por CenterLab | jul 18, 2019 | Informativos
Imagem site da Kasvi
A biópsia é um procedimento muito comum na prática médica, no entanto, ainda existe uma ampla parcela de pacientes que nutre certo temor a respeito do exame por ser uma prática pouco entendida por grande parte da população. Ao contrário do que a maioria acredita, a solicitação de uma biópsia nem sempre significa suspeita de câncer.
A biópsia é indicada tanto em enfermidades simples, como as verrugas, como nas mais graves, como o câncer. Mas também pode ajudar no diagnóstico de doenças infecciosas, determinando o agente causal. Em doenças autoimunes, ajuda a confirmar ou informar as alterações esperadas em órgãos ou tecidos. Uma biópsia também pode ajudar a avaliar a gravidade da lesão e a evolução do tratamento. Em lesões de malignidade suspeita ou confirmada, ajuda a estabelecer o grau histológico de neoplasia e a determinar a natureza, taxa de crescimento e agressividade do tumor, ajudando a elaborar o plano do tratamento e a prever o prognóstico da doença.
COMO É FEITA A BIÓPSIA?
Em geral as biópsias são realizadas sem necessidade de internação. Uma biópsia bem-feita começa com uma adequada coleta do material. O profissional deve escolher a melhor área da lesão a ser coletada, a extensão correta de coleta e o material a ser colhido. O material colhido deverá ser conservado em solução de formol e posteriormente enviado a um laboratório de patologia, para avaliação e emissão de um laudo histopatológico.
PREPARO DA AMOSTRA:

Imagem site da Kasvi
1 – Começa-se por colocar o tecido num fixador que evitará qualquer deterioração. Depois, a amostra será desidratada e embebida em parafina para que se preservem as células e a estrutura.
2 – Quando o tecido já está incorporado, corta-se o bloco de parafina com o tecido embebido em fatias mais finas do que uma fração de um cabelo humano. Estas fatias finas são colocadas numa lâmina de vidro, retira-se a parafina do tecido e, depois, utilizam-se corantes diferentes para identificar as estruturas celulares distintas e suas características especiais.
3 – No diagnóstico da patologia o processo de coloração inicial designa-se por hematoxilina & eosina (H&E) – e permite corar diferentes células e estruturas tornando-as visíveis ao microscópio. O patologista pode, assim, detectar o crescimento irregular das células e determinar o próximo passo do tratamento.
Na maior parte dos casos é possível obter um diagnóstico somente com a coloração H&E, mas há casos em que são necessárias colorações especiais. Estas colorações especiais podem detectar, por exemplo, certas quantidades de proteínas que indicam a probabilidade de um doente responder a determinados tratamentos.
Os prazos necessários para que se possa produzir esses laudos variam de acordo com o tipo de lesão, do material a ser analisado e o procedimento técnico adotado. O prazo médio oscila entre sete e quatorze dias, podendo chegar a um mês em casos de exames mais sofisticados.
TIPOS DE BIÓPSIA
O tipo de biópsia a ser realizado depende do tipo de lesão, do órgão a ser estudado, da hipótese diagnóstica e de condições pessoais do paciente:
– Biópsias externas: Quando feitas em lesões superficiais, geralmente salientes na pele ou mucosas.
– Biópsias interna: Feitas por incisão ou punção às cegas ou guiadas por ultrassonografia ou por endoscopia.
– Biópsias extemporânea ou perioperatórias: Feitas durante uma cirurgia.
– Biópsias incisionais: Quando é retirada apenas uma parte da lesão.
– Biópsias excisionais: Quando é retirada a lesão inteira.
– Biópsias por aspiração: Quando o material a ser examinado é aspirado por uma seringa ou instrumento semelhante. Este tipo de biópsia se divide em dois tipos:
Punção e aspiração com agulha fina (PAAF): Esta punção retira células e líquidos de tumores, com frequência de glândulas como a tireoide ou a mama. Este exame é rápido e não é muito doloroso, podendo ser realizado sem anestesia. A desvantagem deste tipo de biópsia é que por ser uma agulha fina, pouco material pode ser recolhido e a precisão é baixa.
Punção e aspiração com agulha grossa (PAAG): Diferente da anterior, este tipo de punção utiliza uma agulha mais grossa, capaz de remover pedaços de mais de 1 cm. É usada anestesia local para a inserção da agulha e de três a seis amostras glandulares são retiradas para precisão do diagnóstico.
– Biópsia Líquida: O recente interesse por ácidos nucleicos do sangue abriu novas áreas de investigação e possibilidades para o diagnóstico molecular. Em oncologia, alterações genéticas derivadas de tumor, alterações epigenéticas e ácidos nucleicos virais são encontrados no plasma/soro de pacientes com câncer. Esses achados têm importantes implicações para a detecção, o monitoramento e o prognóstico de muitos tipos de cânceres. A caracterização molecular do tumor de um paciente para orientar as decisões de tratamento é cada vez mais aplicada em cuidados clínicos e pode ter um impacto significativo no resultado da doença.
A medicina personalizada para pacientes com câncer visa adequar as melhores opções de tratamento para o indivíduo no momento do diagnóstico e durante o tratamento. Uma dessas abordagens é feita por meio da biopsia líquida, na qual a composição genética do tumor pode ser avaliada pela amostra de biofluidos. As biopsias líquidas têm o potencial de ajudar os oncologistas a rastrearem a doença, estratificar os pacientes para adoção do melhor tratamento e monitorar a resposta à terapêutica e os mecanismos de resistência no tumor. Sua natureza não invasiva permite repetir a amostragem para monitorar a quantificação ou a ausência do DNA tumoral ao longo do tempo, sem a necessidade de uma biopsia tecidual.
Fonte: Site Kasvi
por CenterLab | jul 9, 2019 | Informativos

Hemocultura Automatizada x Hemocultura Manual
O sangue humano circulante é estéril, mas no transcorrer de algumas doenças infecciosas, eventualmente, o sangue pode ser invadido por microrganismos. Uma invasão passageira da corrente sanguínea é denominada bacteremia, ao passo que, a situação em que o microrganismo além de invadir se multiplica na corrente circulatória denomina-se septicemia.
A hemocultura é um exame utilizado na detecção de bactérias no sangue através do uso de meios de culturas específicos. Sabe-se que a partir do sangue as bactérias podem atingir qualquer sítio do organismo, produzindo o que se chama de focos infecciosos, podendo agravar o quadro clínico prolongando, o tempo de hospitalização ou até mesmo levar a óbito. Igualmente, outros fluídos biológicos estéreis (líquor, líquido pleural, líquido de ascite, entre outros) podem ser representativos para o diagnóstico e monitoramento de infecções graves.
Do ponto de vista epidemiológico, pode-se considerar o S. aureus como uma das principais bactérias responsáveis pela bacteremia e septicemia, sendo que o isolamento precoce desses organismos é de extrema importância na escolha da terapia adequada, aumentando a chance de recuperação do paciente. Visto isso, a Centerlab em parceria com a Laborclin possui uma linha de hemoculturas destinadas ao isolamento em amostras de sangue e líquidos estéreis.
Os métodos manuais atendem aos requisitos necessários para detecções desses microrganismos, através de meios de cultura líquidos enriquecidos, contendo SPS (anticoagulante) capaz de inibir a coagulação do sangue, sem inibir o crescimento microbiano, além da presença de CO2 facilitando o crescimento anaeróbico. Porém ciente da gravidade e importância nos hospitais de resultados mais precisos e rápidos, a Laborclin investe em tecnologia trazendo um equipamento para hemocultura automatizada, denominado Bactime.
A hemocultura automatizada traz para sua análise a segurança do resultado e praticidade na sua rotina, pois aumenta a eficiência operacional apresentando uma técnica segura de monitoramento contínuo e fluxo de trabalho padronizado, além de redução dos custos na mão de obra de reprocesso.

O Bactime, hemocultura automatizada, reúne as vantagens já conhecidas neste método somando a inovações como:
– Indicador de positividade reagente a CO2 e a alterações de pH, dobrando a eficiência e reduzindo o tempo de positivação;
– Frascos totalmente em plástico de alta resistência;
– Rótulos em português com marcação de volume;

Frasco Verde: Aeróbico Adulto.
Frasco Amarelo: Aeróbico e Anaeróbico Pediátrico.
Frasco Roxo: Anaeróbico Adulto.
Frasco Laranja: Aeróbico especial Adulto (Suplementado e enriquecido para recuperação de microrganismos aeróbicos deficientes e microrganismos fastidiosos, excelente recuperação de Fungos).
– Baixo volume de amostra, permitindo um número de coletas sem prejudicar a volemia do paciente ou diminuir a capacidade de crescimento dos microrganismos;
– Volumes de coleta específicos para frascos adultos e pediátricos;
– Computador integrado, Tela Touchscreen, Software intuitivo e totalmente em português;
– Alarmes e identificadores de amostras positivas e negativas na tela, na porta e na parte interna do equipamento;
– Dois controladores de temperatura, para garantir a estabilidade da incubação;
– Tempos de leitura programáveis pelo usuário (leituras a cada 1 minuto até leituras a cada 1 hora), sendo o tempo da próxima leitura informado na tela do software;
– Gráficos representando os resultados das leituras, realizadas a partir de um algoritmo primário e aferida por dois algoritmos secundários, com tempo de positivação da amostra;
– Descrição completa de cada leitura realizada pelo equipamento, com data, hora e resultado;
– Relatórios práticos e usuais, como tempo médio de positividade ou quantidades de amostras positivas em determinado período;
– Possibilidade de emitir relatórios por local/setor/leito, definindo o índice de positividade em determinado setor do hospital ou índice de contaminação em uma unidade de coleta;

– Tempo e temperatura de incubação definidos pelo usuário, conforme o protocolo adotado pelo laboratório;
– Manutenção simples, apenas limpeza (interna e externa) e monitoramento da temperatura;
– Leitores individuais de LED. Como cada posição contém um leitor, caso apresente defeito, os demais continuarão funcionando, até que a manutenção seja realizada;
– Método de checagem dupla por reflectância. Cada posição possui dois emissores e dois receptores LED;
– Fácil visualização dos frascos positivos por diferença de cor. Indicador de positividade reagente a CO2 e a alterações de pH, dobrando a eficiência e reduzindo o tempo de positivação de amostras positivas;
– Resina de adsorção polimérica e resina catiônica no mesmo frasco, garantindo uma maior ligação com antibióticos e o
aumento da positividade das amostras;

– Troca catiônica – Resina de troca catiônica, fortemente ácida, liga-se ionicamente aos antimicrobianos de carga positiva, como os aminoglicosídeos;
– Adsorção polimérica – Resinas de adsorção polimérica ligam-se as regiões hidrofóbicas de praticamente todos os antimicrobianos.
A Centerlab em parceria com a Laborclin, mantendo sempre o espirito inovador de grande qualidade e acessível a todos nossos clientes independente de seu porte, tem a grande satisfação de disponibilizar um excelente equipamento para a execução de hemoculturas automatizadas. Tornando uma ferramenta de saúde pública importante com tecnologia que agrega muito a qualidade das análises, informações a CCIHs (Comissão de Controle de Infeção Hospitalar), rapidez de resposta aos médicos, correta antibioticoterapia e menor tempo de internação aumentando o fluxo dos pacientes, reduzindo custos hospitalares e acima de tudo promovendo melhor bem estar e assistência aos nossos pacientes.
Para ter mais informações sobre os benefícios que o BacTime oferece, acesse o link: https://conteudo.centerlab.com/beneficios-bactime?fbclid=IwAR3ZKqe26J_CFhEZ6dr0IO4SKYNMszcH2okR9-wgaupRLfLsufNZzqY0SEY
Referências:
-http://www.rbac.org.br/artigos/estudo-comparativo-entre-hemocultura-automatizada-e-manual-em-um-laboratorio-do sudoestedo-parana-brasil-48n-3/
– https://www.laborclin.com.br/wp-content/uploads/2019/06/BacTime_Frascos_530150_530151_530152_530153.pdf
– https://www.laborclin.com.br/hemocultura-automatizada/
por CenterLab | jun 4, 2019 | Informativos
A microbiologia ambiental é o estudo da genética, fisiologia, interações e funções dos microrganismos no ambiente. Neste caso, o solo, a água, o ar e os sedimentos que cobrem o planeta que podem incluir os animais e plantas que habitam essas áreas. A microbiologia ambiental também estuda microrganismos existentes em ambientes artificiais, como biorreatores. Os microrganismos possuem uma diversidade bioquímica, o que torna esse grupo tão complexo e diversificado entre si. Uma espécie de bactéria pode possuir diversas cepas com diferentes metabolismos químicos e enzimáticos. O objetivo da microbiologia ambiental é utilizar esse conhecimento para manter a qualidade ambiental e contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade moderna.
LITERALMENTE COBREM O PLANETA
A vida microbiana é incrivelmente diversificada e os microrganismos cobrem literalmente o planeta. Estima-se que conheçamos menos de 1% das espécies microbianas da Terra. Microrganismos podem sobreviver em alguns dos ambientes mais extremos do planeta: alguns conseguem sobreviver a altas temperaturas, frequentemente acima de 100 ° C, como os encontrados em gêiseres, fumarolas negras (fonte hidrotermal comum em fundos de lagos e lagoas quentes e oceanos) e poços de petróleo. Alguns são encontrados em habitats extremamente frios, outros em águas salinas, ácidas ou alcalinas.
Um grama de solo pode conter aproximadamente um bilhão (1.000.000.000) de micróbios, que contém alguns milhares de espécies. Microrganismos têm impacto especial em toda a biosfera. Em alguns tipos de ecossistemas, eles se fazem fundamentais. Por exemplo em zonas onde a luz não pode se aproximar. Em tais zonas, estão presentes bactérias quimiossintéticas que fornecem energia e carbono aos outros organismos. Alguns micróbios são decompositores e têm capacidade de reciclar outros nutrientes, assumindo um papel especial nos ciclos biogeoquímicos. As reações químicas das bactérias envolvem quebra de substâncias químicas ou síntese de novos compostos, estão relacionadas às modificações no ambiente, poluição, competitividade entre microrganismos em um nicho até em estratégia de sobrevivência dentro do hospedeiro. As bactérias, em especial, são de grande importância no sentido da sua relação simbiótica (positiva ou negativa) e os efeitos sobre o ecossistema.
GANHANDO ESPAÇO
Esses “microrganismos do bem” ganharam seu espaço e são “produtos” de valor inestimável. No Brasil, com problemas ambientais crônicos e diversificados, a Microbiologia Ambiental ainda está em expansão e necessita de maior integração com ecologistas, geneticistas, químicos e biotecnologistas, visando à resolução de problemas emergentes de qualidade ambiental.
Apesar dos progressos alcançados nos últimos anos que surgiram para complementar o estudo dessas comunidades microbianas, como o emprego de softwares, algoritmos e pipelines robustos e de alta capacidade de processamento, ainda são as ferramentas da biologia molecular atual que englobam uma série de tecnologias baseadas em DNA e novos métodos para o estudo de RNA e proteínas extraídas de amostras ambientais, que nos proporcionam a melhor compreensão desses seres. Atualmente, há uma grande ênfase na aplicação de abordagens “ômicas” (genômica, transcriptômica, proteômica e metabolômica) para determinar as identidades e funções de micróbios que habitam diferentes ambientes.
GENÔMICA
Corresponde à aquisição dos dados referentes ao genoma, à sequência completa do material genético, isto é, do DNA de um organismo.
Desafios computacionais
A qualidade dos dados gerados pelos sequenciadores da nova geração (NGS) é crucial quando se lida com as enormes quantidades de dados gerados. Na qual cada plataforma tem seus próprios desvios sistemáticos que precisam ser considerados no projeto e análise de dados.
TRASCRIPTÔMICA
É o conhecimento do transcriptoma (RNAs) requeridos pelas células. Os RNAs determinam quais são os genes que estão sendo expressos e como o nível de expressão pode mudar durante a vida do organismo, diferentemente do DNA que se mantém estático, demonstrando grandes variações entre as células dos organismos, expressão diferencial.
Desafios computacionais
Os conjuntos maiores de dados permitirão uma determinação mais precisa dos níveis de transcrição e estatísticas associadas, mas vai aumentar o risco de dilúvio de dados. Finalmente, a visualização, análise e interpretação exigirão níveis significativos de perícia, e também exige habilidades de programação.
PROTEÔMICA
Refere-se a análise sistemática de proteínas. Ela complementa outras tecnologias “Ômicas”, em elucidar a identidade das proteínas de um organismo, e compreender suas funções.
Desafios computacionais
Uma mensagem clara emergindo da literatura recente proteômica é a necessidade de ferramentas de software robusta para processamento de dados, cujo desenvolvimento está atrasado em relação aos avanços substanciais na instrumentação e metodologias.
METABOLÔMICA
Envolve a análise quantitativa e qualitativa imparcial do conjunto completo de metabólitos presentes nas células, fluidos e tecidos corporais (o metaboloma).
DESAFIOS COMPUTACIONAIS
A metabolômica lida com grandes conjuntos de dados, ferramentas computacionais sofisticadas são vitais para a análise eficiente e de alto rendimento, para eliminar a distorção sistemática e explorar resultados biologicamente significativos.
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Mais do que nunca, a Microbiologia Ambiental hoje faz parte do cenário científico mundial como uma área de estudos fundamental e inserida em diversos temas de grande importância, como biorremediação, biocatálise, biocombustíveis, controle biológico, fertilizantes, dentre outros.
Fonte: Kasvi
Microbiologia Agrícola
Abrange as áreas de fitopatologia da parte aérea, fitopatologia de raízes, qualidade/sanidade de sementes, microrganismos benéficos e a coleção de microrganismos. Pode, por exemplo, fazer a diagnose de doenças relacionadas ao arroz ou feijão utilizando ferramentas tradicionais e moleculares. Identificação de patótipos e o estudo de populações de fitopatógenos, suporte na identificação de fontes de resistência, a seleção e a caracterização de inimigos naturais desses fitopatógenos, além da seleção e caracterização de microrganismos fixadores biológicos de nitrogênio.
Biorremediação
Muitos compostos, comprovadamente tóxicos, têm sido introduzidos no meio ambiente pela atividade humana. A exposição a estes contaminantes causa riscos, tanto ao ambiente como à saúde humana. Por esta razão, entender estes riscos e desenvolver técnicas de remediação tornam-se de extrema importância. Neste contexto, a biorremediação é um processo biológico que ocorre naturalmente pela ação de bactérias, fungos e plantas que serve para degradar, transformar e/ou remover compostos orgânicos sintéticos de uma matriz ambiental, como água ou solo. Para a correta avaliação destes processos, uma combinação de métodos químicos e biológicos normalmente é utilizada. Os processos de atenuação natural podem ser iniciados ou acelerados através da manipulação das condições ambientais tornando-as favoráveis para que a comunidade microbiana presente no local degrade o poluente, seja através da adição de nutrientes específicos ou pela adição de comunidades específicas.
Microbiologia da Água
A análise microbiológica da água é, sem dúvida, muito importante, pois identifica a presença de microrganismos patogênicos. A presença de bactérias pode indicar a contaminação fecal, seja por fezes de humanos ou animais. Muitas vezes é um indício de contaminação por esgoto.
A grande preocupação é que podem causar diversas doenças, como diarreia, febre tifoide e infecção intestinal, levando inclusive à morte. O consumo de água contaminada ou seu uso na preparação de alimentos pode resultar em novos casos de infecção.
Uma das principais questões de saúde pública é a qualidade da água oferecida aos consumidores. Em todo mundo a água contaminada, associada à falta de saneamento básico, mata cerca de 1,6 milhões de pessoas durante o ano. Segundo o Ministério da Saúde, o custo gerado para o tratamento de doenças transmitidas por águas contaminadas no Brasil é equivalente a US$ 2,7 bilhões por ano.
Biocatálise
A biocatálise é uma área multidisciplinar e sua importância vem se tornando maior a cada dia. Podemos encontrar exemplos de aplicações da biocatálise na fabricação de fertilizantes e defensivos agrícolas, fármacos (química fina), na indústria de processamento de alimentos e de petróleo e etc. É fácil perceber a importância que essa área tem e que seu desenvolvimento é extremamente importante para a fabricação de novos materiais e no melhoramento de processos.
O uso de catalisadores biológicos já data de muito tempo, no entanto, com as novas técnicas de biologia molecular, metodologias de seleção de biocatalisadores e novas abordagens de pesquisa, foram desenvolvidas afim de se obter catalisadores com suas especificidades alteradas bem como a exploração da biodiversidade. Os catalisadores biológicos nativos atualmente disponíveis, em sua maioria apresentam limitações quanto à utilização em processos industriais, sendo este o maior desafio do campo. As limitações encontradas na aplicação sintética de enzimas em sua forma nativa, estão sendo contornadas atualmente através da alteração da estereoespecificidade, termoestabilidade e atividade envolvendo técnicas de biologia molecular de mutações sítio dirigidas ou aleatórias.
Fonte: Kasvi
por CenterLab | maio 15, 2019 | Informativos
Garantir a saúde e o bem-estar dos animais de estimação é uma preocupação para boa parte dos brasileiros, por isso, os exames laboratoriais estão ganhando cada vez mais importância dentro da medicina veterinária
Os animais de estimação muitas vezes são considerados membros da família e, por isso, aqueles que cuidam dos bichinhos não poupam na hora de garantir a saúde e bem-estar de seus pets. Prova disso é que o mercado pet, no Brasil, encontra-se em franca expansão. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), esse segmento faturou mais de R$ 18 bilhões no país, em 2017, tornando-se o terceiro mercado no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Reino Unido.
Neste contexto, como forma de garantir a saúde dos animais e mais precisão nos diagnósticos, as análises laboratoriais acabaram se tornando uma das grandes aliadas na clínica médica e cirúrgica, seja para animais de pequeno ou de grande porte. Segundo o farmacêutico bioquímico Márcio Pacheco de Andrade, diagnosticar doenças em animais pode ser um desafio para os médicos veterinários, uma vez que é mais difícil detectar seus sintomas. Por isso, para garantir um diagnóstico seguro, a realização de exames é importante para que o médico veterinário confirme suas suspeitas.
Treinamento necessário
O laboratório de análises clínicas veterinárias é semelhante ao laboratório utilizado para os exames realizados em humanos. Os profissionais que atuam na área também não são diferentes daqueles encontrados nos laboratórios convencionais. São biomédicos, biólogos, bioquímicos e médicos veterinários, entre outros. Entretanto, é necessário que este profissional tenha um conhecimento específico. Principalmente porque as amostras que chegam a esses laboratórios são de várias espécies (cães, gatos, aves etc.), cada uma com sua particularidade.
“Um laboratório convencional já tem toda a infraestrutura necessária para a realização das análises clínicas veterinárias. Entretanto, o profissional deve estar preparado. Para que as demandas destes novos clientes sejam atendidas, é necessário um investimento mínimo, mas que vai gerar um retorno maior. O profissional precisa estudar, sair da zona de conforto e estar em diálogo constante com o veterinário“, alerta Márcio Andrade.
O farmacêutico bioquímico também explica que, para que um laboratório passe a realizar exames em animais, é preciso seguir as condições legais determinadas pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Além disso, o laboratório deve se ater às normas vigentes do Estado que determinam onde as coletas podem ser feitas dentro do laboratório (alguns Estados exigem que as coletas sejam realizadas em salas separadas, por exemplo).
Clínica humana X clínica veterinária
Assim como nos exames realizados em humanos, os exames em animais também são realizados a partir do pedido de um médico, no caso, o veterinário. Normalmente, os exames mais solicitados são aqueles de rotina, como hemograma, dermatológico, bioquímica, uroanálise e parasitologia.
A metodologia também não é diferente. Segundo Márcio Andrade, o que pode mudar são os valores de referência. “Há muitos mitos a respeito dos exames em animais. Um deles é o de que os aparelhos de hemograma podem entupir ou estragar, caso a amostra seja de animais. Mas isso não é verdade. A realidade é que as análises clínicas humanas e veterinárias são bem parecidas, mas é preciso ter cuidado com as regras e normas de funcionamento dos laboratórios, e o profissional precisa estudar muito para estar preparado para executar esses exames”, ressalta.
Um problema comum são as reclamações vindas das clínicas sobre os resultados entregues pelo laboratório. O que acontece é que boa parte desses erros se concentram na fase de coleta, manuseio e transporte de material.
Fonte: Labtest
por CenterLab | maio 10, 2019 | Informativos
Um dos mercados que mais cresce no mundo é o veterinário, principalmente o de animais de estimação, também chamado de PET. Na contramão da crise econômica brasileira esse mercado cresce a cada ano.
O Brasil já é o segundo maior do mundo em população de cães, gatos e aves ornamentais, sendo o quarto do mundo em população total de animais de estimação segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação.

Fonte: abinpet.org.br
Há cerca de 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos no Brasil. Para se ter uma ideia de proporção, a população de idosos, com mais de 61 anos, não chega a 25 milhões de pessoas, ou seja, somente a população desses dois animais é quase o triplo da população de idosos no país.
Também, segundo a Abinpet, é o terceiro maior do mundo em faturamento, com receita total em 2017 de R$ 20,3 bilhões e crescimento de 7,9%.

Todo esse crescimento gera uma série de oportunidades, seja para os Petshops ou para as clínicas veterinárias.
A realização de exames laboratoriais também cresce junto com esse mercado e é cada vez mais comum ver os médicos veterinários se apoiarem nesses exames para ter um diagnóstico clínico mais rápido e preciso.
A automação desses exames tornou a vida dos veterinários mais simples e trouxe mais agilidade para suas clínicas, seja enviando as amostras para os laboratórios de apoio ou mesmo realizando os exames dentro de casa.
Os equipamentos estão cada vez menores, melhorando sua portabilidade, e com uma gama ainda maior de exames, tanto para o mercado pet, quanto para o agronegócio.
Você conhece todos os exames e equipamentos que já estão disponíveis para o mercado veterinário?
Já pensou em realizar exames laboratoriais para esse público?
Um dos exames mais solicitados é o hemograma, que analisa as células sanguíneas. Se você quiser entender um pouco mais sobre esse equipamento, preparamos um material com sete dicas de como escolher seu analisador hematológico veterinário. Confira nesse link: 7 DICAS
Em um mercado cada vez mais concorrido a diferenciação é fator primordial para o sucesso.
Saia na frente e comece a realizar exames veterinários para você ou para seu mercado.
Boa sorte e bons negócios!
por CenterLab | maio 9, 2019 | Informativos

Automação Laboratorial
Nos últimos anos, a medicina laboratorial vem passando por grandes transformações decorrentes do avanço tecnológico marcante do século XX. A evolução da ciência trouxe à humanidade um avanço na modernização dos processos automatizados, visando redução de custo, uma melhor qualidade dos produtos e uma maior rapidez na produção.
Nas últimas décadas, a introdução da automação na medicina laboratorial foi destacada como a espinha dorsal na busca de eficiência e viabilidade das empresas atuantes nesse setor e expandiu-se em todas as fases dos processos no laboratório clínico: pré-analítica, analítica e pós-analítica.
O constante progresso tecnológico na área laboratorial tem possibilitado a ampliação do número e dos tipos de analitos passiveis de análise, aumentando, significativamente, a importância do laboratório na decisão médica e na tomada de condutas terapêuticas.
O Hemograma
O hemograma avalia as células sanguíneas de um paciente. É o exame mais solicitado pelos médicos, já que através dele é possível obter uma visão geral do indivíduo. Este exame é útil para a investigação de anemias, infecções bacterianas e virais, inflamações, distúrbios plaquetários e até mesmo leucemias. Por isso, os laboratórios clínicos necessitam de agilidade e precisão ao realizar esse tipo de procedimento.
Automação em Hematologia
Atualmente, os laboratórios clínicos realizam hemograma em equipamentos automatizados ou contadores automatizados em hematologia. Para alguns estudiosos, a automação é uma realidade na medicina, pois possibilita analisar maior quantidade de exames com segurança dos resultados e, consequentemente, atender um número maior de pacientes.
A Centerlab sempre em busca de inovações e tecnologia de ponta para o seu laboratório tem o prazer e orgulho de apresentar nosso novo parceiro, trata-se da empresa Japonesa Nihon Kohden.
A Nihon Kohden
A história da Nihon Kohden começou quando o Dr. Ogino fundou a Nihon Kohden, em 1951, com o objetivo de desenvolver avanços tecnológicos que revolucionariam a maneira como os profissionais de saúde combatiam as doenças.
O produto inicial da Nihon Kohden: a primeira unidade de eletroencefalograma (EEG) de oito canais operado por rede elétrica – mudou completamente a monitorização e diagnóstico de anormalidades no cérebro e estabeleceu firmemente a empresa como líder no campo de produtos médicos.
A Nihon Kohden foi pioneira em diversas outras soluções mundialmente conhecidas, como a tecnologia de oximetria de pulso (SpO2), a criação do conceito de monitor multiparamétrico, o primeiro desfibrilador operado à bateria e, recentemente, a ferramenta de débito cardíaco contínuo não invasivo (esCCO), mantendo desde estão o foco da empresa em tecnologia em saúde. Hoje a Nihon Kohden atua em mais de 120 países e regiões do globo.
No mercado de IVD (Diagnostico In Vitro) a Nihon lançou seu primeiro contador automático de células, o modelo MEK- 1100 em 1972. Ao longo dos anos, modelos mais avançados vêm sendo continuamente desenvolvidos. Com isso, a nova linha de analisadores hematológicos automáticos com contagem diferencial de WBC (leucócitos) em três partes (humano e veterinário) e 5 partes, a empresa pretende atender ao exigente mercado brasileiro com equipamentos com tecnologia avançada made in Japan.

Temos o prazer de apresentar a tecnologia dos contadores hematológicos da linha Nihon Konden.
Para o Controle de Qualidade:




Referências:
– CAMPANA, G. A; OPLUSTIL, C. P. Conceitos de automação na medicina laboratorial: revisão de literatura. J Bras Patol Med Lab, vol. 47, n. 2, p. 119-127, abril 2011.
– VIEIRA, K. F. et al. A utilidade dos indicadores da qualidade no gerenciamento de laboratórios clínicos. J Bras Patol Med Lab, vol. 47, n. 3, p. 201-210, junho 2011.
– https://br.nihonkohden.com/
– http://www.scielo.br/pdf/jbpml/v47n2/v47n2a05.pdf