpuscular médio (em fL);
– RBC – Contagem global de eritrócitos (RBC, em milhões por microlitro).

 

Foto 1

 

Existe um valor de corte para o Índice de Mentzer, sendo que valores abaixo destes são sugestivos para beta talassemia e acima anemia ferropriva. Para entender a utilização deste índice o princípio é o seguinte:

Na deficiência de ferro, a produção de eritrócitos na medula está diminuída. Estes eritrócitos por sua vez são pequenos (microcíticos), de modo que a contagem de ambos parâmetros serão baixos e como resultado, o índice será maior do que o valor de corte. Por outro lado, nos casos de talassemias, a anemia microcítica é resultante de um erro na síntese de cadeias globínicas com consequente diminuição da hemoglobina, sendo a produção dos eritrócitos em quantidade normal mas são mais frágeis e menores com volume corpuscular médio baixo (microcítica), de modo que o índice será menor que o valor de corte.

Além do Índice de Mentzer, o equipamento Celltac G (MEK-9100) da Nihon Kohden tem um parâmetro adicional, o RDWI. Este parâmetro é utilizado em conjunto com o Índice de Mentzer e aumenta significativamente a sensibilidade e especificidade na diferenciação da anemia ferropriva e beta talassemia e consequentemente o diagnóstico final.

foto 2

Estes índices são muito úteis na orientação ao médico e sem custo adicional. Dessa forma, direciona ao melhor diagnóstico e a melhor tratativa por parte da equipe médica.

 

Tabela 1Valor de corte dos Índices referenciados

 

Análise de Talassemias Com Celltac ES
Talassemia, também denominada como Anemia do Mediterrâneo devido a maioria dos casos descobertos inicialmente serem habitantes próximos ao Mar do Mediterrâneo, é um tipo de hemoglobinopatia quantitativa, hereditária, decorrentes de mutações nos genes das globinas que promovem redução ou ausência de síntese de uma ou mais das cadeias de globina, formadoras da hemoglobina. O resultado dessas alterações moleculares ocasiona desequilíbrio na produção das cadeias tendo como maior consequência a eritropoese ineficaz.

A Talassemia é classificada como anemia hipocrômica microcítica, tendo essa característica muito similar à anemia ferropriva, sendo que esta última é um estado, no qual há redução da quantidade total de ferro corporal e o fornecimento de ferro é insuficiente para atingir as necessidades de diferentes tecidos, incluindo, principalmente, as necessidades para a formação de hemoglobina e dos glóbulos vermelhos.

Devido a essa similaridade, especialmente no hemograma, há a necessidade de uma rápida identificação diagnóstica, pois isso auxiliará o médico no melhor manejo do paciente. Assim como todos os analisadores hematológicos da Nihon Kohden, o Celltac ES (MEK-7300) possui o parâmetro RDW-SD, um parâmetro eficaz que aliado ao uso de duas agulhas distribui a amostra em suas respectivas câmaras, reduzindo o arraste – Carry Over-, e tornando seus resultados mais precisos. Verificamos a eficácia do parâmetro RDW-SD do Celltac ES (MEK-7300) como um parâmetro potencial para identificação de anemia, comparando contagens de células sanguíneas relacionadas com RBC e histogramas para talassemia e anemia ferropriva. Então, encontramos diferença significativa no RDW-SD de pacientes com talassemia e anemia ferropriva enquanto o RDW-CV e histogramas não mostram diferenças significativas.

 

MEK 7300

 

Para o rastreio de talassemia, o RDW-SD do Celltac ES (MEK-7300) efetivamente fornece dados eficazes para um diagnóstico preciso do médico, como mostrado na imagem:

 

Tabela 2

Observa-se a diferença dos histogramas relacionado ao valor do RDW-SD para as diferenciações das duas anemias.

Referências:
– https://www.nihonkohden.com/

– https://br.nihonkohden.com/pt-br/innovativetechnologies/dynascatter_laser/three_new_improvements_in_dynascatter_laser.html

– https://br.nihonkohden.com/pt-br/products/invitrodiagnostics/invitrodiagnostics/automatedbloodcellcounters/mek7300.html