por CenterLab | dez 3, 2025 | Uncategorized
Os exames de sangue são ferramentas poderosas na detecção precoce de doenças e no monitoramento da saúde de maneira geral. Eles oferecem uma visão detalhada sobre o funcionamento do corpo e podem ajudar na prevenção e tratamento de condições sérias. Neste blog, vamos explorar os 10 exames de sangue mais importantes que devem fazer parte da sua rotina de cuidados com a saúde.
O que os exames de sangue podem revelar?
Exames de sangue são capazes de fornecer dados cruciais sobre o funcionamento dos órgãos vitais, como o fígado, os rins e a tireoide. Eles também podem indicar a presença de condições como diabetes, doenças cardíacas e até mesmo alguns tipos de câncer. Além disso, os exames de sangue permitem monitorar a eficácia de tratamentos médicos e avaliar se há desequilíbrios hormonais ou deficiências nutricionais.
Com base nos resultados, o médico pode orientar sobre o acompanhamento necessário e a implementação de medidas preventivas. Conheça agora os principais exames de sangue que ajudam a proteger sua saúde.
1. Hemograma
O hemograma completo é um dos exames mais comuns e fornece informações detalhadas sobre a quantidade e características das células sanguíneas. Ele mede o número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, além de avaliar os níveis de hemoglobina e hematócrito. Alterações no tamanho, formato ou concentração dessas células podem indicar condições de saúde específicas.
- O que revela? Anemias, deficiências nutricionais, leucemias, infecções, doenças inflamatórias e problemas de coagulação.
- Valores normais:
- Glóbulos vermelhos: Masculino: 4,3–5,9 milhões/mm³; Feminino: 3,5–5,5 milhões/mm³
- Hemoglobina: Masculino: 13,5–17,5 g/dL; Feminino: 12,0–16,0 g/dL
- Plaquetas: 150.000–400.000/mm³
2. Glicemia de Jejum
A glicemia de jejum é um exame que mede a concentração de glicose no sangue após um período de jejum de 8 a 12 horas. Ele é fundamental para o diagnóstico de diabetes mellitus, pré-diabetes e outros distúrbios metabólicos relacionados à regulação da glicose.
- O que revela? Alterações no metabolismo da glicose, incluindo diabetes mellitus, pré-diabetes e resistência à insulina. Também pode indicar disfunções endócrinas, como a síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Normal: 70–99 mg/dL
- Pré-diabetes: 100–125 mg/dL
- Diabetes: ≥126 mg/dL (confirmado em pelo menos duas medições ou associado a outros critérios diagnósticos)
3. Colesterol Total e Frações (LDL, HDL, VLDL)
O exame de colesterol total e suas frações mede os diferentes tipos de colesterol no sangue, sendo fundamental para avaliar a saúde cardiovascular e o risco de doenças.
- Colesterol total: Soma o colesterol transportado por todas as lipoproteínas (LDL, HDL e VLDL). Níveis elevados podem indicar maior risco de problemas cardíacos.
- HDL (“colesterol bom”): Retira o excesso de colesterol das artérias, levando-o ao fígado para eliminação. Níveis mais altos são considerados protetores contra doenças cardiovasculares.
- LDL (“colesterol ruim”): Leva o colesterol para os tecidos. Quando em excesso, pode formar placas nas artérias, aumentando o risco de aterosclerose e infarto.
- VLDL: Transporta triglicerídeos e contribui para a formação de LDL. Altos níveis estão associados ao aumento do risco cardiovascular.
- O que revela?
- Riscos de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
- Alterações metabólicas, como dislipidemias e síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Colesterol total: <200 mg/dL
- HDL: ≥60 mg/dL (bom); <40 mg/dL para homens e <50 mg/dL para mulheres (risco aumentado)
- LDL: <100 mg/dL (ideal); <70 mg/dL em casos de alto risco cardiovascular
- VLDL: 2–30 mg/dL
- Nota: Manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios e controlar o peso são fatores importantes para o controle saudável do colesterol.
4. Triglicerídeos
Os triglicerídeos são um tipo de gordura presente no sangue, derivados principalmente da alimentação. Eles são armazenados no tecido adiposo como reserva de energia e transportados na corrente sanguínea. Níveis elevados de triglicerídeos estão associados a um maior risco de problemas metabólicos e cardiovasculares.
- O que revela?
- Doenças cardiovasculares: Concentrações elevadas podem contribuir para a formação de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto e AVC.
- Pancreatite: Quando os níveis estão muito altos (acima de 500 mg/dL), há maior risco de inflamação no pâncreas.
- Condições metabólicas: Como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Normal: <150 mg/dL
- Limítrofe: 150–199 mg/dL
- Alto: 200–499 mg/dL
- Muito alto: ≥500 mg/dL
- Importante: Para resultados precisos, o exame deve ser realizado em jejum de 8 a 12 horas. Fatores como alimentação rica em gordura, consumo de álcool e sedentarismo podem elevar os níveis de triglicerídeos.
5. Hemoglobina Glicada (HbA1c)
O exame de hemoglobina glicada (HbA1c) mede a média dos níveis de glicose no sangue ao longo dos últimos 2 a 3 meses. É amplamente utilizado para avaliar e monitorar o controle do diabetes, ajudando a identificar se os níveis de glicose estão bem controlados ou em risco de descontrole.
- O que revela?
- A eficácia do controle glicêmico em pessoas com diabetes.
- O risco de complicações crônicas, como doenças cardiovasculares, renais e neuropatias.
- Valores de referência:
- Normal: Menos de 5,7%.
- Pré-diabetes: Entre 5,7% e 6,4%.
- Diabetes: 6,5% ou mais (necessário confirmar com outros exames).
- Nota: A HbA1c é especialmente útil porque não depende de jejum e reflete tendências de longo prazo, ao contrário de medições pontuais de glicose. É um bom controle pode reduzir o risco de complicações associadas ao diabetes.
6. Função Hepática (TGO, TGP, Bilirrubinas)
Os exames de função hepática, como TGO (AST), TGP (ALT) e bilirrubinas, são fundamentais para avaliar a saúde do fígado. Eles ajudam a identificar danos nas células hepáticas, inflamações ou obstruções nos canais biliares, além de monitorar doenças crônicas do fígado.
- TGO (AST): Essa enzima está presente no fígado, mas também em outros tecidos, como coração e músculos. Altos níveis podem indicar danos ao fígado ou a outros órgãos.
- TGP (ALT): Essa enzima é mais específica do fígado e, quando elevada, costuma indicar danos diretamente relacionados às células hepáticas.
- Bilirrubinas: Resultam da degradação da hemoglobina e são processadas pelo fígado. Alterações nos níveis podem indicar problemas hepáticos ou condições que afetam a bile ou os glóbulos vermelhos.
- O que revela?
- Lesões ou inflamações no fígado, como hepatites e esteatose hepática (fígado gorduroso).
- Doenças mais graves, como cirrose ou obstruções biliares.
- Outras condições, como anemia hemolítica, que afetam os níveis de bilirrubina.
- Valores de referência:
- TGO (AST): 10–40 U/L
- TGP (ALT): 7–56 U/L
- Bilirrubinas totais: 0,1–1,2 mg/dL
- Nota: Alterações nesses exames geralmente indicam a necessidade de mais investigações para determinar a causa exata.
7. Função Renal (Creatinina, Ureia, Taxa de Filtração Glomerular)
Exames que avaliam a função renal, como a creatinina, a ureia e a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), são importantes para identificar problemas nos rins, muitas vezes antes que sintomas clínicos apareçam. São especialmente indicados para pacientes com histórico de hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares, pois essas condições aumentam o risco de doenças renais.
- Creatinina: Subproduto do metabolismo muscular excretado pelos rins. Níveis elevados indicam que os rins não estão filtrando adequadamente.
- Ureia: Produto da degradação das proteínas, também excretado pelos rins. Níveis elevados podem indicar problemas na função renal ou desidratação.
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG): Reflete a capacidade dos rins de filtrar o sangue. Uma TFG reduzida pode ser um sinal de insuficiência renal, principalmente em estágios iniciais.
- O que revela?
- Doenças renais crônicas ou agudas.
- Diminuição da função renal, podendo evoluir para insuficiência renal.
- Distúrbios relacionados ao metabolismo proteico ou hidratação inadequada.
- Valores de referência:
- Creatinina: 0,6–1,2 mg/dL
- Ureia: 15–45 mg/dL
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG): >90 mL/min
- Nota: A combinação desses exames permite monitorar a função renal e detectar alterações em estágios iniciais, possibilitando intervenções precoces.
8. Ácido Úrico
O exame de ácido úrico mede os níveis dessa substância no sangue, sendo útil para diagnosticar condições como a gota, pedras nos rins e distúrbios renais. O ácido úrico é um produto do metabolismo das purinas, compostos encontrados em certos alimentos e no corpo. Quando o ácido úrico não é excretado adequadamente pelos rins, pode se acumular no sangue, formando cristais que causam inflamação e dor.
- O que revela?
- Gota: Acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, causando dor intensa, especialmente em locais como o dedão do pé.
- Pedras nos rins: Formação de cristais de ácido úrico nos rins, o que pode levar à obstrução e dor.
- Distúrbios renais: Problemas na capacidade de excretar o ácido úrico, podendo levar a complicações como insuficiência renal.
- Valores de referência:
- Homens: 3,4–7,0 mg/dL
- Mulheres: 2,4–6,0 mg/dL
- Nota: Níveis elevados de ácido úrico podem ser indicativos de gota ou de risco para problemas renais, mas é importante considerar outros fatores e exames para um diagnóstico completo.
9. Exame de Vitamina D
O exame de vitamina D avalia os níveis dessa vitamina lipossolúvel, que desempenha um papel crucial na saúde óssea, na regulação do cálcio e fósforo no organismo, e no funcionamento adequado do sistema imunológico. A deficiência de vitamina D pode levar a várias condições de saúde, incluindo doenças ósseas e autoimunes.
- O que revela?
- Deficiência de vitamina D: Níveis baixos de vitamina D podem comprometer a absorção de cálcio, levando ao enfraquecimento ósseo e aumento do risco de fraturas.
- Risco aumentado de osteoporose: A deficiência crônica pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose, especialmente em idosos.
- Doenças autoimunes: Baixos níveis de vitamina D estão associados a um risco maior de condições como esclerose múltipla, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes.
- Valores de referência:
- Normais: 30–60 ng/mL
- Deficiência: <20 ng/mL
- Insuficiência: 20–29 ng/mL
10. Ferritina
O exame de ferritina avalia os níveis dessa proteína no sangue, que é responsável por armazenar o ferro no organismo. A ferritina atua como um marcador dos estoques de ferro no corpo, sendo útil na investigação de distúrbios relacionados ao ferro, como a anemia ferropriva e a sobrecarga de ferro.
- O que revela?
- Anemia ferropriva: Níveis baixos de ferritina indicam a depleção das reservas de ferro no organismo, sendo um sinal clássico de anemia ferropriva, condição em que o corpo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina.
- Sobrecarga de ferro: Níveis elevados de ferritina podem indicar uma sobrecarga de ferro no corpo, como na hemocromatose, uma condição em que o ferro é armazenado excessivamente nos órgãos.
- Distúrbios hepáticos: A ferritina também pode ser elevada em condições inflamatórias ou hepáticas, como hepatites, cirrose ou doenças metabólicas.
- Valores de referência:
- Homens: 20–500 ng/mL
- Mulheres: 20–200 ng/mL
Quando realizar esses exames de sangue?
A realização de exames de sangue deve ser parte da rotina de cuidados com a saúde, ajudando a identificar problemas antes que se tornem mais graves. Esses exames são indicados principalmente para monitorar condições de saúde existentes, como diabetes ou doenças cardiovasculares, ou para detectar sinais precoces de problemas em órgãos importantes, como o fígado e os rins.
Além disso, exames regulares podem auxiliar na avaliação da nutrição e do equilíbrio de substâncias essenciais no corpo, como vitaminas e minerais. A frequência dos exames depende de fatores individuais, como histórico médico, idade, estilo de vida e recomendação médica.
Nota: Os valores de referência podem variar de acordo com diretrizes específicas ou laboratórios, e sua interpretação deve considerar o contexto clínico do paciente.
Fonte: Blog FIRSTLAB
por CenterLab | out 7, 2024 | Uncategorized
Diabetes é uma doença crônica caracterizada pela incapacidade do corpo de produzir ou utilizar adequadamente a insulina, um hormônio essencial para regular os níveis de glicose no sangue. Existem dois tipos principais:
– Diabetes tipo 1: é uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Geralmente, manifesta-se na infância ou adolescência.
– Diabetes tipo 2: ocorre quando o corpo não utiliza a insulina de maneira eficiente (resistência à insulina) ou não produz insulina suficiente. É mais comum em adultos e está frequentemente relacionado a fatores como obesidade, sedentarismo e predisposição genética.
Além desses, há o diabetes gestacional, que surge durante a gravidez, e condições mais raras, como o diabetes monogênico.
O descontrole dos níveis elevados de glicose pode resultar em complicações graves, como doenças cardiovasculares, renais, problemas de visão e neuropatia. Portanto, o monitoramento da glicose é essencial.
Um aspecto importante sobre essa patologia a ser destacado é a glicação da hemoglobina, que ocorre quando a glicose no sangue se liga, de forma não enzimática, à hemoglobina das hemácias. Uma vez formada, essa ligação é estável e persiste durante toda a vida útil da célula, aproximadamente 120 dias.
Para o acompanhamento dos níveis de glicose, o exame de glicemia em jejum não é suficiente, pois mede apenas o nível de glicose em um momento específico, sem refletir as variações ao longo do dia ou o controle de longo prazo. Por isso, exames como a hemoglobina glicada (HbA1c) são essenciais para fornecer uma visão mais abrangente do controle glicêmico.
O diagnóstico de diabetes por HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência) é amplamente utilizado para medir a HbA1c. Esse exame reflete a média dos níveis de glicose no sangue nos últimos dois a três meses.
No método HPLC, o sangue total em EDTA é analisado com precisão, permitindo a quantificação das diferentes formas de hemoglobina, incluindo a hemoglobina glicada. Nesse processo, a amostra é injetada em uma coluna cromatográfica, onde a fase móvel (líquida) transporta a amostra sob alta pressão através de uma fase estacionária (sólida). Os componentes se separam com base em suas interações com essas fases. Um detector mede os componentes à medida que saem da coluna, gerando um gráfico (cromatograma) que permite identificar e quantificar cada substância. Esse método é altamente confiável, fornecendo resultados precisos sobre o percentual de HbA1c.
Valores de HbA1c acima de 6,5% indicam diabetes, enquanto níveis entre 5,7% e 6,4% sugerem prédiabetes. O HPLC é amplamente utilizado para fornecer dados consistentes no diagnóstico e também auxiliar no monitoramento da eficácia do tratamento da doença.
Como uma excelente solução para a automação de exames para a determinação de HbA1c por meio do método HPLC, destacam-se os modelos HB-20 e HB-100 da linha Vercentra, fornecidos pela Labtest.
Esses equipamentos oferecem alta produtividade e eficiência, incorporando um método rastreável ao IFCC/NGSP. Possuem controle contínuo da velocidade do líquido, o que assegura precisão elevada nos resultados, excelente repetibilidade e facilidade de operação. Além disso, são compactos, com boa capacidade de processamento de amostras on-board, leitura de código de barras e um software com interface amigável.
O monitoramento é fundamental para a aplicação eficaz de estratégias que mantêm a glicose em níveis saudáveis e para o acompanhamento da doença. Ele desempenha um papel crucial na promoção da saúde a longo prazo e na prevenção de complicações associadas ao descontrole glicêmico.
Bibliografias:
Moreira RO, Papelbaum M, Appolinario JC, Matos AG, Coutinho WF, Meirelles RMR, et al.. Diabetes mellitus e depressão: uma revisão sistemática. Arq Bras Endocrinol Metab [Internet]. 2003Feb;47(1):19–29. Available from: https://doi.org/10.1590/S0004-27302003000100005
Muzy, Jéssica et al. Prevalência de diabetes mellitus e suas complicações e caracterização das lacunas na atenção à saúde a partir da triangulação de pesquisas. Cadernos de Saúde Pública [online]. v. 37, n. 5 [Acessado 17 Setembro 2024] , e00076120. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0102-311X00076120>. ISSN 1678-4464. https://doi.org/10.1590/0102-311X00076120.
Sumita NM, Andriolo A. Importância da hemoglobina glicada no controle do diabetes mellitus e na avaliação de risco das complicações crônicas. J Bras Patol Med Lab [Internet]. 2008Jun;44(3):169–74. Available from: https://doi.org/10.1590/S1676-24442008000300003
Bem AF de, Kunde J. A importância da determinação da hemoglobina glicada no monitoramento das complicações crônicas do diabetes mellitus. J Bras Patol Med Lab [Internet]. 2006Jun;42(3):185–91. Available from: https://doi.org/10.1590/S1676-24442006000300007
por CenterLab | maio 1, 2023 | Informativos
Hemoglobina Glicada – HBA1C
Atualmente, o diabetes mellitus (DM) atinge 180 milhões de pessoas em todo o mundo. Com o aumento da prevalência de obesidade e o sedentarismo, estima-se que em 2025 mais de 300 milhões de pessoas venham ter diabetes. Nos países em desenvolvimento, o aumento esperado é de 170% (de 84 milhões para 228 milhões de pessoas afetadas). Essa projeção é de especial importância nesses países, onde o diabetes se encaminha para a aparição em fases mais precoces da vida (entre 40-64 anos) em comparação com os países desenvolvidos, onde a doença normalmente acontece aos 65 anos de idade ou mais.
O DM é caracterizado por um distúrbio metabólico complexo, resultante da destruição imunomediada de células produtoras de insulina nas ilhotas de Langerhans (Diabetes Mellitus 1) ou da combinação de resistência à insulina e deficiência relativa de insulina (Diabete Mellitus 2). Ambos os tipos estão associados a complicações graves consequentes das flutuações agudas da hiperglicemia crônica, característicos da doença. As complicações decorrentes do descontrole glicêmico (disglicemia) são representadas pelas doenças macrovasculares e microvasculares e, quando presentes, contribuem para o aumento da mortalidade, redução da qualidade de vida e aumento dos custos no tratamento da doença.

O objetivo do tratamento do paciente com diabetes mellitus (DM) é o bom controle metabólico, diminuindo, assim, os riscos de complicações micro e macrovasculares. Dentre o arsenal disponível à avaliação do controle glicêmico, encontram-se a hemoglobina glicada (HbA1c).
A determinação da HbA1c possibilita estimar quão elevadas as glicemias estiveram nos últimos 3 a 4 meses. Tal estimativa torna-se possível pelo fato da glicose sanguínea ligar-se de maneira irreversível à hemoglobina durante o período de vida da hemácia, que tem essa duração. A porcentagem da hemoglobina que sofreu glicação será tanto maior quanto maior a concentração de glicose sanguínea. Esse resultado expresso em porcentagem refere-se à média das glicemias diárias, sendo 50% correspondente ao mês que precedeu o exame, 25% ao mês anterior à coleta e 25% ao terceiro e quarto meses anteriores. Assim, o valor de HbA1c obtido corresponderá, sobretudo, ao controle glicêmico do último mês e, secundariamente, dos 2 a 3 meses precedentes.
Desde o Diabetes Control and Complications Trial (DCCT), a HbA1c é considerada o exame padrão-ouro para avaliar o controle metabólico por exemplo em indivíduo com DM1, já que ficou consistentemente demonstrada a relação entre níveis aumentados e risco de complicação microvascular. Aqueles que apresentaram os valores mais baixos de HbA1c, próximos de 7%, também mensuraram mais vezes a glicemia capilar (sete vezes ao dia) e apresentaram glicemia média de 163 mg/dL, confirmando a necessidade de monitorização mais intensiva para alcance dos objetivos glicêmicos.
Durante anos, acreditou-se que os alvos da HbA1c deveriam variar conforme a faixa etária, especialmente para crianças, sendo maiores para lactentes e progressivamente menores para crianças em idade escolar e na adolescência. No entanto, em 2009, o consenso da Sociedade Internacional de Diabetes para Pediatria e Adolescência (ISPAD) recomendou que o alvo de HbA1c para qualquer criança ou adolescente com idade inferior a 18 anos fosse menor (7,5%); a partir de 2014, a Associação Americana de Diabetes (ADA) passou a utilizar os mesmos critérios. Vale ressaltar que ambas as associações permitem o aumento temporário do alvo, na vigência de hipoglicemia assintomática, até que os sintomas sejam restaurados.
Para adultos, as recomendações de HbA1c variam de 6,5 a 7,0%, dependendo da sociedade científica, mas sempre é importante individualizar o tratamento. A Tabela 1 resume as principais metas de controle glicêmico e de HbA1c adotadas por diferentes sociedades científicas para adultos com DM.
Vale ressaltar que, atualmente, o valor de HbA1c igual a 7% interpreta-se como correspondente a uma glicemia média estimada de 154 mg/dL, e não 163 mg/dL, como já fora previamente interpretado. De qualquer modo, é importante frisar que uma HbA1c de 7% corresponde a uma glicemia que varia de 122 a 184 mg/dl e, portanto, outras ferramentas que não só a HbA1c devem servir de parâmetro para o controle metabólico, como o tempo no alvo e o coeficiente de variação.
Recomenda-se que a HbA1c seja realizada a cada 3 a 4 meses em crianças e adolescentes, com no mínimo duas medidas anuais. Para adultos, com controles estáveis, sugerem-se duas medidas de HbA1c ao ano, embora estudo recente com mais de 15 mil adultos com DM1 tenha mostrado benefícios da medida trimestral da HbA1c e da automonitorização da glicemia capilar no controle metabólico. Os pacientes com HbA1c mais baixa foram aqueles que monitoravam mais vezes a glicemia (seis vezes ao dia) e realizavam exame de HbA1c com mais frequência (três a quatro vezes ao ano).
É importante, também, considerar a técnica laboratorial utilizada na realização do exame. Os valores de referência podem variar conforme os métodos laboratoriais. O ideal é que o laboratório utilize apenas os métodos certificados pelo National Glycohemoglobin Standardization Program (NGSP), que garante a comparabilidade com empregado no Diabetes Control and Complications Trial (DCCT). Métodos certificados pelo NGSP identificacam fração de hemoglobina glicada definida como HbA1c, cuja faixa de normalidade varia de 4 a 6%. Os laboratórios clínicos devem estar preparados para fornecer resultados exatos e precisos de HbA1c, para ajudar o clínico a prevenir e manejar as complicações do DM.

Contribuindo para o sucesso dos negócios de nossos clientes, a Centerlab e juntamente com a Labtest, uma parceria de sucesso, comercializando soluções em produtos e serviços para diagnóstico e pesquisa, tem a satisfação de apresentar os equipamentos de bioquímica da linha – Audmax com hemólise on-board de glicohemoglobina.
Referencias
– Disponível em: https://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira de- Diabetes-2019-2020.pdf. Acesso em 22/04/2023.
– Disponível em: https://www.scielo.br/j/abem/a/gz4QFDvhqKCwL95LyrbDT6z/. Acesso em 22/04/2023.
por CenterLab | abr 23, 2021 | Informativos
A área da saúde, especialmente o setor de diagnóstico laboratorial, vêm experimentando uma grande e contínua evolução tecnológica nas últimas décadas. Os médicos, cada vez mais, necessitam de um diagnóstico rápido e preciso, possibilitando assim uma tomada de decisão precoce, com um impacto direto no desfecho clínico e nos custos ao sistema de saúde como um todo. Acompanhando essa demanda, foram desenvolvidos aparelhos compactos, confiáveis, de fácil e intuitiva operação, capazes de fornecer resultados rápidos, para serem utilizados dentro e até mesmo fora do ambiente do Laboratório Clínico. Tais instrumentos, devido a estas características, são conhecidos como point-of-care testing (do acrônimo POCT), também chamados de testes laboratoriais remotos (TLR), testes descentralizados ou testes à beira do leito.
O diagnóstico rápido está em expansão, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus. Através da tecnologia Point of Care – POCT, é possível testar diversos tipos de doenças de forma descentralizada. A realização dos testes necessita apenas de uma pequena amostra do paciente – sangue, saliva e etc a depender do tipo de exame a ser realizado.
Equipamento F-line
A linha de equipamentos F-Line possui um menu completo com atualmente 31 parâmetros para diagnóstico abrangendo marcadores cardíacos, tumorais, hormonais e inflamatórios além de marcadores para doenças respiratórias, doenças infecciosas e as arboviroses, além disso vários outros testes estão em desenvolvimento e processo de registro.
A ECO Diagnóstica possui os controles de qualidade externos e internos valorados pela Controllab que permitem monitorar os processos frente às diferentes variáveis que podem interferir na rotina analítica. O sistema F-Line utiliza cassete com código de barras 2D, sem a necessidade de chip, o qual possui área exclusiva para identificação do paciente além de informações de lote, validade, e procedimento do teste (simples, fácil, prático e rastreável).
Menu de Testes
Parâmetros Semi-Quantitativos
Nos parâmetros semi-quantitativos o resultado do teste de uma amostra é dado como Reagente / Pos (+) ou Não reagente / Neg (-) com um valor COI (índice de corte). O valor de COI é uma representação numérica calculada de acordo com o sinal de fluorescência medido e dividido por um valor de corte apropriado.
ꞏDoenças Respiratórias
Covid Ag: Imunoensaio fluorescente para detecção qualitativa do antígeno proteico do nucleocapsídeo específico do SARS-CoV-2, em amostras humanas de swab da nasofaringe e swab nasal. Esse ensaio é útil para auxiliar o diagnóstico de infecção por coronavírus.
Covid IgG/IgM: Imunoensaio fluorescente para detecção qualitativa de anticorpos ligantes, com possível função neutralizante, IgG e IgM anti-SARS-CoV-2 específicos para proteína N e proteína S1 (RBD), em amostras humanas de sangue total ou soro. Esse ensaio é utilizado como teste de triagem inicial para auxiliar no diagnóstico de pacientes com sintomas clínicos da COVID-19.
Covid/Flu/A/B: Imunoensaio fluorescente para detecção qualitativa de antígenos do SARS-CoV-2, Influenza A e Influenza B em amostras humanas de swab da nasofaringe. Esse ensaio é destinado para o auxílio no diagnóstico precoce de SARS-CoV-2, Influenza A e Influenza B distinguindo os antígenos alvo utilizando uma única amostra e um único dispositivo teste.
Covid nAb (neutralizante): Imunoensaio fluorescente para medição qualitativa de anticorpos neutralizantes circulantes contra SARS-CoV-2 em amostras humanas de soro. Os anticorpos neutralizantes desempenham um papel importante na eliminação do vírus e têm sido considerados um produto imunológico chave para proteção ou tratamento contra doenças virais.
Influenza A/B: Imunoensaio fluorescente para detectar a infecção por Influenza A/B em amostras humanas de swab nasal e de nasofaringe, lavagem ou aspirado de nasofaringe. Esse ensaio é destinado para o auxílio no diagnóstico de Influenza A e Influenza B distinguindo os antígenos alvo utilizando uma única amostra e um único dispositivo teste.
RSV Ag: Imunoensaio fluorescente para a detecção do antígeno RSV (Vírus Sincicial Respiratório) presente em amostras de swab de nasofaringe ou amostras de aspirados/lavados de nasofaringe de pacientes com sintomas de infecção respiratória viral. Esse ensaio auxilia a obtenção de um diagnóstico clínico confiável do RSV e dar suporte para a tomada de decisões relativas ao tratamento.
Legionella Ag: Imunoensaio fluorescente utilizado para a detecção qualitativa do antígeno de Legionella pneumophila sorogrupo 1 presente em amostras de urina de pacientes com sintomas de pneumonia. Esse ensaio auxilia de forma fácil e precisa a identificação de Legionella Ag a partir da amostra de urina humana.
S. Pneumoniae Ag: Imunoensaio fluorescente para a detecção qualitativa de antígenos de S. pneumoniae em amostras humanas de urina de pacientes com sintomas respiratórios. Esse ensaio irá auxiliar no diagnóstico precoce e dificultar a disseminação de bactérias S. pneumoniae.
Strep A Ag: Imunoensaio fluorescente para a detecção de antígeno estreptocócico do grupo A (Strep A) presente em amostras de garganta de pacientes com sintomas clínicos. Esse ensaio auxilia o diagnóstico clínico confiável de infecção por Estreptococo do grupo A e possibilita decisões de tratamento de suporte.
Adenovírus Ag: Imunoensaio fluorescente para detectar a infecção por Adenovírus em amostras humanas de swab nasal e swab nasofaríngeo. Esse ensaio fornece um sistema significativamente rápido, fácil e preciso para identificar o antígeno alvo em uma amostra nasofaríngea.
ꞏDoenças Infecciosas
HCV Ab: Imunoensaio fluorescente para a detecção de anticorpos específicos para o vírus da hepatite C (HCV) em amostras de soro humano, plasma e sangue total de pacientes com sintomas de infecção por HCV. Esse ensaio auxilia o diagnóstico clínico confiável do HCV e permitir decisões de tratamento e suporte.
ꞏArboviroses
Dengue IgG/IgM: Imunoensaio fluorescente para a detecção de anticorpos IgG e IgM contra o vírus da dengue em amostras de soro humano, plasma ou sangue total. Esse ensaio é utilizado como teste de triagem inicial para auxiliar no diagnóstico de pacientes com sintomas clínicos de Dengue.
Dengue NS1: Imunoensaio fluorescente para a detecção de antígenos NS1 de Dengue em amostras humanas de soro, plasma ou sangue total. Esse ensaio é destinado a auxiliar o diagnóstico precoce da infecção pelo vírus da Dengue.
ChikV IgG/IgM: Imunoensaio fluorescente para a detecção de anticorpos IgG/ IgM contra o vírus Chikungunya em amostras humanas de soro, plasma ou sangue total. Esse ensaio é utilizado como teste de triagem inicial para auxiliar no diagnóstico de pacientes com sintomas clínicos de Chikungunya.
Zika Ag: Imunoensaio fluorescente para a detecção de antígenos específicos de Zika em amostras humanas de soro, plasma ou sangue total de pacientes com sintomas de infecção pelo vírus da Zika. Esse ensaio é destinado a auxiliar no diagnóstico precoce da infecção pelo vírus Zika.
Zika IgG/IgM: Imunoensaio fluorescente para detecção de anticorpos específicos IgG/IgM contra o vírus da Zika presentes em amostras humanas de soro, plasma ou sangue total de pacientes com sintomas de infecção pelo vírus da Zika. Esse ensaio auxilia no diagnóstico clínico confiável de infecção pelo vírus Zika e permite decisões de suporte e tratamento.
Parâmetros Quantitativos
ꞏMarcadores cardíacos
Os marcadores cardíacos são substâncias liberadas na circulação imediatamente após a lesão cardíaca. São utilizados para diagnosticar e auxiliar na terapêutica de pacientes com Síndrome Coronariana.
Troponina I: Imunoensaio fluorescente para a determinação quantitativa dos níveis totais de Troponina I (TnI) em soro e sangue total. Esse ensaio auxilia no diagnóstico de infarto do miocárdio e permitindo a tomada de decisões no tratamento de suporte.
CK-MB: Imunoensaio fluorescente para a determinação quantitativa dos níveis da isoenzima creatina quinase-MB (CK-MB) em amostras humanas de soro e sangue total. Esse ensaio auxilia no rastreio e monitoramento do infarto do miocárdio.
hs PCR: Imunoensaio e reflectometria para a detecção quantitativa da PCR ultrassensível (hsPCR) em amostras de soro, plasma e sangue total. A medição da PCR fornece informações para a detecção e avaliação de infecções, lesões teciduais, distúrbios inflamatórios e doenças cardiovasculares.
D-Dímero: Imunoensaio fluorescente para a determinação quantitativa de D-Dímero em amostras humanas de sangue total e plasma. Esse ensaio é destinado a identificar D-Dímero em amostras humanas de plasma e sangue total como auxílio no diagnóstico de doença tromboembólica.
NT-ProBNP: Imunoensaio fluorescente para a determinação quantitativa do precursor N-terminal do peptídeo natriurético cerebral (NT-proBNP) em amostras humanas de sangue total, soro e plasma. Esse ensaio auxilia no diagnóstico de insuficiência cardíaca aguda e crônica.
ꞏHormônios
Marcadores hormonais são substâncias produzidas por glândulas do sistema endócrino e liberados na corrente sanguínea. São utilizados para diagnosticar e monitorar diversas desordens endócrinas.
β-HCG: Imunoensaio fluorescente para a determinação quantitativa dos níveis de β-hCG em amostras de soro humano e sangue total. Esse ensaio é destinado a ser usado como um auxiliar na detecção precoce da gravidez.
LH: Imunoensaio fluorescente para medir o nível do hormônio luteinizante (LH) em amostras humanas de soro, plasma e sangue total. A medição quantitativa do LH é usada para avaliar os problemas de fertilidade, a função dos órgãos reprodutivos (ovários ou testículos), para detectar a ovulação, avaliar a função pituitária, ou avaliar a maturação sexual precoce ou tardia (puberdade) em crianças.
TSH: Imunoensaio fluorescente para a medição de TSH em amostra de soro e sangue total. A medição quantitativa do TSH é útil no diagnóstico de hipotireoidismo ou hipertireoidismo.
T4 Livre: Imunoensaio fluorescente para detecção de tiroxina (T4) em amostras humanas de soro. Esse ensaio pode indicar melhor a disfunção tireoidiana, uma vez que o T4 livre é mais sensível a alterações nas proteínas de ligação ao soro.
ꞏMarcadores Tumorais
Marcador tumoral é uma substância encontrada no sangue, urina ou tecidos biológicos que numa concentração superior a um determinado nível pode indicar a existência de um câncer. Embora um nível anormal de um marcador de tumor pode sugerir a presença de câncer, isto, por si só, não é suficiente para diagnosticar.
PSA: Imunoensaio fluorescente usado para medir o Antígeno Prostático Específico (PSA) em amostras de soro humano, plasma e sangue total. A medição quantitativa do PSA é útil no diagnóstico da avaliação do câncer de próstata, hiperplasia benigna da próstata (HBP), ou prostatite.
Sangue Oculto (FOB): Teste imunoquímico fecal (FIT) para detecção e quantificação de hemoglobina (Hb) em amostras fecais. O teste quantitativo ECO F FOB pode ser usado para detectar o sangramento em excesso do canal gastrointestinal inferior (doença inflamatória intestinal e programas de rastreamento do câncer colorretal). Esse ensaio fornece uma ferramenta confiável e conveniente para a quantificação de sangue oculto nas fezes.

ꞏMetabólitos
É o produto do metabolismo das mais diversas substâncias em organismos vivos. Em resumo, seria o resíduo que sobra depois que o organismo aproveita a parte útil do alimento.
Hba1c: Imunoensaio fluorescente para a detecção quantitativa de HbA1c (hemoglobina glicada) humana em amostras de sangue total venoso ou capilar. Esse ensaio é destinado para monitorar o controle glicêmico em pessoas com diabetes.
U-Albumina: Imunoensaio fluorescente para medição quantitativa da albumina em amostras de urina humana. Maiores quantidades de albumina e proteína podem aparecer na urina em condições de dano renal, podendo levar à doença renal crônica. O teste de albumina pode ser feito em uma amostra de urina coletada aleatoriamente(geralmente a primeira urina da manhã), uma amostra coletada em um período de 24 horas ou uma amostra coletada em um período específico de tempo, como 4 horas ou durante a noite.
ꞏInflamação
PCT: Imunoensaio fluorescente para detecção quantitativa de procalcitonina (PCT) em amostras de soro, plasma e sangue total. A mensuração de procalcitonina é utilizada no diagnóstico de infecção bacteriana e sepse.
PCR: Imunoensaio e reflectometria utilizando partículas de látex coloridas para a detecção quantitativa do nível de proteína C reativa (PCR) em amostras de soro humano, plasma e sangue total. A medição da PCR fornece informações para a detecção e avaliação de infecções, lesões teciduais, distúrbios inflamatórios e doenças associadas.
Além dos ensaios acima citados, diversos outros ensaios estão em desenvolvimento aguardando liberação da ANVISA.
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por CenterLab | mar 29, 2021 | Informativos
O termo hemoglobina glicada (HbG), HbA1c, ou A1c se refere a um conjunto de substâncias formadas com base em reações entre a hemoglobina A (HbA) e vários carboidratos. A HbA é a forma principal e nativa da hemoglobina, sendo que a HbA0 é o principal componente da HbA, que corresponde à fração não glicada da HbA. Por outro lado, a HbA1 total corresponde a formas de HbA carregadas mais negativamente devido à adição de glicose e outros carboidratos. Existem vários subtipos de HbA1, sendo HbA1a1, HbA1a2, HbA1b e HbA1c. A HbA1c é a principal fração e corresponde a 80% da HbA1, e se refere à hemoglobina glicada propriamente dita, formada pela ligação não enzimática da glicose com a porção N-terminal valina (glicação) na cadeia beta da HbA, formando uma base de Schiff instável (pré-HbA1c, HbA1c lábil ou instável) que sofre um rearranjo irreversível (rearranjo de Amadori), formando uma cetoamina estável.
A utilização da HbA1c na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos passou a ser cada vez mais empregada e aceita pela comunidade científica após 1993, depois de ter sido validada pelos dois estudos clínicos mais importantes sobre a avaliação do impacto do controle glicêmico sobre as complicações crônicas do diabetes, o DCCT – Diabetes Control and Complications Trial e o UKPDS – United Kingdom Prospective Diabetes Study.
Fonte: Labtest