Hematologia: Como é realizada a técnica de esfregaço de sangue?

Hematologia: Como é realizada a técnica de esfregaço de sangue?

O esfregaço de sangue, também conhecido como distensão sanguínea ou ainda extensão sanguínea, é um teste realizado em hematologia para a contagem e a identificação de anormalidades nas células do sangue. O teste consiste na extensão de uma fina camada de sangue sobre uma lâmina de microscopia que, após corada, é analisada em microscópio.

O esfregaço sanguíneo geralmente é feito quando solicitado o hemograma ao paciente. Seu objetivo principal é analisar a morfologia das células, fornecer informações sobre a estimativa do número de leucócitos e plaquetas, investigar problemas hematológicos, distúrbios encontrados no sangue e eventualmente parasitas, como o Plasmodium, causador da malária.

Um esfregaço de sangue pode fornecer informações importantes sobre o paciente, auxiliando o médico no diagnóstico de doenças relacionadas ao sangue, por exemplo as anemias, e outras condições médicas, tais como infecções.

Apesar dos avanços em hematologia, na área de automação e uso de metodologias moleculares, um teste aparentemente simples como este ainda é indispensável. O primeiro passo para se obter resultados confiáveis é a confecção de um bom esfregaço de sangue e, para tanto, é necessário empregar as técnicas corretas.

Técnica de esfregaço de sangue

O método de preparação para demonstrar melhor os tipos celulares do sangue periférico é o esfregaço de sangue. Uma gota de sangue é colocada diretamente sobre uma lâmina de vidro e espalhada em uma camada fina pela sua superfície. Isso é obtido espalhando-se a gota de sangue com a borda de uma lâmina histológica ao longo de outra lâmina, com o objetivo de produzir uma monocamada de células.

Vamos ao passo a passo para realizar o teste:

  1. Apoiar a lâmina de microscopia, já com a identificação do paciente, sobre uma superfície limpa. Certificar-se de que a lâmina tem boa qualidade e não está suja ou possui vestígios de gordura, o que pode prejudicar o teste.
  2. Colocar uma pequena gota de sangue próxima a uma das extremidades da lâmina.
  3.  Com o auxílio de outra lâmina, colocar a gota de sangue em contato com sua borda. Para isso a lâmina extensora deve fazer um movimento para trás tocando a gota com o dorso em um ângulo 45°.
  4. O sangue da gota irá se espalhar pela borda da lâmina extensora por capilaridade.
  5. A lâmina deve então deslizar suave e uniformemente sobre a outra, em direção oposta a extremidade em que está a gota de sangue. O sangue será “puxado” pela lâmina.
  6. Depois de completamente estendido, o sangue forma uma película sobre a lâmina de vidro.
  7. Deve-se deixar que o esfregaço seque sem nenhuma interferência.
  8. Seguir para o passo de coloração.Técnica de esfregaço de sangue

Fonte: KASVI

É necessário esfregar uma lâmina sobre a outra rapidamente, antes que o sangue seque ou coagule. Uma pressão excessiva ou qualquer movimento de parada durante esse processo pode comprometer o esfregaço.

É importante lembrar também que a espessura da película é determinada, em grande parte, pelo ângulo formado entre as lâminas no momento da extensão da gota de sangue. Ângulos maiores que 45°, por exemplo, produzem extensões espessas e curtas, dificultando posteriormente a visualização das células.

COLORAÇÃO DE ESFREGAÇO DE SANGUE

Para a técnica de esfregaço sanguíneo é utilizada uma mistura especial de corantes para tingir todas as células sanguíneas. Existem muitas variações como a coloração de Leishman, Giemsa, Wright ou May-Grünwald. Tratam-se de modificações da coloração a base de corantes Romanovsky.

A denominação confere ao médico russo Dmitri Leonidovich Romanowsky os créditos pelo desenvolvimento do método, em 1891. A mistura de corantes inclui um corante básico e um corante ácido, consistindo basicamente em azul de metileno e eosina Y (ou similar).

A afinidade das estruturas celulares por corantes específicos ou por combinações de corantes dessa mistura proporciona uma visualização diferenciada das células sanguíneas.

OBSERVAÇÃO DA LÂMINA

  1. Cabeça da lâmina: região imediatamente após o local em que estava a gota sanguínea. Nessa região, com frequência, há aumento do número de leucócitos (principalmente de linfócitos).
  2. Corpo da lâmina: região intermediária entre cabeça e cauda. É nessa região que os leucócitos, hemácias e plaquetas estão distribuídas de forma mais homogênea. É a área de escolha para a análise qualitativa e quantitativa da distensão sanguínea.
  3. Cauda da lâmina: região final da distensão sanguínea. Nessa região, há encontro de alguns esferócitos e elevação de monócitos e granulócitos, que podem apresentar maior distorção morfológica.
    Lâmina Microscopia

Fonte: KASVI

APLICAÇÃO DO ESFREGAÇO DE SANGUE

Algumas vezes é possível realizar um diagnóstico definitivo a partir de um esfregaço de sangue. Porém, rotineiramente ele serve como uma indicação/base para que sejam realizados outros testes confirmatórios.

Existem muitas doenças que podem ter efeito sobre o número e tipo de células sanguíneas produzidas, sua função e vida útil. Embora geralmente apenas as células maduras normais sejam liberadas na corrente sanguínea, algumas circunstâncias podem forçar a medula óssea a liberar células imaturas e/ou malformadas no sangue.

O teste de esfregaço pode indicar uma série de deficiências, apontando alterações e anormalidades nessas células sanguíneas. Várias doenças podem ser identificadas como os diversos tipos de anemia, trombositose, malária, leucemia, linfomas ou insuficiência da medula óssea e outras.

Falciforme

 

Fonte: KASVI

Detecção da Hemoglobina: Métodos por HPLC e Imunoturbidimetria

Detecção da Hemoglobina: Métodos por HPLC e Imunoturbidimetria

Autor: Pedro Thadeu Rocha Salles

A hemoglobina é uma proteína globular presente nos eritrócitos (glóbulos vermelhos), sendo responsável pela coloração vermelha do sangue. Sua principal função é o transporte de gases pelo organismo, captando oxigênio nos pulmões e distribuindo-o para os tecidos, além de remover o dióxido de carbono das células e levá-lo de volta aos pulmões para ser eliminado.

A hemoglobina é composta por quatro subunidades, cada uma formada por uma cadeia polipeptídica (globina) e um grupo heme, que contém um átomo de ferro. Esse ferro é essencial para a ligação e o transporte do oxigênio.

A hemoglobina A (HbA) é a fração predominante em adultos saudáveis, representando aproximadamente 95% a 97% da hemoglobina total. Dentro da HbA, existem diferentes frações:
– HbA – Representa cerca de 90% da HbA e não está ligada a carboidratos.
– HbA₁ – Corresponde a 5% a 7% da HbA e está ligada a carboidratos, sendo denominada hemoglobina glicada (Ghb), importante para o monitoramento do controle glicêmico.
– HbA₂ – Responde por aproximadamente 2% da hemoglobina total e contém cadeias delta (δ) em vez de beta (β).

A fração HbA tem grande importância clínica, pois suas subfrações são usadas no diagnóstico e acompanhamento de distúrbios metabólicos, como a diabetes mellitus. Entre essas subfrações, destacam-se:
– A1ab: Faz parte da hemoglobina glicada HbA e inclui hemoglobinas modificadas por ligações com diferentes carboidratos. A HbA1b, por exemplo, está associada a carboidratos de estrutura ainda não completamente identificada.
– La1c (Lábil): É a forma instável da hemoglobina glicada. Ela se forma quando a glicose se liga ao grupo Nterminal da valina na cadeia beta da hemoglobina adulta (HbA), originando inicialmente uma base de Schiff instável, conhecida como hemoglobina lábil. Essa forma reflete variações agudas da glicose, sendo um estágio transitório antes da conversão para a forma estável. Além disso, a presença da hemoglobina lábil pode atuar como um fator interferente nos resultados da dosagem de HbA1c, impactando a precisão das medições laboratoriais.
– SA1c (Estável): É a forma estável da hemoglobina glicada. Conforme os eritrócitos circulam, a estrutura passa por uma reação chamada rearranjo de Amadori, tornando-se uma cetoamina estável, sendo essa a fração HbA1c, amplamente utilizada no controle da glicemia.

A hemoglobina fetal (HbF) é uma forma especial de hemoglobina predominante em fetos e recém-nascidos. Sua principal função é facilitar a transferência de oxigênio da mãe para o bebê, pois apresenta uma afinidade maior pelo oxigênio do que a hemoglobina adulta (HbA). Com o crescimento da criança, a HbF é gradualmente substituída pela HbA. No entanto, em algumas condições genéticas e hematológicas,
como talassemias e anemia falciforme, os níveis de HbF podem permanecer elevados.

Devido à sua importância clínica, a hemoglobina e suas frações têm sido amplamente estudadas, resultando no desenvolvimento de diversos métodos laboratoriais para a quantificação da HbA1c, como a Cromatografía Líquida de Alta Performance (HPLC), imunoensaios turbidimétricos e eletroforese, entre outros. A escolha do método ideal deve considerar a relação custo-benefício, bem como suas características analíticas, incluindo o registro junto à ANVISA e a certificação pelo NGSP (National Glycohemoglobin Standardization Program).

Entre os métodos certificados, destacam-se o imunoensaio turbidimétrico e o HPLC por troca catiônica, que oferecem maior precisão e confiabilidade na análise dos níveis de HbA1c.

Embora seja uma técnica amplamente utilizada, a turbidimetria não permite a identificação das diferentes frações da hemoglobina em um único ensaio, fornecendo informações apenas sobre um parâmetro por vez. Isso pode dificultar a análise global e a distinção de interferências entre as frações da hemoglobina, limitando sua aplicação principalmente ao monitoramento geral da glicemia.

Por outro lado, o HPLC oferece uma visão mais abrangente do perfil da hemoglobina, permitindo a detecção de variantes patológicas e suas possíveis interferências, o que o torna uma ferramenta valiosa tanto para o diagnóstico quanto para o monitoramento clínico.

No entanto, estudos que compararam as duas metodologias demonstraram uma boa correlação e concordância entre elas (r = 0,978, p < 0,001), desde que respeitadas suas limitações e considerando exclusivamente a análise da HbA1c. Além disso, não foram observadas diferenças sistemáticas ou proporcionais entre os métodos, reforçando sua aplicabilidade clínica.

Como solução eficiente para automação de exames de HbA1c, o método HPLC se destaca com os modelos HB- 20 e HB-100 da linha Vercentra, fornecidos pela Centerlab. Esses equipamentos oferecem alta produtividade e eficiência, incorporando um método rastreável ao IFCC/NGSP, garantindo a precisão e padronização dos resultados.

Figura 2: HB-20 e HB-100

HB-20

HB-100

Fonte: https://www.centerlab.com/vercentra?_q=vercentra&map=ft

Bibliografias:
Moreira RO, Papelbaum M, Appolinario JC, Matos AG, Coutinho WF, Meirelles RMR, et al.. Diabetes mellitus e depressão: uma revisão sistemática. Arq Bras Endocrinol Metab [Internet]. 2003Feb;47(1):19–29. Available from: https://doi.org/10.1590/S0004-27302003000100005

Muzy, Jéssica et al. Prevalência de diabetes mellitus e suas complicações e caracterização das lacunas na atenção à saúde a partir da triangulação de pesquisas. Cadernos de Saúde Pública [online]. v. 37, n. 5 [Acessado 17 Setembro 2024] , e00076120. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0102-311X00076120>. ISSN 1678-4464. https://doi.org/10.1590/0102-311X00076120

Sumita NM, Andriolo A. Importância da hemoglobina glicada no controle do diabetes mellitus e na avaliação de risco das complicações crônicas. J Bras Patol Med Lab [Internet]. 2008Jun;44(3):169–74. Available from: https://doi.org/10.1590/S1676-24442008000300003

Bem AF de, Kunde J. A importância da determinação da hemoglobina glicada no monitoramento das complicações crônicas do diabetes mellitus. J Bras Patol Med Lab [Internet]. 2006Jun;42(3):185–91. Available from: https://doi.org/10.1590/S1676-24442006000300007

Schiaveto, E. C., Vidotto, A., Siqueira, F. A. M., Naoum, P. C., Fett-Conte, A. C., & Bonini-Domingos, C. R.. (2002). Hemoglobina Köln diagnosticada em programa de triagem neonatal em São José do Rio Preto, SP. Revista Brasileira De Hematologia E Hemoterapia, 24(1), 41–44. https://doi.org/10.1590/S1516-84842002000100008

Melo, L. M. S., Siqueira, F. A. M., Conte, A. C. F., & Domingos, C. R. B.. (2008). Rastreamento de hemoglobinas variantes e talassemias com associação de métodos de diagnóstico. Revista Brasileira De Hematologia E Hemoterapia, 30(1), 12–17. https://doi.org/10.1590/S1516-84842008000100006

Goyal R, Sardana V. Labile Hemoglobin – A Biochemical Entity. J Clin Exp Invest. 2020;11(1):em00732. https://doi.org/10.5799/jcei/6340

Costa, R. M., Pina, A. P., de Carvalho, A. S., Tunes, U. da R., & Tunes, R. S. (2020). USO DA HEMOGLOBINA GLICADA NO DIAGNÓSTICO DE DIABETES MELLITUS – REVISÃO DE LITERATURA USE OF GLYCATED HEMOGLOBIN IN THE DIAGNOSIS OF DIABETES MELLITUS – LITERATURE REVIEW. Revista Da Faculdade De Odontologia Da Univeridade Federal Da Bahia, 50(1), 79–87. https://doi.org/10.9771/revfo.v50i1.3712

Exames laboratoriais de rotina pré-natal

Exames laboratoriais de rotina pré-natal

Durante a gravidez são realizados diferentes exames para acompanhar o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe. Esse acompanhamento é conhecido como pré-natal e é feito pelo médico obstetra desde a
gestação ao período pós-parto, o puerpério. A mulher grávida deve iniciar o pré-natal tão logo descubra ou desconfie que esteja grávida, preferencialmente até a 12ª semana de gestação.

Os principais exames a serem realizados durante o pré-natal são:

Tipagem sanguínea e fator Rh: identifica seu tipo de sangue. Se a gestante tem Rh negativo e o pai do bebê tem Rh positivo, ela deve fazer um outro exame durante o pré-natal, o Coombs Indireto. Após o nascimento, caso o bebê tenha Rh positivo, a mulher deverá tomar uma vacina em até 3 dias após o parto, para evitar problemas na próxima gestação. Você tem direito a essa vacina pelo SUS;

Hemograma: identifica problemas como, por exemplo, anemia (falta de ferro no sangue), que é comum na gravidez e deve ser tratada;

Eletroforese de hemoglobina: identifica a doença falciforme ou a talassemia, que são hereditárias e requerem cuidados especiais na gravidez;

Glicemia: mede a quantidade de açúcar no sangue. Se estiver alta, pode indicar diabetes, que deve ser cuidada com dieta, atividade física e uso de medicamentos;

Exame de urina e urocultura: identificam a presença de infecção urinária, que deve ser tratada ainda durante o pré-natal;

Teste rápido de sífilis e VDRL: identificam a sífilis, doença sexualmente transmissível que pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez. Em caso de teste positivo, a gestante e seu parceiro devem ser
tratados o mais rápido possível;

Testes de HIV: identificam o vírus causador da aids, doença que compromete o sistema de defesa do organismo, provocando a perda da resistência e da proteção contra outras doenças. Pode ser transmitido da
mãe para o filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maior a chance de a mulher e seu bebê ficarem saudáveis;

Testes para hepatite B (AgHBs): identificam o vírus da hepatite B, que pode passar da mãe para o bebê durante a gravidez. Caso você tenha o vírus, seu bebê poderá ser protegido se receber a vacina e a
imunoglobulina para hepatite B nas primeiras 12 horas após o parto;

Teste rápido para hepatite C (anti-HCV): identifica o contato prévio com o vírus da hepatite C, que deve ser confirmado por um outro exame (HCV-RNA);

Reação para toxoplasmose: verifica a presença de imunidade ou infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode ser transmitido pelo contato com o solo contaminado, consumo de carnes
malcozidas ou higienizadas de animais contaminados pelo parasita ou contato desprotegido com fezes de gatos infectados. A toxoplasmose é uma doença infecciosa que aumenta o risco de malformações fetais e
abortamento. O exame também deve ser repetido no segundo e no terceiro trimestres;

Reação para rubéola: a rubéola é uma infecção viral que provoca complicações como abortamento e natimorto, aumenta o risco de malformações congênitas, entre elas perda auditiva, problemas cardíacos e
lesões oculares;

Citomegalovírus: valia a presença de infecções pelo Citomegalovírus, que pode causar problemas no feto, como comprometimento auditivo, de visão ou atraso no desenvolvimento intelectual. O exame deve ser
realizado novamente no segundo e no terceiro trimestres.

2° trimestre
Os seguintes exames devem ser repetidos no segundo trimestre:
– Hemograma completo;
– Sorologia para HIV;
– Reação para toxoplasmose;
– Reação para rubéola;
– Hepatite B e C e citomegalovírus;
– Urina.

3° trimestre
No terceiro trimestre, são, da mesma forma, repetidos os exames de sorologia para HIV, reação para toxoplasmose e rubéola, hepatite, urina e fezes. Outros exames necessários no período incluem:

– Glicemia:entre a 24ª e a 28ª semana é mais comum surgir diabetes gestacional;
– Bactéria estreptococo B:detecta a presença da bactéria estreptococo B, que pode ser transmitida para o bebê durante o parto normal e pode causar pneumonia ou meningite.

Acompanhar a saúde durante a gestação é essencial para segurança da mãe e do bebê. Para isso, é importante conhecer e realizar os exames do pré-natal.

Além dos testes rápidos a Centerlab agora possui linha para exames de quimioluminescência para realização dos testes imunológicos.

A linha Vercentra traz analisadores de bancada com reagentes utilizando éster de acridina como marcador. Garantindo alta especificidade, eficiência e otimização do processamento dos testes.

VERCENTRA CS-1500
– Quimioluminescência direta marcada com éster de acridina;
– Produtividade de até 120 testes/hora;
– 24 posições de amostra com função STAT;
– 15 posições refrigeradas de reagentes (2-8ºC);
– Capacidade de até 130 cubetas para carregamento contínuo.

VERCENTRA CS-3000
– Quimioluminescência direta marcada com éster de acridina;
– Produtividade de até 240 testes/hora;
– 96 posições de amostra com função STAT;
– 24 posições refrigeradas de reagentes (2-8ºC);
– Capacidade de até 1000 cubetas para carregamento contínuo.

 

Referências:
FIOCRUZ,” Principais questões sobre rotina pré-natal” 11/10/2021. https//:portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/principaisquestoes- sobre-exames-de-rotina-do-pre-natal/
MDSAUDE,”Pré-natal, exames laboratoriais da gravidez”, 05/11/2024. https//:mdsaude.com/gravidez/pre-natal-exames/

HPLC: padrão-ouro no diagnóstico de diabetes e na quantificação de HbA1c

HPLC: padrão-ouro no diagnóstico de diabetes e na quantificação de HbA1c

Diabetes é uma doença crônica caracterizada pela incapacidade do corpo de produzir ou utilizar adequadamente a insulina, um hormônio essencial para regular os níveis de glicose no sangue. Existem dois tipos principais:

– Diabetes tipo 1: é uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Geralmente, manifesta-se na infância ou adolescência.

– Diabetes tipo 2: ocorre quando o corpo não utiliza a insulina de maneira eficiente (resistência à insulina) ou não produz insulina suficiente. É mais comum em adultos e está frequentemente relacionado a fatores como obesidade, sedentarismo e predisposição genética.

Além desses, há o diabetes gestacional, que surge durante a gravidez, e condições mais raras, como o diabetes monogênico.

O descontrole dos níveis elevados de glicose pode resultar em complicações graves, como doenças cardiovasculares, renais, problemas de visão e neuropatia. Portanto, o monitoramento da glicose é essencial.

Um aspecto importante sobre essa patologia a ser destacado é a glicação da hemoglobina, que ocorre quando a glicose no sangue se liga, de forma não enzimática, à hemoglobina das hemácias. Uma vez formada, essa ligação é estável e persiste durante toda a vida útil da célula, aproximadamente 120 dias.

Para o acompanhamento dos níveis de glicose, o exame de glicemia em jejum não é suficiente, pois mede apenas o nível de glicose em um momento específico, sem refletir as variações ao longo do dia ou o controle de longo prazo. Por isso, exames como a hemoglobina glicada (HbA1c) são essenciais para fornecer uma visão mais abrangente do controle glicêmico.

O diagnóstico de diabetes por HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência) é amplamente utilizado para medir a HbA1c. Esse exame reflete a média dos níveis de glicose no sangue nos últimos dois a três meses.

No método HPLC, o sangue total em EDTA é analisado com precisão, permitindo a quantificação das diferentes formas de hemoglobina, incluindo a hemoglobina glicada. Nesse processo, a amostra é injetada em uma coluna cromatográfica, onde a fase móvel (líquida) transporta a amostra sob alta pressão através de uma fase estacionária (sólida). Os componentes se separam com base em suas interações com essas fases. Um detector mede os componentes à medida que saem da coluna, gerando um gráfico (cromatograma) que permite identificar e quantificar cada substância. Esse método é altamente confiável, fornecendo resultados precisos sobre o percentual de HbA1c.
Valores de HbA1c acima de 6,5% indicam diabetes, enquanto níveis entre 5,7% e 6,4% sugerem prédiabetes. O HPLC é amplamente utilizado para fornecer dados consistentes no diagnóstico e também auxiliar no monitoramento da eficácia do tratamento da doença.

Como uma excelente solução para a automação de exames para a determinação de HbA1c por meio do método HPLC, destacam-se os modelos HB-20 e HB-100 da linha Vercentra, fornecidos pela Labtest.

Esses equipamentos oferecem alta produtividade e eficiência, incorporando um método rastreável ao IFCC/NGSP. Possuem controle contínuo da velocidade do líquido, o que assegura precisão elevada nos resultados, excelente repetibilidade e facilidade de operação. Além disso, são compactos, com boa capacidade de processamento de amostras on-board, leitura de código de barras e um software com interface amigável.
O monitoramento é fundamental para a aplicação eficaz de estratégias que mantêm a glicose em níveis saudáveis e para o acompanhamento da doença. Ele desempenha um papel crucial na promoção da saúde a longo prazo e na prevenção de complicações associadas ao descontrole glicêmico.

Bibliografias:
Moreira RO, Papelbaum M, Appolinario JC, Matos AG, Coutinho WF, Meirelles RMR, et al.. Diabetes mellitus e depressão: uma revisão sistemática. Arq Bras Endocrinol Metab [Internet]. 2003Feb;47(1):19–29. Available from: https://doi.org/10.1590/S0004-27302003000100005

Muzy, Jéssica et al. Prevalência de diabetes mellitus e suas complicações e caracterização das lacunas na atenção à saúde a partir da triangulação de pesquisas. Cadernos de Saúde Pública [online]. v. 37, n. 5 [Acessado 17 Setembro 2024] , e00076120. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0102-311X00076120>. ISSN 1678-4464. https://doi.org/10.1590/0102-311X00076120.

Sumita NM, Andriolo A. Importância da hemoglobina glicada no controle do diabetes mellitus e na avaliação de risco das complicações crônicas. J Bras Patol Med Lab [Internet]. 2008Jun;44(3):169–74. Available from: https://doi.org/10.1590/S1676-24442008000300003

Bem AF de, Kunde J. A importância da determinação da hemoglobina glicada no monitoramento das complicações crônicas do diabetes mellitus. J Bras Patol Med Lab [Internet]. 2006Jun;42(3):185–91. Available from: https://doi.org/10.1590/S1676-24442006000300007

A Importância dos Eletrólitos

A Importância dos Eletrólitos

Os eletrólitos têm um papel importante na manutenção da homeostase no organismo. Nos mamíferos, os líquidos e eletrólitos estão distribuídos nos compartimentos intra e extracelular, cuja manutenção de volume e composição, é essencial para processos metabólicos fundamentais à vida. Por serem moléculas ionizadas, os eletrólitos adquirem cargas negativas (ânions) ou positivas (cátions) sendo responsáveis por regular a pressão osmótica. O sódio, o potássio, cálcio e o cloro são eletrólitos típicos encontrados no organismo. Esses são componentes essenciais de fluidos corporais, como sangue e urina e, ajudam a regular a distribuição de água ao longo do organismo além de desempenhar um papel importante no equilíbrio ácido básico. O rim é o órgão mais importante na regulação do volume e da composição dos fluidos corporais, mesmo que outros órgãos como o coração, o fígado, os pulmões e a glândula pituitária ajudem a manter o equilíbrio eletrolítico. Considerando os fluídos corporais, o sódio (Na+ ) é o principal cátion extracelular, o potássio (K+ ) é o principal cátion intracelular e o cloro (Cl- ) é o principal ânion extracelular. Eles desempenham papéis essenciais no funcionamento do corpo.

Os níveis de eletrólitos podem ser medidos através de exames de sangue e urina. Esses exames são geralmente feitos para diagnosticar e monitorar doenças relacionadas ao equilíbrio eletrolítico, como insuficiência e outros.

A falta de eletrólitos pode ocorrer devido a uma dieta pobre, desidratação, diarreia, vômitos, suor excessivo e uso de diuréticos. Em casos de desidratação, é importante repor os eletrólitos ingerindo líquidos ricos em eletrólitos como água com sal, sucos de frutas, caldos, água de coco, soro caseiro, e até mesmo bebidas esportivas. Além disso, os suplementos de eletrólitos também estão disponíveis e podem ser usados em casos de desidratação extrema, como durante exercícios extenuantes ou em climas quentes.

Os Eletrólitos tem um papel fundamental em nosso corpo, os principais são:
1- Equilíbrio de Fluidos:
Os eletrólitos regulam o movimento de água dentro e fora das células, garantindo o equilíbrio hídrico do corpo.

2- Função muscular e nervosa:
Eles são cruciais para a transmissão de impulsos nervosos e contração muscular, permitindo movimentos e reações.

3- Manutenção de PH sanguíneo:
Os eletrólitos ajudam a controlar o pH do sangue, mantendo-o dentro da faixa ideal para o funcionamento das células.

4 Equilíbrio ácido-básico:
Eles participam da regulação do equilíbrio ácido-básico do corpo, garantindo o funcionamento adequado de diversas funções.

Os Principais eletrólitos sanguíneos são:

– Sódio (Na+) regula o volume de água no sangue e a pressão arterial.

– Potássio (k+) essencial para a função muscular.

-Cloro ( Cl-) participa da manutenção do equilíbrio ácido-básico e do volume de água.

– Cálcio ( Ca2+) importante para a saúde óssea, coagulação sanguínea e função muscular.

A Centerlab possui uma linha completa de equipamento de íons seletivos para dosagem dos eletrólitos. O aparelho de íons seletivos é um equipamento capaz de analisar eletrólitos, principio baseia-se na potenciometria. Consiste em equipamento ou módulo dedicado com uso de eletrodos específicos ao eletrólitos, por onde as amostras passam e são medidas as diferenças de potenciais. São capazes de determinar o sódio, potássio, cálcio, pH, cloro em amostras de sangue, soro, urina. O método de íon seletivo a amostra não necessita de preparo antes da testagem (com exceção da urina). Ele é rápido, fácil de usar e preciso, e pode testar vários parâmetros ao mesmo tempo.

Audlyte ISE 5 Labtest

AudLyte é uma linha de analisadores de alta precisão e desempenho, adaptável a diferentes rotinas, com packs de reagentes únicos e de fácil instalação.

Trabalho ininterrupto
O modo de trabalho ininterrupto da linha AudLyte é perfeito para amostras de emergência. Não importa a situação, você pode confiar na eficiência contínua do seu laboratório.

Eletrodos de alto desempenho
Com os analisadores AudLyte, você conta com eletrodos de alto desempenho e programas de calibração exclusivos, minimizando erros sistemáticos.

Amostragem automáica de elevação.
O sistema de amostragem da linha AudLyte inclui uma função de limpeza de circuito após cada análise, minimizando interferências durante a mensuração de amostras de soro, plasma, urina e sangue total.


Bibliografias:
– https://www.gasomex.com.br
– https://www.msdmanuals.com
– Manual we 300 Wama
– https://www.ecycle.com.br > eletrolítos