Diabetes (diabetes mellitus)

Diabetes (diabetes mellitus)

Diabete é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo. O diabete pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Comportamentos saudáveis evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.

Tipos mais comuns

O diabetes mellitus pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. Independente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure um serviço de saúde para dar início ao tratamento.

Tipo 1


O Diabetes Melito tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas (beta-pancreáticas) responsáveis pela produção e secreção de insulina, o que resulta em uma deficiência na secreção deste hormônio no organismo.

O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, e, menos comumente, em adultos de qualquer idade, embora o diagnóstico em pessoas adultas também seja recorrente. No Brasil, estima-se que ocorram 25,6 casos por 100.000 habitantes a cada ano, sendo considerada uma incidência elevada.

O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando assim complicações da doença.

Tipo 2


O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao:

  • Sobrepeso
  • Sedentarismo
  • Triglicerídeos elevados
  • Hipertensão; e
  • Hábitos alimentares inadequados.

Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo.

Pré-diabetes


É quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios.

Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o infarto. No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença. A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle.

Diabetes gestacional


Ocorre temporariamente durante a gravidez. As taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas ainda abaixo do valor para ser classificada como diabetes tipo 2.

Toda gestante deve fazer o exame de diabetes, regularmente, durante o pré-natal. Mulheres com a doença têm maior risco de complicações durante a gravidez e o parto.

Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê.

Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA)


É uma condição que acomete os adultos e caracteriza-se pela destruição de células pancreáticas devido ao desenvolvimento de um processo autoimune do organismo.

Fatores de risco

Além dos fatores genéticos e a ausência de hábitos saudáveis, existem outros fatores de risco que pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes.

  • Diagnóstico de pré-diabetes;
  • Pressão alta;
  • Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes;
  • Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
  • Doenças renais crônicas;
  • Diabetes gestacional;
  • Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg;
  • Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura;
  • Síndrome de ovários policísticos;
  • Apneia do sono;
  • Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides.
  • Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos – esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar;

Sintomas

Os principais sintomas do diabete são: fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia.

Produtos relacionados:

TIRA GLICOSE SANGUE CX/50 TIRAS ON CALL PLUS

 Referência: Saúde de A a Z – Ministério da Saúde

Carta Sindicato

Belo Horizonte, 04 de junho de 2025

Prezados colegas proprietários de laboratórios

Comunicamos que assinamos com o SINTRALAB, sindicato dos empregados, a nossa Convenção Coletiva de Trabalho, (CCT), com validade até setembro de 2026.

Ressaltamos que todas as cláusulas foram aprovadas em Assembleia e assinada pelos participantes.

Nessa CCT estão definidas todas as cláusulas negociadas e aprovadas, prevendo salários, jornadas de trabalho, regime de horas extras e plantões, dentre outras.

Lembramos que o cumprimento da CCT da segurança jurídica aos laboratórios, pois é aprovada pelos Sindicatos e homologadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Os laboratórios não devem fazer nenhum acordo direto com o Sintralab, visto que a CCT já está assinada e é válida até setembro de 2026.

Precisamos atualizar nosso cadastro, solicitamos aos colegas que encaminhem o e-mail, telefone de contato e responsável pelo laboratório.

Para solicitar uma cópia da CCT e atualização do seu cadastro no nosso sistema, favor entrar em contato com os nossos canais abaixo:

sindlabminas@gmail.com
secretaria@sindlab.org
Telefones: (31) 3565-7075 e (31) 99557-7278

Lembramos que sua contribuição é fundamental para a continuidade do nosso Sindicato.

Por um SINDLAB forte e representativo da categoria.

Atenciosamente,
Carlos Olney Soares
Presidente SINDLAB-MG

Análise de Scattergramas em Hematologia Automatizada: Interpretação e Aplicações Diagnósticas

Análise de Scattergramas em Hematologia Automatizada: Interpretação e Aplicações Diagnósticas

Autor: Pedro Thadeu Rocha Salles

Na prática laboratorial, o hemograma é considerado um dos exames de triagem mais comuns e amplamente solicitados. Esse conjunto de análises que compõem o hemograma fornecem informações essenciais sobre o estado de saúde do paciente, incluindo a concentração de hemoglobina, contagem de hemácias e suas características volumétricas, além da quantificação de plaquetas, leucócitos e outros indicadores hematológicos relevantes.

Cada um desses parâmetros pode direcionar condutas clínicas distintas. Dentre eles, destaca-se o diferencial leucocitário de cinco partes, que envolve a contagem e diferenciação dos leucócitos em linfócitos (LY), monócitos (MO), neutrófilos (NE), eosinófilos (EO) e basófilos (BA). Essas células exercem funções cruciais no sistema imunológico, como respostas inflamatórias, manutenção da homeostase molecular e fagocitose de agentes patogênicos e etc.

Uma das metodologias mais eficazes para realizar o diferencial leucocitário é a citometria de fluxo, que permite a análise individual das características celulares. Nesse processo, as células são conduzidas por uma câmara de fluxo onde passam, uma a uma, por um feixe de laser. A luz é desviada pelos componentes internos das células, e os sinais de dispersão são captados por sensores estrategicamente posicionados. A partir disso, as células são classificadas com base em três parâmetros principais:

  • FSS (Forward Scatter) – relacionado ao tamanho celular;
  • FLS (Side Fluorescence Scatter) – relacionado à complexidade do núcleo;
  • SDS (Side Scatter) – relacionado à granularidade citoplasmática.

    Figura 1: Esquemático de um citômetro de fluxo.

     

    As informações coletadas por citometria de fluxo são representadas graficamente por meio dos scattergramas, diagramas de dispersão em que os dados de cada tipo celular são plotados em coordenadas bidimensionais. Esses gráficos geralmente combinam dois dos três parâmetros descritos (tamanho x complexidade, ou tamanho x granularidade), proporcionando uma visualização detalhada da distribuição e morfologia celular.

    Figura 2: Esquemático de um scattergrama.

    A seguir, observa-se um scattergrama obtido de uma amostra dentro dos valores de referência, refletindo a distribuição típica das populações celulares.

    Figura 3: Scattergrama normal.

  • S-C (MAIN)

No scattergrama principal (S-C MAIN), o eixo Y representa o tamanho celular e o eixo X, a complexidade interna. A área à esquerda abriga células mononucleares (linfócitos, monócitos) e os basófilos, que possuem menor complexidade. Já à direita encontram-se neutrófilos e eosinófilos, caracterizados por maior complexidade nuclear.

Figura 4: S-C (MAIN).

Embora o gráfico principal ofereça uma visão global, a análise detalhada requer a separação das subpopulações. Isso é feito nos scattergramas auxiliares, como:

  • S-G (LY/MO/BA)

Nesse gráfico, linfócitos e monócitos são separados principalmente com base no tamanho. Os basófilos se distribuem em uma faixa mais à direita, com maior variação, devido às diferenças na granularidade individual.

  • S-G (NE/EO)

Aqui, o eixo horizontal representa a granularidade, permitindo a distinção entre neutrófilos (menos granulares) e eosinófilos (mais granulares).

O scattergrama é uma ferramenta fundamental na análise hematológica automatizada e pode fornecer informações diagnósticas valiosas mesmo antes da leitura da lâmina ao microscópio. Ao observar os padrões de distribuição celular, é possível identificar alterações que sugerem a presença de células imaturas ou atípicas, contribuindo para a triagem e o direcionamento clínico precoce.

A seguir, apresenta-se um exemplo de uma amostra em que o paciente foi diagnosticado com Leucemia Mieloblástica Aguda (LMA). Nesse caso, o scattergrama evidenciou uma distribuição anormal na área de monócitos, visível no gráfico S-G (LY/MO/BA), com extensão superior e pontos isolados em regiões específicas, ativando alertas de presença de blastos (círculo vermelho). Além disso, no scattergrama principal, observou-se uma aumento no número de basófilos entre os linfócitos e monócitos, reforçando a suspeita clínica (círculo verde).

A Nihon Kohden oferece diversas soluções tecnológicas baseadas em citometria de fluxo para a realização de hemogramas completos e altamente confiáveis. Uma característica notável desta tecnologia japonesa é a não utilização de corantes na diferenciação leucocitária de cinco partes, o que preserva ao máximo as características naturais das células durante a análise. Essa abordagem proporciona uma interpretação mais precisa da morfologia celular, contribuindo significativamente para a qualidade diagnóstica do exame hematológico.

Dentre os equipamentos disponíveis, destacam-se dois modelos adaptados a diferentes demandas laboratoriais. Para rotinas de menor porte, o Celltac ES oferece diferencial leucocitário de cinco partes e contagem de granulócitos imaturos (IG), sendo uma opção eficiente e compacta. Já para laboratórios com maior volume de análises, o Celltac G é uma solução robusta, capaz de realizar o diferencial de cinco partes, contagem de granulócitos imaturos e também a quantificação de bastonetes (Band%)  parâmetros altamente relevantes na detecção de diversas condições patológicas.

Figura 8: Celltac Es (MEK-7300) e Celltac G (MEK-9100).

Além das inovações tecnológicas incorporadas aos seus equipamentos, a Nihon Kohden também disponibiliza um livro clínico exclusivo, no qual são descritas diversas patologias associadas aos achados hematológicos, com ênfase especial na interpretação dos scattergrams. Esse material didático é uma ferramenta valiosa para profissionais da área, pois auxilia na correlação entre os perfis gráficos gerados pelos analisadores hematológicos e os possíveis quadros clínicos subjacentes. O documento pode ser acessado gratuitamente através do site oficial da empresa: https://expertisecare.com.br/.

Referências Bibliográficas
– Buttarello M, Plebani M. Automated blood cell counts: state of the art. Am J Clin Pathol. 2008;130(1):104-116. doi:10.1309/AJCPN5BMTSF1CDYP
– Tatsumi N. Hematology analyzers: recent developments and their impact on laboratory practice. Clin Chim Acta. 2002;323(1-2):31-39. doi:10.1016/S0009-8981(02)00180-9
– Bain BJ. Blood Cells: A Practical Guide. 5th ed. Wiley-Blackwell; 2015.
– Celltac Clinical Data Book. Nihon Kohden Corporation.
– Briggs C, Longair I, Machin SJ. Performance evaluation of the Sysmex XE-2100 hematology analyzer. Clin Lab Haematol. 2003;25(3):213–218.

 

Inflamação na garganta em crianças: sintomas, causas e quando procurar um médico

Inflamação na garganta em crianças: sintomas, causas e quando procurar um médico

A inflamação na garganta em crianças gera dúvidas e inquietação nos pais, principalmente quando os pequenos demonstram incômodo ao engolir ou apresentam sintomas como febre, vermelhidão ou irritação.

Neste cenário, reconhecer os sinais de uma garganta inflamada é o primeiro passo para ajudar.

Mas o que leva a essa condição?

As causas variam de infecções virais e bacterianas a fatores ambientais, como clima seco ou alergias.

Além de entender as causas, é importante saber como aliviar a dor e quando buscar ajuda médica.

A seguir, abordaremos todas essas questões para orientar pais e cuidadores.

Quais os sintomas de inflamação na garganta em crianças?

Uma das formas de como identificar garganta inflamada em crianças é conhecendo os seus sintomas. Veja abaixo quais são eles.

  • Dor na garganta ou no pescoço: a criança pode relatar que a região está dolorida.
  • Dificuldade ao engolir: incômodo ao comer, beber ou engolir saliva.
  • Recusa para se alimentar: crianças pequenas podem evitar comer ou beber, ingerir menos que o habitual ou chorar durante as refeições.
  • Febre: aumento da temperatura corporal é comum em casos de infecção.
  • Sintomas respiratórios: tosse, coriza e rouquidão podem estar presentes.
  • Náuseas e dor de barriga: alguns casos podem envolver desconforto gastrointestinal.
  • Garganta vermelha e com pus: em infecções bacterianas, como a amigdalite estreptocócica, a garganta pode apresentar pus e vermelhidão intensa.

Mas o que causa inflamação na garganta em crianças?

A inflamação na garganta em crianças pode ser causada por diversos fatores:, como:

  • doenças, como resfriados e gripes;
  • dormir com a boca aberta, pois isso pode deixar a garganta seca, o que resulta em inflamação ao acordar;
  • crianças com secreção nasal contínua, que podem desenvolver inflamação devido ao acúmulo de muco ou tosse durante a noite;
  • alguns vírus, quepodem provocar lesões ou inflamações na garganta e na boca;
  • a inflamação pode ser causada por uma bactéria chamada estreptococo, que pode resultar em angina estreptocócica;
  • se a inflamação atingir as amígdalas, ocorre a amigdalite, o que deixa as amígdalas inchadas, vermelhas e inflamadas.

E o que fazer quando a garganta de uma criança está inflamada?

Com a garganta inflamada, logo vem a dúvida de como aliviar a dor de garganta rápido em crianças, por isso, aqui separamos algumas medidas seguras que você pode tomar em casa caso haja inflamação na garganta em crianças.

  • Hidratação: ofereça líquidos como água, sucos naturais e frutas com alto teor de água para reduzir a sensação de “garganta arranhada”.
  • Lavagem nasal: use soro fisiológico para desobstruir as vias respiratórias e aliviar a irritação na garganta.
  • Mel: para crianças acima de 2 anos, o mel pode ajudar a lubrificar e aliviar a garganta.
  • Gargarejos: se possível, água morna com sal pode reduzir a dor.
  • Própolis sem álcool: ajuda a combater a inflamação e fortalece o sistema imunológico.

Qual o melhor anti-inflamatório infantil para garganta?

O melhor anti-inflamatório infantil para garganta deve ser indicado apenas por um médico, pois a escolha do medicamento depende da causa da inflamação, da idade da criança e do seu histórico de saúde.

Aqui, o profissional mais adequado para avaliar e tratar problemas na garganta é o otorrinolaringologista (especialista em ouvido, nariz e garganta) ou o pediatra.

Eles poderão prescrever o tratamento mais seguro e eficaz para inflamação na garganta em crianças, que pode incluir anti-inflamatórios, analgésicos ou, em casos de infecção bacteriana, antibióticos.

Quando devo me preocupar com a inflamação na garganta em crianças?

A inflamação na garganta em crianças pode ser comum, mas há situações que exigem atenção redobrada e, em alguns casos, intervenção médica imediata.

E nesses casos, é importante se preocupar e procurar ajuda profissional!

Confira abaixo quando se preocupar e ir em busca de ajuda médica.

  • Dificuldade para engolir: se a criança apresenta dor intensa ao engolir, beber ou comer, podendo levar à desidratação.
  • Febre persistente: quando a febre e a dor de garganta duram mais de 48 horas sem melhora.
  • Sinais de infecção bacteriana: como o surgimento de pus na garganta, especialmente se acompanhado de vômitos intensos.
  • Quadros repetidos: se a inflamação ocorre com frequência em um curto período de tempo, o que pode indicar um problema mais sério.
  • Estado geral debilitado: quando a criança parece muito cansada, apática, sem vontade de brincar ou interagir.
  • Dificuldade respiratória: se a criança tiver dificuldades para respirar.
  • Inflamação persistente por mais de 24 horas: principalmente se houver febre junto.
  • Contato com pessoa diagnosticada com amigdalite estreptocócica: ou se a criança já teve esse quadro anteriormente.

    Produtos relacionados:

    ABAIXADOR DE LINGUA 100 pc ESTILO

MASCARA DESCARTAVEL TRIPLA AZUL COM ELASTICO CX/50 MEDIX

Referência: blog do CEMA Hopital Home

Gripe (Influenza)

Gripe (Influenza)

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. Existem quatro tipos de vírus influenza/gripe: ABC e D. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Tipo A – são encontrados em várias espécies de animais, além dos seres humanos, como suínos, cavalos, mamíferos marinhos e aves. As aves migratórias desempenham importante papel na disseminação natural da doença entre distintos pontos do globo terrestre. Eles são ainda classificados em subtipos de acordo com as combinações de 2 proteínas diferentes, a Hemaglutinina (HA ou H) e a Neuraminidase (NA ou N). Dentre os subtipos de vírus influenza A, atualmente os subtipos A(H1N1)pdm09 e A(H3N2) circulam de maneira sazonal e infectam humanos. Alguns vírus influenza A de origem animal também podem infectar humanos causando doença grave, como os vírus A(H5N1), A(H7N9), A(H10N8), A(H3N2v), A(H1N2v) e outros.

Tipo B
 – infectam exclusivamente os seres humanos. Os vírus circulantes B podem ser divididos em 2 principais grupos (as linhagens), denominados linhagens B/ Yamagata e B/ Victoria. Os vírus da gripe B não são classificados em subtipos.

Tipo C
– infectam humanos e suínos. É detectado com muito menos frequência e geralmente causa infecções leves, apresentando implicações menos significativa a saúde pública, não estando relacionado com epidemias. Em 2011 um novo tipo de vírus da gripe foi identificado. O vírus influenza D, o qual foi isolado nos Estados Unidos da América (EUA) em suínos e bovinos e não são conhecidos por infectar ou causar a doença em humanos.

Sintomas

Os principais sintomas da gripe são:

  • Febre;
  • Dor de garganta;
  • Tosse;
  • Dor no corpo;
  • Dor de cabeça.

Adulto – O quadro clínico em adultos sadios pode variar de intensidade.
Criança – A temperatura pode atingir níveis mais altos, sendo comum o achado de aumento dos linfonodos cervicais e também podem fazer parte os quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais.
Idoso – quase sempre se apresentam febris, às vezes, sem outros sintomas, mas em geral, a temperatura não atinge níveis tão altos.

Os demais sinais e sintomas da gripe (influenza) são habitualmente de aparecimento súbito, como:

  • Calafrios;
  • Mal-estar;
  • Cefaleia;
  • Mialgia;
  • Dor nas juntas;
  • Prostração;
  • Secreção nasal excessiva

Podem ainda estar presentes na gripe (influenza) os seguintes sinais e sintomas:

  • Diarreia;
  • Vômito;
  • Fadiga;
  • Rouquidão;
  • Olhos avermelhados e lacrimejantes

Complicações

Alguns casos podem evoluir com complicações, especialmente em indivíduos com doença crônica, idosos e crianças menores de 2 anos, o que acarreta elevados níveis de morbimortalidade. As complicações mais comuns são:

  • pneumonia bacteriana e por outros vírus;
  • sinusite;
  • otite;
  • desidratação;
  • piora das doenças crônicas;
  • pneumonia primária por influenza, que ocorre predominantemente em pessoas com doenças cardiovasculares (especialmente doença reumática com estenose mitral) ou em mulheres grávidas.

A principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

 

Tratamento

De acordo com o Protocolo de Tratamento de Influenza 2017, do Ministério da Saúde, o uso do antiviral Fosfato de Oseltamivir está indicado para todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e casos de Síndrome Gripal (SG) com condições ou fatores de risco para complicações. O início do tratamento deve ocorrer preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Condições e fatores de risco para complicações, com indicação de tratamento:

  • Grávidas em qualquer idade gestacional;
  • Puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal);
  • Adultos ≥ 60 anos;
  • Crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de mortalidade);
  • População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso;
  • Pneumopatias (incluindo asma);
  • Cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica);
  • Nefropatias;
  • Hepatopatias;
  • Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme);
  • Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus);
  • Transtornos neurológicos que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesões medulares, epilepsia, paralisia cerebral, Síndrome de Down, atraso de desenvolvimento, AVC ou doenças neuromusculares);
  • Imunossupressão (incluindo medicamentosa ou pelo vírus da imunodeficiência humana);
  • Obesidade (Índice de Massa Corporal – IMC ≥ 40 em adultos); Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado com ácido acetilsalicílico (risco de Síndrome de Reye).

Prevenção

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações. A vacina é segura e é considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e óbitos por gripe. A constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento global e frequente reformulação da vacina contra a gripe. Devido a essa mudança dos vírus, é necessário a vacinação anual contra a gripe. Por isso, todo o ano, o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. Este imunobiológico oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul.

Além da vacinação orienta-se a adoção de outras medidas gerais de prevenção para toda a população. Medidas estas, comprovadamente eficazes na redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, como vírus da gripe:

  • Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilize lenço descartável para higiene nasal;
  • Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Mantenha os ambientes bem ventilados;
  • Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
  • Evite sair de casa em período de transmissão da doença;
  • Evite aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);
  • Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Referências:
– Site GOV: Gripe (Influenza)


Produtos relacionados:

INFLUENZA A/B/H1N1 AG RAPID TEST COMBO REF.744U – 20 TESTES LABTEST

INFLUENZA A/B (H1N1) 25 TESTES ECO