O Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização sobre doenças e a importância de fazer o correto diagnóstico e tratamento. A campanha é focada na conscientização sobre 3 doenças incuráveis: o Lúpus, a Fibromialgia e o Alzheimer.
Mas por que 3 doenças que, aparentemente, não têm nada em comum?
Porque todas são condições para as quais a medicina ainda não tem cura, mas o diagnóstico precoce ajuda a manter a qualidade de vida dos pacientes. O mês de conscientização, então, pretende levar informações sobre as doenças, os sintomas e os tratamentos disponíveis. Entenda um pouquinho mais sobre cada uma:
Doença de Alzheimer
O Alzheimer é uma doença que provoca perda da capacidade cognitiva, memória e demência por conta do acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro do seu portador. Atinge especialmente os idosos e, muitas vezes, pode ser confundida com sintomas normais da idade, sendo considerada, por essa razão, uma doença de difícil diagnóstico.
A doença de Alzheimer evolui lenta e gradualmente, afetando cada vez mais regiões do cérebro e trazendo mais prejuízos para a vida do paciente, que, nos estágios finais, pode precisar de assistência para realizar funções básicas, como tomar banho.
Como as outras doenças combatidas no Fevereiro Roxo, o Alzheimer ainda não tem cura e o entendimento sobre o modo que afeta o organismo, apesar dos avanços dos últimos anos, continua sendo pouco.
É uma das doenças que mais cresce em diagnósticos no mundo. Um estudo da Universidade Johns Hopkins aponta que, até 2050, mais de 100 milhões de pessoas terão Alzheimer.
Fibromialgia
A fibromialgia é uma doença reumatológica que acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. A principal característica é uma dor muscular crônica e generalizada acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, memória e humor. Infelizmente, a fibromialgia não tem cura e a medicina ainda não entende muito bem como a doença opera dentro do corpo humano. Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para incapacidade física e limitação funcional, complicações com bastante impacto sobre a qualidade de vida do paciente.
Ainda assim, com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente.
Lúpus
O nome científico é “Lúpus Eritematoso Sistêmico” (LES) e é considerado uma doença inflamatória autoimune que pode afetar diversos órgãos e tecidos do corpo, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro.
É considerada uma doença autoimune, pois ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. Em casos mais graves, especialmente se não for tratado adequadamente, o lúpus pode matar.
Ainda não se sabe ao certo qual a causa e o que faz com que o sistema imunológico ataque os tecidos saudáveis do corpo, entretanto, estudos presentes na literatura médica e científica indicam que as doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais. Normalmente, a pessoa descobre que tem lúpus após ter uma crise desencadeada por algum desses gatilhos:
• A exposição à luz solar de forma inadequada e em horários inapropriados;
• Infecções, que podem iniciar o lúpus ou causar uma recaída da doença;
• O uso de alguns antibióticos, medicamentos usados para controle de convulsões e pressão alta.
Lema: “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”
O lema do Fevereiro Roxo tem tudo a ver com as doenças sobre as quais quer conscientizar. Nenhuma das 3 (Doença de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia) tem cura. Entretanto, o fato de uma doença não ter cura não significa que o portador não possa ter qualidade de vida. É exatamente esse o gancho da campanha. Dar mais atenção ao bem-estar, mantendo uma rotina saudável, compartilhando informações e mostrando que o tratamento deve ser encarado como uma mudança necessária na vida do paciente.
Cuidar do bem-estar mental é tão crucial quanto cuidar da saúde física. A iniciativa do Janeiro Branco, concebida pelo psicólogo Leonardo Abrahão em 2013 e transformada em lei em 2023, busca conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde mental. Em 2025, a campanha “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?” propõe uma reflexão profunda sobre a necessidade de dedicar atenção a si e ao todo, com respeito e carinho.
No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 86% da população sofre de algum tipo de transtorno mental, como fobias, depressão, transtornos de ansiedade e personalidade, entre outros. O País também conta o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população brasileira sofre com a doença.
Para enfatizar importância da conscientização sobre o tema, a professora Rita Petrarca, do curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, preparou sugestões de como começar o ano cuidando bem da mente e do emocional. Confira as dicas de como cuidar das emoções, comportamentos e da qualidade das suas relações afetivas:
1) Tire um tempo para você No meio das obrigações diárias, é essencial fazer uma pausa para respirar. Descanse e reserve um tempo do seu dia para desfrutar de algo que lhe dê prazer: assistir a uma série, dar um passeio, ler um livro interessante, dançar. O importante é que a atividade seja agradável.
2) Busque o equilíbrio Tente manter uma organização na realização das tarefas de aula e trabalho, equilibrando as responsabilidades com as atividades de lazer e descanso. Utilizar plataformas de organização e métodos de gestão do tempo podem te ajudar.
3) Cuide do corpo Praticar atividades físicas ajuda na liberação de substâncias no organismo que causam as sensações de bem-estar, conforto e melhoram o humor, além de fazer bem à saúde. Lembre-se de dormir bem para descansar o corpo e a mente, além de se hidratar e manter uma alimentação equilibrada. Antes de dormir, evite usar o celular e aparelhos eletrônicos para ter uma noite mais tranquila.
4) Mantenha boas relações Busque estar próximo das pessoas que você ama e te fazem bem, como família, amigos e amigas, mesmo que virtualmente. Os bons relacionamentos são fundamentais para a saúde mental e ajudam a fazer com que a vida tenha sentido.
5) Procure ajuda Preste atenção em você. Se estiver com dificuldades em lidar com as suas emoções, com a realidade desse momento ou com frustrações, procure uma ajuda profissional. Existem diferentes alternativas de profissionais e serviços de psicologia que podem lhe auxiliar a lidar com os momentos difíceis da vida. Lembre-se que é importante falar sobre saúde mental de janeiro a janeiro. Ninguém precisar estar só.
Médico Rafael Coelho: “Janeiro Branco é mais do que uma campanha simbólica no calendário. É um convite coletivo para repensar como estamos cuidando da nossa saúde mental em um mundo cada vez mais acelerado, hiperconectado e exigente. Embora o tema seja frequentemente associado ao cuidado psicológico, existe uma dimensão essencial que ainda recebe pouca atenção: a forma como o corpo, o metabolismo e os hábitos cotidianos influenciam diretamente o equilíbrio emocional”.
A saúde mental não começa apenas nos pensamentos. Ela é construída a partir do funcionamento do organismo como um todo. O cérebro depende de energia, nutrientes, sono reparador e estabilidade hormonal para desempenhar suas funções de forma adequada. Quando esses pilares estão fragilizados, o impacto aparece no humor, na concentração, na memória, na motivação e na forma como lidamos com o estresse.
Alimentação – Um dos grandes desafios de 2026 é o estilo de vida moderno. Alimentação desorganizada, excesso de produtos ultraprocessados, longos períodos em jejum não planejado ou, ao contrário, consumo constante de açúcar e estimulantes criam oscilações metabólicas que afetam diretamente o sistema nervoso. O resultado é uma sensação persistente de cansaço, irritabilidade e dificuldade de foco, muitas vezes interpretada apenas como ansiedade ou estresse emocional.
Intestino – O intestino ocupa papel central nessa relação. Ele participa ativamente da produção de substâncias ligadas ao bem-estar, como serotonina e dopamina. Quando a saúde intestinal é negligenciada, seja por má alimentação, estresse crônico ou uso excessivo de medicamentos, o reflexo aparece na saúde mental. Cuidar do que se come é, portanto, uma forma direta de cuidar da mente.
Sono – Outro fator determinante é o sono. Dormir mal deixou de ser exceção e passou a ser regra. A privação de sono compromete a regulação emocional, aumenta a produção de hormônios do estresse e reduz a capacidade do cérebro de lidar com desafios simples do dia a dia. Em um cenário onde produtividade é confundida com exaustão, resgatar o valor do sono é um dos atos mais importantes de autocuidado.
Treinos – A atividade física também precisa ser ressignificada. Ela não deve ser vista apenas como obrigação estética ou desempenho esportivo. Movimento regular melhora a circulação cerebral, regula neurotransmissores, reduz inflamação e funciona como um antidepressivo natural. Pequenas rotinas consistentes são mais eficazes para a saúde mental do que treinos intensos e irregulares.
Sol – Há ainda hábitos simples, mas poderosos, frequentemente ignorados. Exposição diária à luz natural, contato com ambientes externos, pausas conscientes ao longo do dia e redução do tempo excessivo em telas ajudam a reorganizar o ritmo biológico e diminuem a sobrecarga mental. O corpo humano não foi projetado para funcionar o tempo todo em estado de alerta.
Outro ponto fundamental é compreender que saúde mental não se constrói com soluções imediatistas. Não existe fórmula rápida, suplemento isolado ou estratégia única que resolva um problema que é multifatorial. O verdadeiro cuidado nasce da constância, da previsibilidade e da coerência entre o que se deseja para a saúde e o modo como se vive. Janeiro Branco 2026 propõe exatamente isso: ampliar a consciência. Olhar para a saúde mental de forma integrada, entendendo que emoções, pensamentos e comportamentos estão profundamente conectados ao corpo. Um novo estilo de vida saudável começa quando se reconhece que equilíbrio emocional é consequência de escolhas diárias sustentáveis, e não apenas da ausência de diagnósticos. Cuidar da mente é cuidar da rotina, do que se come, de como se dorme, de quanto se move e da forma como se ocupa o tempo. É nesse conjunto silencioso de hábitos que a saúde mental se fortalece, não apenas em janeiro, mas ao longo de todo o ano.
Evidências crescentes têm mostrado a relação entre clima extremo e doenças cardiovasculares e respiratórias; especialistas alertam e explicam como reduzir efeitos.
O impacto das mudanças climáticas pode ir muito além dos danos ao meio ambiente. Diversos estudos já apontaram que ondas de calor e de frio mais intensas, maior nível de poluição atmosférica e eventos climáticos extremos apresentam riscos graves para a saúde humana.
Em estudo publicado em junho de 2024, especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniram evidências científicas que mostram que as mudanças climáticas podem levar a complicações de saúde importantes e potencialmente fatais, principalmente entre mulheres grávidas, recém-nascidos, crianças e idosos.
Os autores dos estudos observaram, por exemplo, que os nascimentos prematuros têm acontecido com maior incidência durante as ondas de calor, aumentando o risco de morte infantil. Segundo a OMS, a cada 1 °C adicional na temperatura mínima diária acima de 23,9 °C aumenta o risco de mortalidade infantil em até 22,4%.
Além disso, os pesquisadores ressaltam que o calor extremo está associado ao maior risco de ataque cardíaco e dificuldades respiratórias por pessoas mais velhas.
Impactos para saúde respiratória De acordo com Eduardo Algranti, coordenador da Comissão Científica de Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), o aumento da temperatura global causada pelo aquecimento global pode favorecer a presença no ar de substâncias que irritam as vias aéreas, como o ozônio.”Além disso, o aumento da temperatura leva a fenômenos que o acompanham, como chuvas intensas, inundações, secas, queimadas, incêndios. Essa série de fenômenos meteorológicos tem uma influência em relação à qualidade do ar e na saúde respiratória”, afirma Algranti.Segundo o especialista, entre as populações mais vulneráveis a complicações de saúde causadas pelas mudanças climáticas estão os idosos. “Eles podem ser mais fragilizados por conta de desidratação. Além disso, a maior umidade dentro de casa, devido ao calor, aumenta a presença de mofo no ambiente, o que aumenta o risco de reações alérgicas”, diz.Outro ponto importante destacado pelo especialista é a poluição do ar. Segundo estudo publicado recentemente na revista Nature, esse já é um dos principais fatores de risco para o câncer de pulmão, mesmo em pessoas que nunca fumaram. Além disso, a poluição atmosférica já é considerada um agente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc), da OMS.
“Isso significa que há evidências, não só experimentais em laboratórios, mas também em humanos, sobre o aumento do risco de câncer, principalmente o câncer de pulmão, pela poluição”, afirma Algranti. “A poluição é composta por partículas de substâncias sólidas, gases e vapores. Quando há um número grande de substâncias sólidas, elas podem absorver outros produtos químicos que são cancerígenos, como os hidrocarbonetos policíclicos. Isso é um fator superimportante [para o risco de câncer]”, completa.Porém, o especialista ressalta que, além do aumento da temperatura, ondas de frio mais intensas também podem trazer riscos à saúde e estão mais frequentes diante das mudanças climáticas. “Os riscos relacionados ao frio já são mais conhecidos: há uma tendência maior de circulação de vírus como influenza [gripe], covid, coqueluche, entre outros, que se replicam melhor em temperaturas mais baixas”, afirma.
Impactos para a saúde cardiovascular
As mudanças climáticas também representam um risco para a saúde cardiovascular. De acordo com Ricardo Pavanello, membro do Conselho Administrativo da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), temperaturas extremas estão associadas a mudanças no tônus das artérias, causando vasoconstrição e hemoconcentração. Em outras palavras, há o aumento da pressão arterial e engrossamento do sangue, favorecendo a formação de coágulos.”Existem, também, interferências inflamatórias, desencadeadas a partir das citocinas, que são marcadores inflamatórios. Isso aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC [acidente vascular cerebral ou derrame] e, também, de câncer”, afirma Pavanello. “Esse é um impacto muito negativo, porque as doenças cardiovasculares e o câncer são as duas primeiras causas de óbito, e ambas estão sendo impactadas pelas mudanças ambientais.”
Um estudo publicado em abril de 2024 na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, mostrou que as mudanças climáticas podem estar associadas ao aumento da mortalidade e da incapacidade por AVC. Em 2019, ocorreram 521.031 mortes por AVC associadas a temperaturas não ideais, segundo a pesquisa.Segundo os pesquisadores, diante de temperaturas mais baixas, os vasos sanguíneos de uma pessoa podem se contrair, aumentando a pressão arterial. A hipertensão arterial é um fator de risco para o acidente vascular cerebral. Temperaturas mais altas podem causar desidratação, afetando os níveis de colesterol e resultando em fluxo sanguíneo mais lento, fatores que também podem levar ao AVC.
Aumento de vetores para doenças infecciosas Outro ponto relevante é o aumento de vetores de doenças como dengue, zika, chikungunya, Chagas e malária. As mudanças climáticas podem expandir as áreas de distribuição de mosquitos, aumentando a incidência de arboviroses, de acordo com o Ministério da Saúde.A pasta reforça, ainda, que eventos climáticos extremos, especialmente inundações, podem aumentar o risco de doenças infecciosas como leptospirose, transmitida por meio da exposição direta ou indireta à urina de vários animais, principalmente ratos, infectados pela bactéria Leptospira.
Além da leptospirose e da dengue, o Ministério da Saúde alerta para o risco de propagação de outras doenças em decorrência da contaminação da água, como diarreia, cólera, febre tifoide, hepatite A, giardíase, amebíase e verminoses.
Riscos para a saúde mental também existem A Associação Americana de Psicologia já usa um termo para definir o impacto das mudanças climáticas na saúde mental: ecoansiedade. De acordo com a entidade, ele significa o “medo crônico da catástrofe ambiental”.Um estudo publicado em 2021 na revista científica The Lancet Planet Health, realizado com mais de 10 mil crianças e jovens (entre 16 e 25 anos) de dez países, incluindo o Brasil, mostrou que a preocupação com as alterações climáticas era comum entre os entrevistados.De acordo com a pesquisa, 59% se diziam muito ou extremamente preocupados com as mudanças climáticas; 89% estavam, pelo menos, moderadamente preocupados. Mais de 50% dos entrevistados relataram cada uma das seguintes preocupações: tristeza, ansiedade, raiva, impotência, impotência e culpa. Mais de 45% dos entrevistados disseram que os seus sentimentos sobre as alterações climáticas afetaram negativamente a sua vida diária.
Além disso, 75% dos entrevistados disseram que pensam que o futuro é assustador e 83% afirmaram que acham que as pessoas falharam em cuidar do planeta.Outra pesquisa recente, realizada no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP) revelou o impacto de fenômenos extremos na saúde mental dos estudantes: 78% se disseram muito preocupados e quase 90% afirmaram acreditar que as emergências climáticas podem acabar com a vida humana na Terra. Boa parte também associou o tema ao pior desempenho acadêmico e à má qualidade do sono.
O que pode ser feito para prevenir? Para Pavanello, a prevenção de doenças cardiovasculares decorrentes do impacto das mudanças climáticas é feita com a conscientização acerca das questões ambientais.”Embora a mortalidade por doenças cardiovasculares tenha reduzido um pouco em países de renda mais alta, naqueles de renda mais baixa houve um aumento. Então, estamos na contramão do que deveria estar acontecendo. Nós já temos tratamento, mas estamos pecando nesse ponto de reduzir o impacto ambiental e se preocupar com o contexto do problema ecológico ao redor do mundo”, afirma.
Para Algranti, as soluções devem ser pensadas de acordo com as condições enfrentadas por cada região. “Cada local deve se adequar ao clima e aos fenômenos que acontecem com mais frequência. Em São Paulo, por exemplo, temos um grande problema que é a poluição veicular e um tráfego muito intenso, o que, obviamente, é um fator que agrava qualquer fenômeno climático”, afirma. “Nós não vamos conseguir interferir no fenômeno climático a curto prazo. Temos que mitigar o que é possível mitigar, como reduzir a poluição veicular e melhorar a drenagem do solo, por exemplo”, completa.Além disso, os especialistas listam medidas caseiras para evitar sintomas e impactos na saúde relacionados ao clima extremo, como:
Manter a vacinação em dia, para evitar infecções respiratórias;
Manter hábitos mais saudáveis de vida;
Evitar o tabagismo, pois isso aumenta a possibilidade de irritação nas vias aéreas;
Evitar o exercício físico nas horas de temperaturas mais extremas (seja calor ou frio);
Manter a hidratação adequada;
Vedar as janelas, no caso de viver em áreas suscetíveis a queimadas;
Manter a umidade interna da casa em dias de tempo seco (com toalhas molhadas ou umidificadores de ar).
Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros.
Traduzindo do inglês, “burn” quer dizer queima e “out” exterior.
A Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir. Essa síndrome pode resultar em estado de depressão profunda e por isso é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas.
A Síndrome de Burnout envolve nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos, como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas. O estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença. Os principais sinais e sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são:
– Cansaço excessivo, físico e mental;
– Dificuldades de concentração;
– Sentimentos de incompentência;
– Dor de cabeça frequente;
– Alterações no apetite;
– Sentimentos de fracasso e insegurança;
– Alterações repentinas de humor;
– Alteração nos batimentos cardíacos;
– Insônia;
– Negatividade constante;
– Isolamento;
– Dores musculares;
– Pressão alta;
– Sentimentos de derrota e desesperança;
– Fadiga;
– Problemas gastrointestinais.
Normalmente esses sintomas surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. Por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser algo passageiro. Para evitar problemas mais sérios e complicações da doença, é fundamental buscar apoio profissional assim que notar qualquer sinal. Pode ser algo passageiro, como pode ser o início da Síndrome de Burnout.
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome de Burnout é feita por profissional especialista após análise clínica do paciente.
O psiquiatra e o psicológo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma do tratamento, conforme cada caso. Muitas pessoas não buscam ajuda médica por não saberem ou não conseguirem identificar todos os sintomas e, por muitas vezes, acabam negligenciando a situação sem saber que algo mais sério pode estar acontecendo.
Amigos próximos e familiares podem ser bons pilares no início, ajudando a pessoa a reconhecer sinais de que precisa de ajuda. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) está apta a oferecer, de forma integral e gratuita, todo tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento medicamentoso. Os Centros de Atenção Psicossocial, um dos serviços que compõe a RAPS, são os locais mais indicados.
Tratamento O tratamento da Síndrome de Burnout é feito basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). O tratamento normalmente surte efeito entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, conforme cada caso. Mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, mudanças nos hábitos e estilos de vida.
A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem ser rotineiros, para aliviar o estresse e controlar os sintomas da doença. Após diagnóstico médico, é fortemente recomendado que a pessoa tire férias e desenvolva atividades de lazer com pessoas próximas – amigos, familiares, cônjuges, etc.
Sinais de piora:
Os sinais de piora do Síndrome de Burnout surgem quando a pessoa não segue o tratamento adequado. Com isso, os sintomas se agravam e incluem perda total da motivação e distúrbios gastrointestinais. Nos casos mais graves, a pessoa pode desenvolver uma depressão, que muitas vezes pode ser indicativo de internação para avaliação detalhada e possíveis intervenções médicas.
Prevenção A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout são estratégicas que diminuam o estresse e a pressão no trabalho. Condutas saudáveis evitam o desenvolvimento da doença, assim como ajudam a tratar sinais e sintomas logo no início. As principais formas de prevenir a Síndrome de Burnout são:
– Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal; – Participe de atividades de lazer com amigos e familiares; – Faça atividades que “fujam” à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema; – Evite o contato com pessoas “negativas”, especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros; – Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo; – Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação etc;
– Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental;
– Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica.
Outra conduta muito recomendada para prevenir a Síndrome de Burnout é descansar adequadamente, com boa noite de sono (pelo menos 8h diárias). É fundamental manter o equilíbrio entre o trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas.