por CenterLab | jan 7, 2026 | Uncategorized
A saúde mental no trabalho, está se tornando um tema que vem ganhando destaque nos últimos anos, devido ao grande aumento de transtornos mentais na humanidade. Para promover um bom ambiente de trabalho, a saúde do colaborador deve ser priorizada, protegida e promovida.
No mundo, uma em cada oito pessoas vive com algum tipo de transtorno mental, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Quase 60% dos casos são de ansiedade (31%) e depressão (28,9%), condições que cresceram 26% e 28%, respectivamente, desde a pandemia da covid-19. Ainda, segundo a OMS, o ambiente profissional é um dos principais para a adoção de medidas que previnam problemas de saúde mental.
Sem que se aborde o tema de forma adequada, a Organização Mundial da Saúde alerta para impactos sobre o mercado de trabalho e a sociedade: perda de produtividade, maior risco de acidentes, redução de receitas, desemprego e elevação de custos sociais.
Para se ter uma ideia, no mundo, estima-se que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos, anualmente, em decorrência de depressão e ansiedade. A conta contempla absenteísmo, presenteísmo (quando as pessoas vão para o trabalho, mas têm baixo desempenho) e rotatividade de pessoal.
O Relatório Global de Saúde Mental, divulgado pela OMS em junho de 2022, destaca a importância de ações para garantir segurança, apoio e condições de trabalho decentes, bem como medidas que evitem discriminação a quem enfrenta esses problemas.
“Locais de trabalho que promovem a boa saúde mental e a redução do estresse não apenas melhoram a saúde mental e física, mas também têm mais probabilidade de reduzir o absenteísmo, melhorar o desempenho e a produtividade, aumentar a motivação da equipe e minimizar a tensão e o conflito entre colegas”, diz a OMS no relatório.
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: um pilar da saúde mental
O equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é um conceito fundamental para a saúde mental, conforme destaca a enfermeira de Saúde Mental do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) Juliana Lemos Rabelo. Segundo ela, “o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é um conceito que se refere à capacidade de conciliar as demandas profissionais com as atividades pessoais e de lazer. É um aspecto fundamental da saúde mental, por contribuir para o bem-estar físico, emocional e social”.
Quando este equilíbrio é prejudicado, podem surgir problemas de saúde mental e afetar o desempenho no trabalho, as relações pessoais e a qualidade de vida geral. Algumas dicas para alcançar essa harmonia incluem:
– Estabelecer limites claros entre o trabalho e a vida pessoal: isso significa desligar o celular e o e-mail fora do expediente, reservar tempo para atividades pessoais e de lazer e dizer “não” a tarefas que não sejam essenciais.
– Cuidar da saúde física e mental: praticar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável, dormir o suficiente e buscar ajuda profissional, se necessário.
– Desenvolver habilidades de inteligência emocional: isso inclui aprender a lidar com o estresse, a frustração e as emoções negativas de forma saudável.
Para a especialista, “o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é um desafio, mas é essencial para a saúde mental e o bem-estar geral”.
Ansiedade, síndrome do pânico, depressão e Burnout são diagnósticos recorrentes e podem ser agravados no ambiente corporativo. Episódios considerados adversos nesses espaços têm potencial de virar gatilhos mentais negativos. Os cenários podem envolver, por exemplo, sobrecarga de trabalho, atividades estressantes, cobranças excessivas (a busca por metas e resultados), preconceito e discriminação. Coisas, pessoas e situações podem desencadear sofrimento psicológico e emocional.
Medidas que contribuem para que o ambiente de trabalho seja saudável:
– Combate ao assédio: organizações públicas e privadas devem implementar políticas de combate à cultura do assédio moral e sexual. Isso porque situações de humilhação, estresse e cobranças excessivas e obsessivas por resultados e produtividade são situações capazes de gerar ou agravar problemas mentais.
– Empatia e acolhimento: desenvolver atitudes empáticas e compreensivas é fundamental para um ambiente mais colaborativo e respeitoso. Isso também dá mais segurança a quem enfrenta transtornos mentais.
– Escuta ativa: uma forma de exercer a empatia é dialogar e demonstrar abertura. Nesse processo, a chamada escuta ativa é uma prática essencial. Demonstrar real interesse pela outra pessoa ao ouvi-la com atenção plena, fazendo com que ela se sinta segura para expressar opiniões e sentimentos
– Combate ao preconceito: para tornar o ambiente profissional mais saudável também é necessário combater o preconceito e o estigma que existe em torno de problemas de saúde mental. O relatório da OMS chama a atenção para estereótipos como os que associam os transtornos a características como fraqueza, preguiça, irresponsabilidade ou perigo.
Referências: BVS, É Hora de Priorizar a Saúde Mental no Local de Trabalho. Biblioteca Virtual em Saúde. Brasília, 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/e-hora-de-priorizar-a-saude-mental-no-local-de-trabalho-10-10-dia-mundial-da-saude-mental/ . Acesso em: 07 jan 2026
por CenterLab | jan 7, 2026 | Uncategorized
Cuidar do bem-estar mental é tão crucial quanto cuidar da saúde física. A iniciativa do Janeiro Branco, concebida pelo psicólogo Leonardo Abrahão em 2013 e transformada em lei em 2023, busca conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde mental. Em 2025, a campanha “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?” propõe uma reflexão profunda sobre a necessidade de dedicar atenção a si e ao todo, com respeito e carinho.
No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 86% da população sofre de algum tipo de transtorno mental, como fobias, depressão, transtornos de ansiedade e personalidade, entre outros. O País também conta o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população brasileira sofre com a doença.
Para enfatizar importância da conscientização sobre o tema, a professora Rita Petrarca, do curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, preparou sugestões de como começar o ano cuidando bem da mente e do emocional. Confira as dicas de como cuidar das emoções, comportamentos e da qualidade das suas relações afetivas:
1) Tire um tempo para você
No meio das obrigações diárias, é essencial fazer uma pausa para respirar. Descanse e reserve um tempo do seu dia para desfrutar de algo que lhe dê prazer: assistir a uma série, dar um passeio, ler um livro interessante, dançar. O importante é que a atividade seja agradável.
2) Busque o equilíbrio
Tente manter uma organização na realização das tarefas de aula e trabalho, equilibrando as responsabilidades com as atividades de lazer e descanso. Utilizar plataformas de organização e métodos de gestão do tempo podem te ajudar.
3) Cuide do corpo
Praticar atividades físicas ajuda na liberação de substâncias no organismo que causam as sensações de bem-estar, conforto e melhoram o humor, além de fazer bem à saúde. Lembre-se de dormir bem para descansar o corpo e a mente, além de se hidratar e manter uma alimentação equilibrada. Antes de dormir, evite usar o celular e aparelhos eletrônicos para ter uma noite mais tranquila.
4) Mantenha boas relações
Busque estar próximo das pessoas que você ama e te fazem bem, como família, amigos e amigas, mesmo que virtualmente. Os bons relacionamentos são fundamentais para a saúde mental e ajudam a fazer com que a vida tenha sentido.
5) Procure ajuda
Preste atenção em você. Se estiver com dificuldades em lidar com as suas emoções, com a realidade desse momento ou com frustrações, procure uma ajuda profissional. Existem diferentes alternativas de profissionais e serviços de psicologia que podem lhe auxiliar a lidar com os momentos difíceis da vida. Lembre-se que é importante falar sobre saúde mental de janeiro a janeiro. Ninguém precisar estar só.
Referências: PUC RS, Janeiro Branco: saiba como cuidar da saúde mental e emocional o ano todo. Portal PUC RS. Rio Grande do Sul, 2013. Disponível em: https://portal.pucrs.br/noticias/saude/5-dicas-para-cuidar-da-saude-mental-e-emocional-o-ano-todo/ . Acesso em: 07 jan 2026
por CenterLab | dez 3, 2025 | Uncategorized
As luvas são Equipamentos de Proteção Individual (EPI) fundamentais para evitar contaminações de amostras, facilitar procedimentos operacionais, além de reduzir os riscos químico, físico e biológico. As luvas de látex e nitrílicas estão entre as opções mais utilizadas e possuem vantagens e diferenças significativas. Confira mais sobre o assunto abaixo.
As luvas de látex são feitas de borracha natural, extraída da seringueira. São conhecidas por sua elasticidade e conforto, oferecendo uma excelente barreira de proteção. Veja abaixo outras características:
Conforto e sensibilidade: As luvas de látex são altamente elásticas e proporcionam um ajuste confortável, permitindo um excelente tato e destreza.
Proteção eficaz: São eficazes na proteção contra microrganismos transmitidos por meio de amostras biológicas e contaminantes.
Biodegradabilidade: Por ser de origem natural, as luvas de látex são biodegradáveis, o que as torna uma escolha mais ecológica.
Alergias: O material pode causar reações alérgicas em algumas pessoas. De acordo com a ASBAI, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, estima-se que 10% dos profissionais da área da saúde possuam alergia ao látex.
Fragilidade química e física: Podem ser menos resistentes a produtos químicos como óleos e solventes e a perfurações.
As luvas nitrílicas, fabricadas a partir de borracha sintética, são uma excelente alternativa às luvas de látex, especialmente em ambientes que demandam alta resistência e durabilidade. Veja abaixo outras vantagens.
Resistência química: As luvas nitrílicas são resistentes a diversos tipos de produtos químicos, incluindo óleos e ácidos. Dessa forma, são a escolha mais indicada para indústrias e laboratórios.
Durabilidade e resistência: Comparadas às luvas de látex, as luvas nitrílicas são mais resistentes a rasgos e perfurações, proporcionando uma maior segurança em ambientes de trabalho com maior risco de cortes e abrasões.
Hipoalergênica: Por conta do material sintético, o risco do desenvolvimento de alergia é menor, tornando-a uma escolha segura para o uso frequente.
Conforto e destreza: As luvas nitrílicas são projetadas para oferecer um ajuste confortável e uma boa sensibilidade tátil, características essenciais para tarefas que exigem precisão.
Fonte: Blog FIRSTLAB
por CenterLab | dez 3, 2025 | Uncategorized
Os exames de sangue são ferramentas poderosas na detecção precoce de doenças e no monitoramento da saúde de maneira geral. Eles oferecem uma visão detalhada sobre o funcionamento do corpo e podem ajudar na prevenção e tratamento de condições sérias. Neste blog, vamos explorar os 10 exames de sangue mais importantes que devem fazer parte da sua rotina de cuidados com a saúde.
O que os exames de sangue podem revelar?
Exames de sangue são capazes de fornecer dados cruciais sobre o funcionamento dos órgãos vitais, como o fígado, os rins e a tireoide. Eles também podem indicar a presença de condições como diabetes, doenças cardíacas e até mesmo alguns tipos de câncer. Além disso, os exames de sangue permitem monitorar a eficácia de tratamentos médicos e avaliar se há desequilíbrios hormonais ou deficiências nutricionais.
Com base nos resultados, o médico pode orientar sobre o acompanhamento necessário e a implementação de medidas preventivas. Conheça agora os principais exames de sangue que ajudam a proteger sua saúde.
1. Hemograma
O hemograma completo é um dos exames mais comuns e fornece informações detalhadas sobre a quantidade e características das células sanguíneas. Ele mede o número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, além de avaliar os níveis de hemoglobina e hematócrito. Alterações no tamanho, formato ou concentração dessas células podem indicar condições de saúde específicas.
- O que revela? Anemias, deficiências nutricionais, leucemias, infecções, doenças inflamatórias e problemas de coagulação.
- Valores normais:
- Glóbulos vermelhos: Masculino: 4,3–5,9 milhões/mm³; Feminino: 3,5–5,5 milhões/mm³
- Hemoglobina: Masculino: 13,5–17,5 g/dL; Feminino: 12,0–16,0 g/dL
- Plaquetas: 150.000–400.000/mm³
2. Glicemia de Jejum
A glicemia de jejum é um exame que mede a concentração de glicose no sangue após um período de jejum de 8 a 12 horas. Ele é fundamental para o diagnóstico de diabetes mellitus, pré-diabetes e outros distúrbios metabólicos relacionados à regulação da glicose.
- O que revela? Alterações no metabolismo da glicose, incluindo diabetes mellitus, pré-diabetes e resistência à insulina. Também pode indicar disfunções endócrinas, como a síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Normal: 70–99 mg/dL
- Pré-diabetes: 100–125 mg/dL
- Diabetes: ≥126 mg/dL (confirmado em pelo menos duas medições ou associado a outros critérios diagnósticos)
3. Colesterol Total e Frações (LDL, HDL, VLDL)
O exame de colesterol total e suas frações mede os diferentes tipos de colesterol no sangue, sendo fundamental para avaliar a saúde cardiovascular e o risco de doenças.
- Colesterol total: Soma o colesterol transportado por todas as lipoproteínas (LDL, HDL e VLDL). Níveis elevados podem indicar maior risco de problemas cardíacos.
- HDL (“colesterol bom”): Retira o excesso de colesterol das artérias, levando-o ao fígado para eliminação. Níveis mais altos são considerados protetores contra doenças cardiovasculares.
- LDL (“colesterol ruim”): Leva o colesterol para os tecidos. Quando em excesso, pode formar placas nas artérias, aumentando o risco de aterosclerose e infarto.
- VLDL: Transporta triglicerídeos e contribui para a formação de LDL. Altos níveis estão associados ao aumento do risco cardiovascular.
- O que revela?
- Riscos de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
- Alterações metabólicas, como dislipidemias e síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Colesterol total: <200 mg/dL
- HDL: ≥60 mg/dL (bom); <40 mg/dL para homens e <50 mg/dL para mulheres (risco aumentado)
- LDL: <100 mg/dL (ideal); <70 mg/dL em casos de alto risco cardiovascular
- VLDL: 2–30 mg/dL
- Nota: Manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios e controlar o peso são fatores importantes para o controle saudável do colesterol.
4. Triglicerídeos
Os triglicerídeos são um tipo de gordura presente no sangue, derivados principalmente da alimentação. Eles são armazenados no tecido adiposo como reserva de energia e transportados na corrente sanguínea. Níveis elevados de triglicerídeos estão associados a um maior risco de problemas metabólicos e cardiovasculares.
- O que revela?
- Doenças cardiovasculares: Concentrações elevadas podem contribuir para a formação de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto e AVC.
- Pancreatite: Quando os níveis estão muito altos (acima de 500 mg/dL), há maior risco de inflamação no pâncreas.
- Condições metabólicas: Como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Normal: <150 mg/dL
- Limítrofe: 150–199 mg/dL
- Alto: 200–499 mg/dL
- Muito alto: ≥500 mg/dL
- Importante: Para resultados precisos, o exame deve ser realizado em jejum de 8 a 12 horas. Fatores como alimentação rica em gordura, consumo de álcool e sedentarismo podem elevar os níveis de triglicerídeos.
5. Hemoglobina Glicada (HbA1c)
O exame de hemoglobina glicada (HbA1c) mede a média dos níveis de glicose no sangue ao longo dos últimos 2 a 3 meses. É amplamente utilizado para avaliar e monitorar o controle do diabetes, ajudando a identificar se os níveis de glicose estão bem controlados ou em risco de descontrole.
- O que revela?
- A eficácia do controle glicêmico em pessoas com diabetes.
- O risco de complicações crônicas, como doenças cardiovasculares, renais e neuropatias.
- Valores de referência:
- Normal: Menos de 5,7%.
- Pré-diabetes: Entre 5,7% e 6,4%.
- Diabetes: 6,5% ou mais (necessário confirmar com outros exames).
- Nota: A HbA1c é especialmente útil porque não depende de jejum e reflete tendências de longo prazo, ao contrário de medições pontuais de glicose. É um bom controle pode reduzir o risco de complicações associadas ao diabetes.
6. Função Hepática (TGO, TGP, Bilirrubinas)
Os exames de função hepática, como TGO (AST), TGP (ALT) e bilirrubinas, são fundamentais para avaliar a saúde do fígado. Eles ajudam a identificar danos nas células hepáticas, inflamações ou obstruções nos canais biliares, além de monitorar doenças crônicas do fígado.
- TGO (AST): Essa enzima está presente no fígado, mas também em outros tecidos, como coração e músculos. Altos níveis podem indicar danos ao fígado ou a outros órgãos.
- TGP (ALT): Essa enzima é mais específica do fígado e, quando elevada, costuma indicar danos diretamente relacionados às células hepáticas.
- Bilirrubinas: Resultam da degradação da hemoglobina e são processadas pelo fígado. Alterações nos níveis podem indicar problemas hepáticos ou condições que afetam a bile ou os glóbulos vermelhos.
- O que revela?
- Lesões ou inflamações no fígado, como hepatites e esteatose hepática (fígado gorduroso).
- Doenças mais graves, como cirrose ou obstruções biliares.
- Outras condições, como anemia hemolítica, que afetam os níveis de bilirrubina.
- Valores de referência:
- TGO (AST): 10–40 U/L
- TGP (ALT): 7–56 U/L
- Bilirrubinas totais: 0,1–1,2 mg/dL
- Nota: Alterações nesses exames geralmente indicam a necessidade de mais investigações para determinar a causa exata.
7. Função Renal (Creatinina, Ureia, Taxa de Filtração Glomerular)
Exames que avaliam a função renal, como a creatinina, a ureia e a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), são importantes para identificar problemas nos rins, muitas vezes antes que sintomas clínicos apareçam. São especialmente indicados para pacientes com histórico de hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares, pois essas condições aumentam o risco de doenças renais.
- Creatinina: Subproduto do metabolismo muscular excretado pelos rins. Níveis elevados indicam que os rins não estão filtrando adequadamente.
- Ureia: Produto da degradação das proteínas, também excretado pelos rins. Níveis elevados podem indicar problemas na função renal ou desidratação.
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG): Reflete a capacidade dos rins de filtrar o sangue. Uma TFG reduzida pode ser um sinal de insuficiência renal, principalmente em estágios iniciais.
- O que revela?
- Doenças renais crônicas ou agudas.
- Diminuição da função renal, podendo evoluir para insuficiência renal.
- Distúrbios relacionados ao metabolismo proteico ou hidratação inadequada.
- Valores de referência:
- Creatinina: 0,6–1,2 mg/dL
- Ureia: 15–45 mg/dL
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG): >90 mL/min
- Nota: A combinação desses exames permite monitorar a função renal e detectar alterações em estágios iniciais, possibilitando intervenções precoces.
8. Ácido Úrico
O exame de ácido úrico mede os níveis dessa substância no sangue, sendo útil para diagnosticar condições como a gota, pedras nos rins e distúrbios renais. O ácido úrico é um produto do metabolismo das purinas, compostos encontrados em certos alimentos e no corpo. Quando o ácido úrico não é excretado adequadamente pelos rins, pode se acumular no sangue, formando cristais que causam inflamação e dor.
- O que revela?
- Gota: Acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, causando dor intensa, especialmente em locais como o dedão do pé.
- Pedras nos rins: Formação de cristais de ácido úrico nos rins, o que pode levar à obstrução e dor.
- Distúrbios renais: Problemas na capacidade de excretar o ácido úrico, podendo levar a complicações como insuficiência renal.
- Valores de referência:
- Homens: 3,4–7,0 mg/dL
- Mulheres: 2,4–6,0 mg/dL
- Nota: Níveis elevados de ácido úrico podem ser indicativos de gota ou de risco para problemas renais, mas é importante considerar outros fatores e exames para um diagnóstico completo.
9. Exame de Vitamina D
O exame de vitamina D avalia os níveis dessa vitamina lipossolúvel, que desempenha um papel crucial na saúde óssea, na regulação do cálcio e fósforo no organismo, e no funcionamento adequado do sistema imunológico. A deficiência de vitamina D pode levar a várias condições de saúde, incluindo doenças ósseas e autoimunes.
- O que revela?
- Deficiência de vitamina D: Níveis baixos de vitamina D podem comprometer a absorção de cálcio, levando ao enfraquecimento ósseo e aumento do risco de fraturas.
- Risco aumentado de osteoporose: A deficiência crônica pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose, especialmente em idosos.
- Doenças autoimunes: Baixos níveis de vitamina D estão associados a um risco maior de condições como esclerose múltipla, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes.
- Valores de referência:
- Normais: 30–60 ng/mL
- Deficiência: <20 ng/mL
- Insuficiência: 20–29 ng/mL
10. Ferritina
O exame de ferritina avalia os níveis dessa proteína no sangue, que é responsável por armazenar o ferro no organismo. A ferritina atua como um marcador dos estoques de ferro no corpo, sendo útil na investigação de distúrbios relacionados ao ferro, como a anemia ferropriva e a sobrecarga de ferro.
- O que revela?
- Anemia ferropriva: Níveis baixos de ferritina indicam a depleção das reservas de ferro no organismo, sendo um sinal clássico de anemia ferropriva, condição em que o corpo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina.
- Sobrecarga de ferro: Níveis elevados de ferritina podem indicar uma sobrecarga de ferro no corpo, como na hemocromatose, uma condição em que o ferro é armazenado excessivamente nos órgãos.
- Distúrbios hepáticos: A ferritina também pode ser elevada em condições inflamatórias ou hepáticas, como hepatites, cirrose ou doenças metabólicas.
- Valores de referência:
- Homens: 20–500 ng/mL
- Mulheres: 20–200 ng/mL
Quando realizar esses exames de sangue?
A realização de exames de sangue deve ser parte da rotina de cuidados com a saúde, ajudando a identificar problemas antes que se tornem mais graves. Esses exames são indicados principalmente para monitorar condições de saúde existentes, como diabetes ou doenças cardiovasculares, ou para detectar sinais precoces de problemas em órgãos importantes, como o fígado e os rins.
Além disso, exames regulares podem auxiliar na avaliação da nutrição e do equilíbrio de substâncias essenciais no corpo, como vitaminas e minerais. A frequência dos exames depende de fatores individuais, como histórico médico, idade, estilo de vida e recomendação médica.
Nota: Os valores de referência podem variar de acordo com diretrizes específicas ou laboratórios, e sua interpretação deve considerar o contexto clínico do paciente.
Fonte: Blog FIRSTLAB
por CenterLab | dez 3, 2025 | Uncategorized
Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça que beneficiários de planos de saúde têm direito a coberturas obrigatórias que permitem o diagnóstico e o acompanhamento da Aids. O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da reguladora garante acompanhamento médico por meio de consultas, em número ilimitado de atendimentos, inclusive com especialistas (infectologistas), além de assegurar, exames laboratoriais Anti-HIV, pesquisa de anticorpos, antígeno P24, carga viral por PCR, NASBA, BDNA e teste qualitativo por PCR, e teste rápido para detecção de HIV em gestantes. O Rol também determina cobertura para o teste de genotipagem do HIV para os casos suspeitos de resistência viral e/ou risco de falha terapêutica, exames de qualificação no sangue do doador e prova pré-transfusional no sangue do receptor.
Também é importante ressaltar que as operadoras de planos de saúde estão proibidas de recusar clientes em função de serem portadores de doenças preexistentes – como os portadores do vírus HIV – não podem excluir beneficiários usando estes motivos.
Atenta à importância da prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) – como a Aids, a Agência estimula os planos de saúde na realização de Programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças – Promoprev, oferecendo cuidado contínuo a cerca de 2,8 milhões de beneficiários.
A Aids no Brasil
Nos últimos dez anos, o Brasil registrou queda de 25,5% na mortalidade por Aids. Apesar da redução, cerca de 30 pessoas morreram de aids por dia no ano passado.
De acordo com o Ministério da Saúde, 92% das pessoas em tratamento no país já atingiram o estágio de estarem indetectáveis, ou seja, estado em que a pessoa não transmite o vírus e consegue manter a qualidade de vida sem manifestar os sintomas da Aids. Essa conquista se deve ao fortalecimento das ações do Ministério da Saúde para ampliar a oferta do melhor tratamento disponível para o HIV, com a incorporação de medicamentos de primeira linha para tratar os pacientes.
Uso da Profilaxia pré e pós-exposição
Uma das formas de se prevenir contra o HIV é fazendo uso da PrEP, método que consiste em tomar comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Como medida de prevenção de urgência para ser utilizada em situação de risco à infecção pelo HIV, também existe a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que consiste no uso de medicamentos ou imunobiológicos para reduzir o risco de adquirir a infecção. A PEP deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, como violência sexual, relação sexual desprotegida ou acidente ocupacional.
Formas de contágio
- Sexo vaginal sem camisinha;
- Sexo anal sem camisinha;
- Sexo oral sem camisinha;
- Uso de seringa por mais de uma pessoa;
- Transfusão de sangue contaminado;
- Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
- Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.
Diagnóstico
O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue venoso ou digital (ponta do dedo), para realização de testes rápidos ou laboratoriais que detectam os anticorpos contra o HIV. Com os testes rápidos é possível obter um resultado em cerca de 30 minutos.
Além disso, autotestes de HIV também são ofertados gratuitamente pelo SUS para que as pessoas possam se testar quando e onde quiserem.
Fonte: Ministério da Saúde
por CenterLab | nov 4, 2025 | Uncategorized
A campanha Novembro Azul deixa a saúde do homem em evidência alertando sobre a importância de prevenir o câncer de próstata e os riscos da doença. Além disso, contribui incentivando a população masculina a cuidar mais da saúde.
O câncer de próstata é uma doença que atinge os homens com frequência. Por isso, é fundamental conhecer mais sobre o assunto, entendendo o que pode causar seu desenvolvimento e como é possível evitá-la. Você poderá ter essas informações nesta leitura. Vamos lá?
Quais os fatores de risco para o câncer de próstata?
Ainda que alguns fatores de risco para o câncer de próstata possam ser evitados, outros continuam representando uma ameaça para o desenvolvimento da doença. Por isso, sempre que possível, é importante evitar hábitos que podem aumentar o risco da incidência do câncer de próstata. O que se sabe até o momento é que a patologia está ligada a diferentes fatores, como:
- idade;
- etnia;
- alimentação;
- hereditariedade;
- hábitos de vida.
É possível prevenir o câncer de próstata?
Sim, é possível prevenir o câncer de próstata. Por isso, a campanha Novembro Azul traz informações sobre esse assunto anualmente, buscando aumentar o alcance de pessoas. Para a prevenção, basta que o homem altere alguns hábitos de vida, incluindo uma rotina saudável. Dessa forma, é possível diminuir os riscos para a doença e aumentar as chances de diagnóstico precoce.
Hábitos saudáveis que contribuem para a prevenção da doença
Prevenir o câncer de próstata requer mudança de hábitos. Assim, com pequenas ações diárias, o indivíduo aumenta a qualidade de vida e mantém o câncer de próstata e também doenças crônicas longe do seu organismo. Em especial, a adoção de alimentação balanceada e a prática de atividades físicas. Confira os hábitos defendidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) para prevenir o câncer de próstata.
Alimentação saudável
Um dos hábitos que contribui para prevenir o câncer de próstata é a alimentação. Uma dieta saudável com baixo teor de gordura e rica em vitaminas e minerais contribui para diminuir o risco de desenvolvimento da doença.
Além disso, a ingestão de frutas, verduras, legumes, cereais e leguminosas ajuda na prevenção. Associada a alimentação saudável, deve estar a redução do consumo de alimentos ricos em açúcar, e também ultraprocessados.
Atividades físicas
As atividades físicas são essenciais para melhorar a condição geral da saúde e manter o organismo funcionando corretamente. Desse modo, para prevenir o câncer de próstata recomenda-se a prática de exercícios físicos regularmente.
A prática deve ser de, pelo menos, 30 minutos diários, ou ao menos 3 vezes por semana. Contudo, é indispensável realizar uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade, assegurando que não existam riscos.
Abandono de hábitos nocivos
Evitar hábitos como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo também é importante para prevenir o câncer de próstata. Os compostos resultantes da ingestão de álcool podem danificar o DNA e aumentar o risco para a doença.
Da mesma forma, o cigarro é formado por inúmeras substâncias nocivas para o organismo. Assim, não aumenta o risco somente para o câncer de próstata, como também para câncer de pulmão e laringe.
Consultas de rotina
A principal forma de prevenir o câncer de próstata é adotar o hábito de realizar visitas regulares ao médico. Os exames de rotina contribuem para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer. Considerando que a doença não apresenta sintomas no início, a rápida descoberta por meio de exames preventivos permite que o tratamento seja feito antes que a doença avance. Isso significa maiores chances de cura.
Você conheceu os principais hábitos saudáveis para prevenir o câncer de próstata. Coloque-os em prática e garanta que a sua saúde esteja sempre em dia, diminuindo o risco para desenvolver doenças. Assim, é possível ter qualidade de vida e bem-estar!
Referência: blog da CEU DIAGNÓSTICOS
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