por CenterLab | jan 4, 2022 | Informativos
A tuberculose é uma doença infecciosa transmissível, que afeta principalmente os pulmões, causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch. A doença pode afetar outros órgãos que não o pulmão, sendo mais comum esta forma em pacientes HIV positivos.
A tuberculose no mundo
A doença é um importante problema de saúde no mundo. Com os desafios do fornecimento e acesso aos serviços essenciais devido à pandemia do Covid-19, ocorreu um regresso no combate à tuberculose: houve subnotificação de novos casos, e o número de mortes aumentou pela primeira vez em mais de uma década.
Em 2020 o número de casos diagnosticados e notificados da doença caiu de 7,1 milhões para 5,8 milhões, enquanto as mortes chegaram ao total de 1,5 milhão de pessoas.
As projeções da OMS sugerem que em 2021 e 2022 ocorram ainda mais mortes por tuberculose que em 2020.
Como ocorre a transmissão da tuberculose?
A transmissão ocorre principalmente através de partículas infectantes (gotículas de saliva contendo o patógeno) suspensas no ar, que foram espalhadas através da tosse, espirro e fala de um paciente contaminado com tuberculose pulmonar.
Através da respiração, os bacilos chegam aos alvéolos pulmonares, onde cerca de 10 a 20% das pessoas desenvolvem a doença.
Quais são os sintomas da tuberculose
A tosse com expectoração por mais de 3 semanas é o principal sintoma da tuberculose, e pode ser acompanhada de demais sinais clínicos como febre, suor noturno, falta de apetite, cansaço, falta de ar e emagrecimento rápido. O escarro pode ser sanguinolento caso a lesão pulmonar atinja vasos sanguíneos.
Fatores de risco
Além de fatores relacionados ao sistema imunológico, condições sociais também estão entre fatores ligados ao adoecimento pela tuberculose.

Para o grupo de risco, é recomendado que toda pessoa que apresente tosse (independente do tempo) e/ou radiografia que sugira tuberculose, realize exames investigativos para a doença.
Diagnóstico de tuberculose
Para o diagnóstico da tuberculose, primeiramente é realizada análise do quadro clínico. Algumas indicações apontam como certo o resultado, como tosse por mais de 2-3 semanas associada a outros sintomas, fatores de risco associados aos sintomas, infecção por HIV e tosse e febre sem razão aparente, fator de risco associado a diagnóstico de pneumonia sem melhora após sete dias do início do tratamento.
Para a confirmação do diagnóstico, o médico deve solicitar exames, como:
- Radiografia do tórax, para verificar possíveis alterações;
- Baciloscopia (BAAR), para identificar a presença de bacilos álcool-ácido-resistentes, característicos do bacilo de Koch;
- Cultura para micobactéria;
- Teste molecular para confirmação do patógeno e identificação de possíveis resistências a antibióticos.
A radiografia, junto a baciloscopia e teste de cultura, ou teste molecular, costumam ser realizadas em todos os casos suspeitos de tuberculose pulmonar.
A baciloscopia é um exame de microscopia, com esfregaço em lâmina de amostra de escarro. É considerado obrigatório no diagnóstico da tuberculose pulmonar, pois além de ser um método simples, rápido e de baixo custo, identifica a presença dos bacilos, que são fonte principal da transmissão da doença. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, em torno de 70% dos pacientes com tuberculose pulmonar apresentam níveis altíssimos de bacilos no escarro.
Como a baciloscopia somente identifica a presença de bacilos, e não confirma o patógeno como bacilo de Koch, é importante a realização de outro exame que confirme o bacilo presente como sendo o M. tuberculosis. Para isso, é possível realizar exame de cultura de micobactéria, ou exame de identificação molecular.
O exame de cultura de micobactéria é considerado padrão ouro no diagnóstico de tuberculose até o momento, tendo como vantagem o baixo custo, porém como desvantagem está a demora no resultado, que pode variar de poucos dias até oito semanas.
O exame molecular vem complementando o exame de cultura ao longo do tempo. É considerado um teste rápido, por apresentar o resultado em poucas horas, sensível e específico. É realizado através de técnica de reação da cadeia em polimerase (PCR), a qual por meio de extração, amplificação e detecção do material genético da amostra vai identificar ou não a presença do M. tuberculosis. Pode também, além de identificar o patógeno, identificar mutações características de resistência aos principais fármacos, de primeira e segunda linha, utilizados no tratamento da tuberculose.
Tratamento
O tratamento para tuberculose está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem duração mínima de seis meses. Idealmente o tratamento é realizado em regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO), em que um profissional da saúde acompanha o paciente durante o tratamento.
Geralmente são utilizados quatro fármacos no tratamento da tuberculose: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Caso seja identificada alguma resistência aos medicamentos, cabe ao médico indicar fármacos mais adequados a cada situação.
Como prevenir?
Existem algumas formas de prevenir a tuberculose, como o tratamento de infecção latente, a qual previne o desenvolvimento da infecção ativa, o controle da infecção, para evitar possíveis contágios, e a principal, a vacina BCG.
A vacina BCG está disponível pelo SUS e deve ser dada em crianças ao nascer, ou antes de completar 5 anos. A BCG protege a criança contra as formas mais graves da doença, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar.
Fonte: Kasvi
por CenterLab | jan 4, 2022 | Informativos
Investigação rápida pode salvar seu pet no caso de doenças hepáticas
Mais frequentes do que se pensa, as doenças hepáticas não apenas levam embora a alegria e o apetite de cães e gatos, mas podem comprometer seriamente a saúde dos pets a médio e longo prazos, quando não diagnosticadas rapidamente. Dessa forma, além dos cuidados tradicionais com alimentação, nutrição e controle vacinal dos “melhores amigos”, o tutor deve ter uma atenção especial para os fatores que podem comprometer a saúde do fígado dos seus animais de estimação, tendo em vista que esse órgão responde por funções vitais para o organismo, como sintetização de proteínas e eliminação de toxinas.
Doenças hepáticas em cães e gatos
De forma geral, as doenças hepáticas afetam o funcionamento do fígado dos animais. A lista é extensa, mas há cinco mais comuns. São elas:
1) Hepatites tóxicas e medicamentosas são causadas por envenenamentos, uso de remédios ou intoxicação alimentar. Dependendo da dose do produto tóxico, pode causar a morte do animal;
2) Tumores são problemas que afetam determinadas raças de cachorros, como pastor alemão, labrador, rottweiler e poodle e, de forma geral, animais idosos. Em determinados casos, a cirurgia é indicada;
3) Hepatites infecciosas são, em sua maioria, causadas por vírus e afetam os filhotes, mas podem ser transmitidas por bactérias também. Com exceção da hepatite, outras doenças do gênero devem ser prevenidas com vacinação, como é o caso da leptospirose que acomete cães e pode ser transmitida para o homem;
4) Lipidose hepática é o acúmulo de gordura no fígado. É mais comum em gatos com sobrepeso ou que sofrem de anorexia;
5) Obstrução biliar é causada por pedras na vesícula biliar e normalmente provoca retenção ou refluxo biliar. Geralmente é acompanhada de pancreatite – inflamação do pâncreas – o que agrava o quadro geral e, se não tratada, pode levar à morte.
Causas de doenças hepáticas em cães e gatos
A qualidade da alimentação de cães e gatos é fundamental para manter a saúde do fígado do animal de estimação. Assim, rações que não trazem a quantidade de nutrientes necessária para o funcionamento adequado do organismo, produtos de baixa qualidade ou mesmo o uso de comida humana na dieta dos pets podem ser fatores de risco para doenças hepáticas.
Além dessas, casos de infecções por vírus ou bactérias, ocorrências de intoxicações diversas, trauma (impacto ou acidente) e, ainda, má distribuição de sangue no fígado decorrente de doença cardíaca são outras causas que podem evoluir para quadros de doenças hepáticas em cães e gatos.
Diagnóstico de doenças hepáticas em cães e gatos
Animais doentes dão sinais de que não estão bem. No caso das doenças hepáticas, há um conjunto de sintomas que devem ligar o sinal de alerta dos tutores para uma visita de urgência ao médico veterinário, que poderá solicitar exames de sangue e urina, checagem de enzimas, radiografias e até biópsias para atestar a presença dessas doenças.
São eles: prostração, perda de apetite e de peso, aumento da ingestão de água e vômitos. Em casos mais avançados, o quadro pode evoluir para icterícia, quando as mucosas ficam amarelas, encefalopatia hepática, nos casos crônicos, ou acúmulo de líquido no abdômen (ascite).
Fonte: Celer
por CenterLab | jan 4, 2022 | Informativos
A água é o suprimento do Laboratório Clínico de menor custo. Talvez, por este motivo, sua qualidade seja tão negligenciada, apesar de ser um reagente importante e o mais utilizado.
A classificação da água “PURA” pode ter diferentes significados, dependendo da situação.
Água PURA para uso doméstico significa que ela é livre de microrganismos patogênicos e agentes tóxicos, sendo própria para o consumo humano.
Água PURA para uso farmacêutico significa principalmente que ela é livre de pirogênios e microrganismos.
No Laboratório Clínico, a água é utilizada como reagente químico e por isto a denominação água PURA significa que ela deve conter uma quantidade mínima de contaminantes (íons, matéria orgânica e microrganismos), capaz de atender a diferentes aplicações.
Traços de íons ou metais aceleram ou inibem várias reações, principalmente as mediadas por enzimas e prejudicam o desempenho de vários reagentes, controles e calibradores.
O efeito das impurezas da água nos diversos testes de laboratório tem sido estudado sistematicamente e existem evidências de numerosas causas de erro. O cloro utilizado na água servida à população, na concentração em torno de 1,0 mg/L, pode introduzir erros de até 25% na determinação de cloretos e interfere com vários procedimentos em bacteriologia e enzimologia. Traços de metais aceleram ou inibem várias reações e podem introduzir erros significativos nas medições de atividades enzimáticas ou em procedimentos que utilizam enzimas como reagentes. A dimensão do erro gerado pela impureza da água depende em muito da concentração do analito. Um miligrama de sódio por litro de água pode introduzir um aumento de 4,3 mEq/L na determinação de sódio se a diluição utilizada for de 1:100, representando um erro de 3,1%, em uma concentração de sódio de 140 mEq/L. Por outro lado, 1,0 mg de potássio por litro de água introduz um aumento de 2,5 mEq/L. Em uma amostra com potássio de 4,0 mEq/L, o erro é de 62%.
Assim, a água a ser utilizada no laboratório deve ser purificada para que não produza interferências nos testes ou ensaios. Vários são os processos de purificação que estão disponíveis para utilização no laboratório. Esta purificação consiste na eliminação de todas as substâncias dissolvidas e suspensas na água.
Destilação – Processo de vaporização e condensação de um líquido para purificar ou concentrar uma substância ou para separar uma substância volátil de outras substâncias menos voláteis. É o método mais antigo de purificação da água.
Deionização – Neste processo a água passa por um sistema contendo resinas insolúveis, aniônicas e catiônicas, onde os íons presentes na água são trocados pelos íons presentes nessas resinas.
No caso das resinas de troca catiônica, esta trocará seus íons hidrogênio (H+) por contaminantes catiônicos, como cálcio, magnésio, ferro, alumínio, manganês, cobre, zinco, cromo, níquel e outros cátions metálicos e cátions diversos.
As resinas aniônicas por sua vez trocam seus íons hidroxila (OH–) pelos contaminantes aniônicos, como clorato, clorito, cloreto, sulfato, sulfito, sulfeto, nitrato, nitrito, fosfato, fluoreto e outros ânions, além da sílica.
Osmose Reversa – Processo pelo qual a água é forçada a passar por uma membrana semipermeável que age como um filtro molecular. A membrana remove de 90 a 99% das impurezas da água.
Devido a sua capacidade de remoção de bactérias e pirogênios, a osmose reversa é frequentemente combinada com a deionização de modo a reduzir a frequencia de regeneração das resinas de troca iônica.
Filtração através de Carvão Ativado – Este processoremove o cloro por quimioabsorção e as substâncias orgânicas dissolvidas por adsorção. Geralmente o filtro de carvão ativado é colocado nos sistemas de purificação da água antes da osmose reversa e antes da deionização.
Ultrafiltração – Utiliza uma membrana com poros ligeiramente maiores que os da membrana de osmose reversa. É utilizado para remover pirogênios da água purificada.
Principais contaminantes e eficiência da purificação
A tabela a seguir relaciona os vários procedimentos de purificação da água e sua eficiência na remoção dos principais interferentes.

Uma combinação dos processos de purificação da água para uso no Laboratório Clínico consiste de: Filtro inicial para reter partículas e bactérias; Filtro de carvão ativado para eliminar matérias orgânicas e Sistema deionizador de leito misto ou separado para reter íons, acoplado ou não a um sistema de osmose reversa.
O processo de deionização e de osmose reversa, tem aplicação muito comum nos Laboratórios Clínicos, mas o sistema deve ser monitorado para que possíveis problemas sejam sanados. A pequena sensibilidade no sistema de informação da qualidade da água processada acarreta na utilização de água imprópria. Contaminação com bactérias podendo deteriorar o sistema (resinas e membranas). Liberação de silicatos, substâncias alcalinas e potentes oxidantes, que interferem nas reações, principalmente as enzimáticas.
A água purificada para uso no Laboratório Clínico, deve ser submetida ao controle da qualidade devendo ser testada todas as vezes em que se obtiver um novo lote.
A água de uso no laboratório pode ser classificada em função da concentração de contaminantes mais importantes.
Especificações estabelecidas no momento da produção da água:

Existe ainda uma especificação para a água que é usada em HPLC, cultura de células e tecidos, análise de cromossomas e testes de HLA, que é denominada água tipo “Especial”.
Cuidados devem ser tomados após obtenção de água destilada ou deionizada, pois não tem sentido obter uma água de boa qualidade e contaminá-la durante o processo armazenamento.
A água de tipo I só existe nesta forma no momento de sua produção. Portanto, quando um reagente requerer este tipo de água, ele deve ser preparado imediatamente após a produção da água purificada.
De modo geral, a água deionizada se encontra em um estado antinatural e tem a tendência a adquirir um estado intermediário entre o estado inicial e a purificação.
Os sistemas de armazenamento da água de tipos II e III devem ser construídos com materiais que não facilitem a contaminação química ou bacteriana.
O laboratório deve seguir a RDC 302/2005 da ANVISA, que no item 6.2.7 descreve: “O laboratório clínico e o posto de coleta laboratorial devem definir o grau de pureza da água reagente utilizada nas suas análises, a forma de obtenção, o controle da qualidade.”
Controle da qualidade da água
A sílica (contaminante fracamente ionizado) é uma das primeiras substâncias que podem eluir dos leitos de resina de troca iônica quando se aproximam da saturação. A liberação de substâncias fortemente ionizadas ocorre em seguida, aumentando a condutividade.
Para realizar o controle da qualidade da água para uso no laboratório, são indicados alguns testes:
- Determinar a quantidade de silicato presente na água. O silicato é o primeiro elemento a aparecer na água quando a coluna está atingindo seu ponto de saturação e começa a se tornar imprópria para utilização.
- Medir a condutividade da água. Condutividadeé a capacidade que a água possui em conduzir corrente elétrica, quanto maior a condutividade, maior a quantidade de íons presentes na água. A medida da condutividade deve ser realizada com um condutivímetro. Unidade: µS= microsiemens.
- Realizar o controle microbiológico da água. Deverá ser feito mensalmente e sempre após manutenção do equipamento. O controle microbiológico da água é definido como Unidades Formadoras de Colônia por mL de água (UFC/mL). Cada laboratório deverá ter seu procedimento de coleta e medida
Para obter uma água que contenha somente partículas menores que 0,22 m, utilizar um filtro com poro de diâmetro nominal igual a 0,22 m.
Criar um sistema de registro da condutividade, da absorbância encontrada no teste do Silicato Ma e do controle microbiológico com as datas de realização. Repetir este teste de controle da qualidade da água, no mínimo semanalmente. Registrar todas as ações tomadas quando um dos parâmetros se apresentar fora da especificação desejada.
Armazenamento
De modo geral, como a água purificada se encontra em um estado antinatural e tem tendência a retornar ao estado anterior à purificação, devem-se tomar cuidados no armazenamento. É recomendável obter a água purificada na quantidade suficiente para um dia de trabalho.
Fonte: Labtest
por CenterLab | jan 4, 2022 | Informativos
Diabetes Melitus em cães e gatos: identificando sintomas e possíveis tratamentos
Cães e gatos estão vulneráveis a desenvolver doenças semelhantes às dos humanos. O Diabetes Mellitus (DM), atualmente, é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma pandemia mundial, com um crescente aumento na incidência em humanos. Infelizmente, estamos observando nos últimos anos um aumento, também, na incidência desta doença em cães e gatos. O Médico Veterinário Marcelo Genelhu, Key Account Manager da linha veterinária Labtest, alerta que podemos pensar que nosso estilo de vida atual também tem afetado diretamente a saúde dos nossos pets e que é nosso dever protegê-los desta grave condição.
Diabetes Mellitus em cães e gatos: como identificar a doença
O DM é uma doença que promove o aumento dos níveis de glicose no sangue gerando a hiperglicemia. A glicose é um carboidrato utilizado pelas células juntamente com o oxigênio para produção de ATP (adenosina trifosfato), molécula responsável por fornecer energia ao nosso organismo. Para utilizar esse carboidrato a célula precisa do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas, a fim de retirá-lo do sangue e colocá-lo dentro da mesma.
Nos cães, o DM possui um padrão de desenvolvimento que se assemelha ao Diabetes tipo I em humanos, possuindo uma origem imunomediada que, consequentemente, causa uma incapacidade de secretar insulina. Já nos gatos, o DM é bastante similar ao Diabetes tipo II observado em humanos, que é secundário à resistência insulínica, frequentemente afetando indivíduos mais idosos.
Fatores utilizados para a classificação da doença em humanos não são usados rotineiramente em cães e gatos. A classificação médica utilizada na medicina humana serve apenas para compreensão do processo de desenvolvimento da doença em cães e gatos. Neste sentido, podemos dividir os pacientes veterinários em DM insulino-dependente ou DM não insulino-dependente, uma vez que utiliza-se uma classificação, mais adequada de acordo com a necessidade de insulina para terapia.
Causas e sintomas do diabetes mellitus: quais as consequências?
A maioria dos cães e gatos é acometida por DM na fase adulta e na velhice. Algumas raças caninas têm maior predisposição em desenvolver a doença, que é mais frequente nas fêmeas. Os principais fatores que podem predispor a doença são:
- Fatores Genéticos;
- Obesidade;
- Pancreatites;
- Fármacos como glicocorticóides, estreptozotocina e aloxano;
- Excesso de gordura no sangue (hiperlipidemia);
- Insulite imunomediada;
- Antagonismos hormonais (excesso de cortisol, progestágenos e hormônio do crescimento).
Os principais sintomas são:
- Perda de peso;
- Aumento na ingestão de água;
- Aumento do apetite;
- Aumento da vontade de urinar.
O diagnóstico tardio da doença pode acarretar sinais clínicos mais sérios se não forem tratados adequadamente, como perda de visão em decorrência da catarata em cães e lesão nos nervos em gatos, além de apatia, hálito forte, vômito e coma. Por isso, é importante que os seus tutores estejam atentos aos primeiros sinais e os monitorem para que a doença não chegue a um estágio avançado.
Diagnóstico do diabetes mellitus em cães e gatos e o seu tratamento
Como é feito o diagnóstico do diabetes mellitus em cães e gatos?
O diagnóstico do DM é baseado na presença das manifestações clínicas clássicas aliados à constatação de hiperglicemia e de glicosúria persistentes. Uma vez que a doença é diagnosticada, o animal deve passar por uma avaliação minuciosa para diagnosticar patologias concomitantes ou doenças que possam interferir na terapia do DM.
Assim que o diagnóstico de DM tenha sido estabelecido, é importante que o tratamento seja instituído o mais rápido possível. Os objetivos do tratamento incluem o controle dos sinais clínicos, a manutenção do apetite e peso corporal de forma estáveis, a percepção do proprietário de que o animal esteja saudável e o cuidado diante de complicações associadas à doença, como cetose, hipoglicemia.
Como é o tratamento?
Um dos principais objetivos no tratamento do DM em cães e gatos é melhorar a qualidade de vida deles. Não existe uma única fórmula para o controle do diabetes em animais, mas podemos citar algumas medidas que podem ser adotadas como: controle do uso de medicamentos hormonais, reeducação alimentar e administração periódica de insulina. Cada paciente exige cuidados próprios, que devem ser analisados pelo Médico Veterinário.
Conforme relatado acima, todos estes sinais ajudam o Médico Veterinário a diagnosticar o DM, no entanto a suspeita só pode ser confirmada a partir de exames laboratoriais de sangue e de urina em jejum, para monitorar a glicemia do animal.
No caso do DM o papel do tutor é fundamental para ajudar a diagnosticar e, mais ainda, para controlar a doença e manter os níveis de glicose ideais, evitando picos ou quedas, reduzindo os sintomas. Mesmo que seja uma doença genética, é possível prevenir as complicações do DM no seu companheiro(a), por meio de uma alimentação equilibrada, exercícios regulares (passeios e brincadeiras) e acompanhamento veterinário.
O excesso de peso é um dos sinais clínicos que merece especial atenção. Observe se o cão está com acúmulo de gordura na região da base da cauda e do abdômen. Já nos gatos, verifique a região inguinal (parte da frente das patas traseiras).
Qual a importância das proteínas glicadas para o diagnóstico do diabetes em pequenos animais?
A Frutosamina é uma proteína glicosilada/glicada utilizada como um marcador da concentração média de glicose sanguínea, uma vez que a concentração da mesma não é afetada pelas flutuações transitórias da glicose no sangue. A frutosamina é formada pela ligação irreversível não-enzimática de glicose com proteínas séricas, principalmente albumina. Sua determinação fornece uma estimativa da glicemia durante as últimas 2-3 semanas.
Os gatos são suscetíveis à hiperglicemia induzida pelo estresse e, muitas vezes, é difícil diferenciar entre esse fenômeno e a doença. A própria contenção do paciente pode efetivamente induzir a uma transitória hiperglicemia. Sendo assim, a concentração de frutosamina é uma ferramenta importante na identificação dos gatos com hiperglicemia de estresse que podem apresentar glicosúria, mas que não tem Diabetes Mellitus. Nesses casos, a concentração de frutosamina circulante encontra-se dentro dos limites de referência. Já em gatos diabéticos, a frutosamina encontra-se aumentada, ajudando assim o diagnóstico final do DM.
Conheça as soluções da Labtest para o diagnóstico do Diabetes Mellitus em animais:
Fonte: Labtest
por CenterLab | jan 4, 2022 | Informativos
Doença antiga, a Tuberculose ainda é um desafio a ser vencido pelo mundo
A pandemia de Covid-19 tem revirado o mundo de ponta cabeça há quase dois anos e é inegável que ela trouxe, também, vários avanços na área da saúde. Em menos de um ano, foi desenvolvida uma vacina e, atualmente, já existem medicamentos aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o tratamento da doença em caráter emergencial. No entanto, a velocidade para combater a pandemia atrasou muitas ações importantes em curso, estabelecidas entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organizações das Nações Unidas (ONU).
A OMS e a ONU se uniram entre os anos de 2014 e 2015 para construir os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Dentre essas metas, há um comprometimento em acabar com a tuberculose (TB) até o ano de 2030, pois a doença é tratável e curável.
A estratégia adotada pela OMS para pôr fim à TB visa uma redução em 90% das mortes e de 80% na taxa de incidência até 2030, em comparação com a linha de base de 2015. No entanto, a Stop TB Partnership, organização vinculada à OMS, expôs um dado alarmante que mostra que 12 meses de COVID-19 eliminaram 12 anos de progresso na luta global contra a TB. Além da queda mundial no diagnóstico e tratamento da doença, os dados indicam que as pessoas coinfectadas com TB e COVID-19 têm mortalidade três vezes maior do que as pessoas infectadas apenas com tuberculose.
Embora a doença exista desde a época dos faraós, a única vacina aprovada tem 100 anos e não funciona totalmente, especialmente em adultos. Antes da COVID-19, a TB era a doença infecciosa mais letal, com cerca de 4000 mortes diárias. O Brasil está entre os países que possuem as mais altas cargas de tuberculose, sendo integrante de um grupo composto de 30 nações que são responsáveis por aproximadamente 90% dos casos registrados em todo planeta.
O tema do Dia Mundial da TB em 2021 – “O tempo está passando”- fez alusão ao atraso no cumprimento dos compromissos assumidos por líderes globais para a erradicação da TB até 2030.
Tuberculose (TB)
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada pelo Mycobacterium tuberculosis. Na maioria dos casos, afeta os pulmões, embora possa comprometer outros órgãos e/ou sistemas, principalmente em pacientes com problemas imunológicos.
A TB é transmitida pela fala, espirro ou tosse de pacientes infectados que lançam no ar partículas em forma de aerossóis com a presença de bacilos. Em média, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar uma média de 10 a 15 pessoas. Diferente do que se pensa, não há risco no compartilhamento de talheres, copos, roupas, lençóis etc.
Uma vez iniciado o tratamento, que tem duração de seis meses, a capacidade de transmissão é reduzida após 15 dias. Complementa essa etapa a adoção de medidas de controle como cobrir a boca com o braço ou lenço ao tossir e manter o ambiente bem ventilado e com luz natural, visto que o bacilo é sensível à luz solar e a circulação do ar dispersa as partículas infectantes do ambiente.
Anualmente, são registrados 70 mil novos casos no Brasil, com 4,5 mil mortes nesse intervalo. A TB também está relacionada a problemas sociais que comprometem a qualidade de vida. Prova disso é que entre os grupos mais vulneráveis estão os indígenas, com 3 vezes mais chance de pegar a doença. Para os detentos e demais privados de liberdade, esse risco é 28 vezes maior. Em pessoas que vivem com HIV/Aids, é 25 vezes maior e entre a população em situação de risco, 56 vezes maior.
Sintomas
O principal sintoma de Tuberculose Pulmonar é a tosse com sangue ou crônica, por um período de três semanas ou mais. Outros sinais que devem ser observados são: dor no peito, febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento não intencional severo, cansaço e fadiga.
Caso a pessoa apresente os sintomas, é preciso procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação clínica e realização de exames.
Diagnóstico
O diagnóstico de Tuberculose inclui exames laboratoriais como baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria. O resultado por cultivo da micobactéria pode levar até oito semanas, pois o bacilo apresenta um crescimento lento. O exame complementar é o Raio X do tórax, que deve ser realizado em todas as pessoas com suspeita da doença.
Fonte: Celer