por CenterLab | mar 10, 2026 | Uncategorized
Confira informações importantes sobre a doença e saiba como se prevenir.
que é câncer do colo do útero?
É um tumor (multiplicação anormal das células) que se desenvolve na parte inferior do útero, chamada “colo”, que fica no fundo da vagina.
O que causa essa doença?
A infecção pelo vírus HPV (Papiloma Vírus Humano), é transmitido na relação sexual. A maioria das pessoas tem contato com esse vírus ao longo da vida, mas quase sempre ele é eliminado naturalmente. Se a infecção persistir, após vários anos podem aparecer lesões que, se não tratadas, podem causar câncer. Mulheres que fumam têm maior chance de ter câncer do colo do útero, pois o fumo facilita a infecção pelo HPV.
E o que as mulheres podem sentir?
No início, as mulheres não sentem nada. Mais tarde, podem aparecer sangramentos fora do período menstrual, dor e corrimentos. Esses sintomas são também comuns a outras doenças. Caso apresente algum desses sintomas, procure o serviço de saúde.
É possível prevenir o câncer do colo do útero?
Sim! Por meio da vacinação contra o HPV, antes do início da vida sexual, e do exame preventivo (Papanicolau). O uso do preservativo (camisinha) contribui para reduzir a transmissão do HPV. Essa proteção não é total, pois o vírus passa no contato íntimo durante as relações sexuais, mesmo sem penetração e entre pessoas do mesmo sexo.
Quem deve tomar a vacina contra o HPV?
Meninas e meninos de 9 a 14 anos, pois a proteção nesses grupos é maior do que em adultos. A vacina protege contra os principais tipos de HPV causadores do câncer do colo do útero, mas não todos. Portanto, é necessário que a mulher, mesmo vacinada, faça o exame preventivo na faixa de idade recomendada e use camisinha durante as relações sexuais.
O que é o exame preventivo?
É o exame que identifica possíveis lesões causadas pelo HPV. É colhido material do colo do útero e enviado para análise no laboratório. O exame é simples e rápido. Em alguns casos, pode causar algum incômodo.
Quem deve fazer o exame preventivo?
Mulheres entre 25 e 64 anos que já tiveram atividade sexual.
De quanto em quanto tempo o exame deve ser feito?
Como a evolução da lesão até o câncer é lenta, o exame pode ser feito a cada três anos.
Por que antes de 25 anos as mulheres não precisam fazer o exame?
Até essa idade, o câncer do colo do útero é raro, e as lesões mais frequentes causadas pelo HPV são as que se curam sem tratamento.
E após os 64 anos?
As mulheres poderão deixar de fazer o exame preventivo se pelo menos os dois últimos resultados tiverem sido normais. Entretanto, a consulta ginecológica continuará importante para avaliar outras doenças.
Onde encontrar a vacina?
A vacina e o exame preventivo estão disponíveis na unidade básica de saúde próxima de sua casa. Tão importante quanto fazer o exame é buscar o resultado.
Referências: gov.br, Março Lilás: mês de prevenção ao câncer de colo de útero. Disponível em: https://www.mpgo.mp.br/porthttps://www.gov.br/ibc/pt-br/assuntos/noticias/marco-lilas-mes-de-prevencao-ao-cancer-de-colo-de-uteroal/conteudo/fevereiro-roxo-o-mes-de-alerta-sobre-alzheimer-lupus-e-fibromialgia. Acesso em: 10 mar 2026
por CenterLab | fev 2, 2026 | Uncategorized
O Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização sobre doenças e a importância de fazer o correto diagnóstico e tratamento. A campanha é focada na conscientização sobre 3 doenças incuráveis: o Lúpus, a Fibromialgia e o Alzheimer.
Mas por que 3 doenças que, aparentemente, não têm nada em comum?
Porque todas são condições para as quais a medicina ainda não tem cura, mas o diagnóstico precoce ajuda a manter a qualidade de vida dos pacientes. O mês de conscientização, então, pretende levar informações sobre as doenças, os sintomas e os tratamentos disponíveis. Entenda um pouquinho mais sobre cada uma:
Doença de Alzheimer
O Alzheimer é uma doença que provoca perda da capacidade cognitiva, memória e demência por conta do acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro do seu portador. Atinge especialmente os idosos e, muitas vezes, pode ser confundida com sintomas normais da idade, sendo considerada, por essa razão, uma doença de difícil diagnóstico.
A doença de Alzheimer evolui lenta e gradualmente, afetando cada vez mais regiões do cérebro e trazendo mais prejuízos para a vida do paciente, que, nos estágios finais, pode precisar de assistência para realizar funções básicas, como tomar banho.
Como as outras doenças combatidas no Fevereiro Roxo, o Alzheimer ainda não tem cura e o entendimento sobre o modo que afeta o organismo, apesar dos avanços dos últimos anos, continua sendo pouco.
É uma das doenças que mais cresce em diagnósticos no mundo. Um estudo da Universidade Johns Hopkins aponta que, até 2050, mais de 100 milhões de pessoas terão Alzheimer.
Fibromialgia
A fibromialgia é uma doença reumatológica que acomete por volta de 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. A principal característica é uma dor muscular crônica e generalizada acompanhada de sintomas como fadiga, alterações de sono, memória e humor. Infelizmente, a fibromialgia não tem cura e a medicina ainda não entende muito bem como a doença opera dentro do corpo humano. Sabe-se que, sem tratamento, ela pode evoluir para incapacidade física e limitação funcional, complicações com bastante impacto sobre a qualidade de vida do paciente.
Ainda assim, com o tratamento adequado, que envolve tanto o uso de medicamentos quanto a prática de terapias, como fisioterapia e acupuntura, é possível que o paciente tenha uma grande melhora na qualidade de vida e possa viver normalmente.
Lúpus
O nome científico é “Lúpus Eritematoso Sistêmico” (LES) e é considerado uma doença inflamatória autoimune que pode afetar diversos órgãos e tecidos do corpo, como a pele, as articulações, os rins e o cérebro.
É considerada uma doença autoimune, pois ocorre quando o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do corpo por engano. Em casos mais graves, especialmente se não for tratado adequadamente, o lúpus pode matar.
Ainda não se sabe ao certo qual a causa e o que faz com que o sistema imunológico ataque os tecidos saudáveis do corpo, entretanto, estudos presentes na literatura médica e científica indicam que as doenças autoimunes podem acontecer devido a uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais. Normalmente, a pessoa descobre que tem lúpus após ter uma crise desencadeada por algum desses gatilhos:
• A exposição à luz solar de forma inadequada e em horários inapropriados;
• Infecções, que podem iniciar o lúpus ou causar uma recaída da doença;
• O uso de alguns antibióticos, medicamentos usados para controle de convulsões e pressão alta.
Lema: “Se não houver cura que, no mínimo, haja conforto”
O lema do Fevereiro Roxo tem tudo a ver com as doenças sobre as quais quer conscientizar. Nenhuma das 3 (Doença de Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia) tem cura. Entretanto, o fato de uma doença não ter cura não significa que o portador não possa ter qualidade de vida. É exatamente esse o gancho da campanha. Dar mais atenção ao bem-estar, mantendo uma rotina saudável, compartilhando informações e mostrando que o tratamento deve ser encarado como uma mudança necessária na vida do paciente.
Referências: mpgo, Fevereiro Roxo: o mês de alerta sobre Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia. Disponível em: https://www.mpgo.mp.br/portal/conteudo/fevereiro-roxo-o-mes-de-alerta-sobre-alzheimer-lupus-e-fibromialgia. Acesso em: 02 fev 2026
por CenterLab | jan 30, 2026 | Uncategorized
O segundo mês do ano é dedicado à campanha Fevereiro Laranja, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea. Atualmente, essa doença ocupa a nona posição nos tipos de câncer mais comuns em homens e a 11ª em mulheres. Dados do Instituto Nacional de Câncer (InCA) apontam que, para cada ano do triênio 2020-2022, serão diagnosticados, no Brasil, mais de 10 mil casos novos de leucemia, sendo 5.920 em homens e 4.890 em mulheres.
A médica hematologista Giovanna Durigon, que atua no Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), ressaltou a relevância do Fevereiro Laranja tanto para alertar sobre possíveis sintomas quanto para tratar da prevenção, para conscientizar sobre a necessidade de exames e, principalmente, sobre a importância da doação de medula óssea. “O tratamento é basicamente quimioterápico, mas as indicações de transplante de medula são muito positivas, principalmente no caso de pacientes jovens”, explicou.
O transplante de medula óssea é indicado em casos de alto risco. O primeiro passo é a investigação dos familiares de primeiro grau do paciente em busca de compatibilidade. Caso isso não ocorra, é registrada a necessidade em um banco de medula. Os doadores voluntários são examinados e os resultados também vão para esse banco. No momento em que surge a compatibilidade entre o doador e o paciente, é feito o procedimento de coleta do material. A doação é importante, pois a chance de encontrar doadores compatíveis é relativamente baixa.
Tipos de transplante
Hoje, existem dois tipos principais de transplante de medula: o autólogo e o alogênico. O autólogo é aquele em que o próprio indivíduo é doador das células-tronco que são coletadas antes que ele seja submetido a sessões de quimioterapia, com a finalidade de destruir a medula doente e eliminar o câncer. Após essa fase, é feita a infusão das células-tronco que foram retiradas do paciente.
No tipo alogênico, as células-tronco são de um doador. Nesse caso, é sempre investigada a compatibilidade entre membros da família. Se não houver familiar compatível, é preciso buscar um doador nos bancos de medula óssea.
Para ser doador, basta ter entre 18 e 55 anos, apresentar boas condições de saúde, não ter apresentado ou estar em tratamento de câncer, doenças no sangue, no sistema imunológico ou ainda doenças infecciosas e se cadastrar em um hemocentro.
Ao fazer o cadastro, o doador faz a coleta de 5 ml de sangue para testes de compatibilidade e o resultado fica arquivado no cadastro de medula óssea. Caso o doador seja compatível com algum paciente da lista de espera, ele será convidado a fazer a doação.
A doença
A leucemia é um tipo de câncer que causa o crescimento acelerado e anormal nas células do sangue, responsáveis pela defesa do organismo, os leucócitos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado aumentam as chances de cura, e, com isso, os especialistas alertam para sintomas como anemia, cansaço e fadiga, queda de imunidade, baixa na contagem de plaquetas, infecção, febre, hematomas e sangramentos espontâneos.
O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como o hemograma, mas deve incluir ainda exames de bioquímica, de coagulação, além de mielograma, imunofenotipagem e cariótipo, que são os exames de medula óssea.
Referências: GOV.BR, Campanha Fevereiro Laranja busca conscientizar sobre a leucemia. 31/10/2022. Disponível em: https://portal.pucrs.br/noticias/saude/5-dicas-para-cuidar-da-saude-mental-e-emocional-o-ano-todo/ . Acesso em: 02 fev 2026
por CenterLab | dez 3, 2025 | Uncategorized
Os exames de sangue são ferramentas poderosas na detecção precoce de doenças e no monitoramento da saúde de maneira geral. Eles oferecem uma visão detalhada sobre o funcionamento do corpo e podem ajudar na prevenção e tratamento de condições sérias. Neste blog, vamos explorar os 10 exames de sangue mais importantes que devem fazer parte da sua rotina de cuidados com a saúde.
O que os exames de sangue podem revelar?
Exames de sangue são capazes de fornecer dados cruciais sobre o funcionamento dos órgãos vitais, como o fígado, os rins e a tireoide. Eles também podem indicar a presença de condições como diabetes, doenças cardíacas e até mesmo alguns tipos de câncer. Além disso, os exames de sangue permitem monitorar a eficácia de tratamentos médicos e avaliar se há desequilíbrios hormonais ou deficiências nutricionais.
Com base nos resultados, o médico pode orientar sobre o acompanhamento necessário e a implementação de medidas preventivas. Conheça agora os principais exames de sangue que ajudam a proteger sua saúde.
1. Hemograma
O hemograma completo é um dos exames mais comuns e fornece informações detalhadas sobre a quantidade e características das células sanguíneas. Ele mede o número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, além de avaliar os níveis de hemoglobina e hematócrito. Alterações no tamanho, formato ou concentração dessas células podem indicar condições de saúde específicas.
- O que revela? Anemias, deficiências nutricionais, leucemias, infecções, doenças inflamatórias e problemas de coagulação.
- Valores normais:
- Glóbulos vermelhos: Masculino: 4,3–5,9 milhões/mm³; Feminino: 3,5–5,5 milhões/mm³
- Hemoglobina: Masculino: 13,5–17,5 g/dL; Feminino: 12,0–16,0 g/dL
- Plaquetas: 150.000–400.000/mm³
2. Glicemia de Jejum
A glicemia de jejum é um exame que mede a concentração de glicose no sangue após um período de jejum de 8 a 12 horas. Ele é fundamental para o diagnóstico de diabetes mellitus, pré-diabetes e outros distúrbios metabólicos relacionados à regulação da glicose.
- O que revela? Alterações no metabolismo da glicose, incluindo diabetes mellitus, pré-diabetes e resistência à insulina. Também pode indicar disfunções endócrinas, como a síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Normal: 70–99 mg/dL
- Pré-diabetes: 100–125 mg/dL
- Diabetes: ≥126 mg/dL (confirmado em pelo menos duas medições ou associado a outros critérios diagnósticos)
3. Colesterol Total e Frações (LDL, HDL, VLDL)
O exame de colesterol total e suas frações mede os diferentes tipos de colesterol no sangue, sendo fundamental para avaliar a saúde cardiovascular e o risco de doenças.
- Colesterol total: Soma o colesterol transportado por todas as lipoproteínas (LDL, HDL e VLDL). Níveis elevados podem indicar maior risco de problemas cardíacos.
- HDL (“colesterol bom”): Retira o excesso de colesterol das artérias, levando-o ao fígado para eliminação. Níveis mais altos são considerados protetores contra doenças cardiovasculares.
- LDL (“colesterol ruim”): Leva o colesterol para os tecidos. Quando em excesso, pode formar placas nas artérias, aumentando o risco de aterosclerose e infarto.
- VLDL: Transporta triglicerídeos e contribui para a formação de LDL. Altos níveis estão associados ao aumento do risco cardiovascular.
- O que revela?
- Riscos de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
- Alterações metabólicas, como dislipidemias e síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Colesterol total: <200 mg/dL
- HDL: ≥60 mg/dL (bom); <40 mg/dL para homens e <50 mg/dL para mulheres (risco aumentado)
- LDL: <100 mg/dL (ideal); <70 mg/dL em casos de alto risco cardiovascular
- VLDL: 2–30 mg/dL
- Nota: Manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios e controlar o peso são fatores importantes para o controle saudável do colesterol.
4. Triglicerídeos
Os triglicerídeos são um tipo de gordura presente no sangue, derivados principalmente da alimentação. Eles são armazenados no tecido adiposo como reserva de energia e transportados na corrente sanguínea. Níveis elevados de triglicerídeos estão associados a um maior risco de problemas metabólicos e cardiovasculares.
- O que revela?
- Doenças cardiovasculares: Concentrações elevadas podem contribuir para a formação de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto e AVC.
- Pancreatite: Quando os níveis estão muito altos (acima de 500 mg/dL), há maior risco de inflamação no pâncreas.
- Condições metabólicas: Como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
- Valores de referência:
- Normal: <150 mg/dL
- Limítrofe: 150–199 mg/dL
- Alto: 200–499 mg/dL
- Muito alto: ≥500 mg/dL
- Importante: Para resultados precisos, o exame deve ser realizado em jejum de 8 a 12 horas. Fatores como alimentação rica em gordura, consumo de álcool e sedentarismo podem elevar os níveis de triglicerídeos.
5. Hemoglobina Glicada (HbA1c)
O exame de hemoglobina glicada (HbA1c) mede a média dos níveis de glicose no sangue ao longo dos últimos 2 a 3 meses. É amplamente utilizado para avaliar e monitorar o controle do diabetes, ajudando a identificar se os níveis de glicose estão bem controlados ou em risco de descontrole.
- O que revela?
- A eficácia do controle glicêmico em pessoas com diabetes.
- O risco de complicações crônicas, como doenças cardiovasculares, renais e neuropatias.
- Valores de referência:
- Normal: Menos de 5,7%.
- Pré-diabetes: Entre 5,7% e 6,4%.
- Diabetes: 6,5% ou mais (necessário confirmar com outros exames).
- Nota: A HbA1c é especialmente útil porque não depende de jejum e reflete tendências de longo prazo, ao contrário de medições pontuais de glicose. É um bom controle pode reduzir o risco de complicações associadas ao diabetes.
6. Função Hepática (TGO, TGP, Bilirrubinas)
Os exames de função hepática, como TGO (AST), TGP (ALT) e bilirrubinas, são fundamentais para avaliar a saúde do fígado. Eles ajudam a identificar danos nas células hepáticas, inflamações ou obstruções nos canais biliares, além de monitorar doenças crônicas do fígado.
- TGO (AST): Essa enzima está presente no fígado, mas também em outros tecidos, como coração e músculos. Altos níveis podem indicar danos ao fígado ou a outros órgãos.
- TGP (ALT): Essa enzima é mais específica do fígado e, quando elevada, costuma indicar danos diretamente relacionados às células hepáticas.
- Bilirrubinas: Resultam da degradação da hemoglobina e são processadas pelo fígado. Alterações nos níveis podem indicar problemas hepáticos ou condições que afetam a bile ou os glóbulos vermelhos.
- O que revela?
- Lesões ou inflamações no fígado, como hepatites e esteatose hepática (fígado gorduroso).
- Doenças mais graves, como cirrose ou obstruções biliares.
- Outras condições, como anemia hemolítica, que afetam os níveis de bilirrubina.
- Valores de referência:
- TGO (AST): 10–40 U/L
- TGP (ALT): 7–56 U/L
- Bilirrubinas totais: 0,1–1,2 mg/dL
- Nota: Alterações nesses exames geralmente indicam a necessidade de mais investigações para determinar a causa exata.
7. Função Renal (Creatinina, Ureia, Taxa de Filtração Glomerular)
Exames que avaliam a função renal, como a creatinina, a ureia e a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), são importantes para identificar problemas nos rins, muitas vezes antes que sintomas clínicos apareçam. São especialmente indicados para pacientes com histórico de hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares, pois essas condições aumentam o risco de doenças renais.
- Creatinina: Subproduto do metabolismo muscular excretado pelos rins. Níveis elevados indicam que os rins não estão filtrando adequadamente.
- Ureia: Produto da degradação das proteínas, também excretado pelos rins. Níveis elevados podem indicar problemas na função renal ou desidratação.
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG): Reflete a capacidade dos rins de filtrar o sangue. Uma TFG reduzida pode ser um sinal de insuficiência renal, principalmente em estágios iniciais.
- O que revela?
- Doenças renais crônicas ou agudas.
- Diminuição da função renal, podendo evoluir para insuficiência renal.
- Distúrbios relacionados ao metabolismo proteico ou hidratação inadequada.
- Valores de referência:
- Creatinina: 0,6–1,2 mg/dL
- Ureia: 15–45 mg/dL
- Taxa de Filtração Glomerular (TFG): >90 mL/min
- Nota: A combinação desses exames permite monitorar a função renal e detectar alterações em estágios iniciais, possibilitando intervenções precoces.
8. Ácido Úrico
O exame de ácido úrico mede os níveis dessa substância no sangue, sendo útil para diagnosticar condições como a gota, pedras nos rins e distúrbios renais. O ácido úrico é um produto do metabolismo das purinas, compostos encontrados em certos alimentos e no corpo. Quando o ácido úrico não é excretado adequadamente pelos rins, pode se acumular no sangue, formando cristais que causam inflamação e dor.
- O que revela?
- Gota: Acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, causando dor intensa, especialmente em locais como o dedão do pé.
- Pedras nos rins: Formação de cristais de ácido úrico nos rins, o que pode levar à obstrução e dor.
- Distúrbios renais: Problemas na capacidade de excretar o ácido úrico, podendo levar a complicações como insuficiência renal.
- Valores de referência:
- Homens: 3,4–7,0 mg/dL
- Mulheres: 2,4–6,0 mg/dL
- Nota: Níveis elevados de ácido úrico podem ser indicativos de gota ou de risco para problemas renais, mas é importante considerar outros fatores e exames para um diagnóstico completo.
9. Exame de Vitamina D
O exame de vitamina D avalia os níveis dessa vitamina lipossolúvel, que desempenha um papel crucial na saúde óssea, na regulação do cálcio e fósforo no organismo, e no funcionamento adequado do sistema imunológico. A deficiência de vitamina D pode levar a várias condições de saúde, incluindo doenças ósseas e autoimunes.
- O que revela?
- Deficiência de vitamina D: Níveis baixos de vitamina D podem comprometer a absorção de cálcio, levando ao enfraquecimento ósseo e aumento do risco de fraturas.
- Risco aumentado de osteoporose: A deficiência crônica pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose, especialmente em idosos.
- Doenças autoimunes: Baixos níveis de vitamina D estão associados a um risco maior de condições como esclerose múltipla, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes.
- Valores de referência:
- Normais: 30–60 ng/mL
- Deficiência: <20 ng/mL
- Insuficiência: 20–29 ng/mL
10. Ferritina
O exame de ferritina avalia os níveis dessa proteína no sangue, que é responsável por armazenar o ferro no organismo. A ferritina atua como um marcador dos estoques de ferro no corpo, sendo útil na investigação de distúrbios relacionados ao ferro, como a anemia ferropriva e a sobrecarga de ferro.
- O que revela?
- Anemia ferropriva: Níveis baixos de ferritina indicam a depleção das reservas de ferro no organismo, sendo um sinal clássico de anemia ferropriva, condição em que o corpo não possui ferro suficiente para produzir hemoglobina.
- Sobrecarga de ferro: Níveis elevados de ferritina podem indicar uma sobrecarga de ferro no corpo, como na hemocromatose, uma condição em que o ferro é armazenado excessivamente nos órgãos.
- Distúrbios hepáticos: A ferritina também pode ser elevada em condições inflamatórias ou hepáticas, como hepatites, cirrose ou doenças metabólicas.
- Valores de referência:
- Homens: 20–500 ng/mL
- Mulheres: 20–200 ng/mL
Quando realizar esses exames de sangue?
A realização de exames de sangue deve ser parte da rotina de cuidados com a saúde, ajudando a identificar problemas antes que se tornem mais graves. Esses exames são indicados principalmente para monitorar condições de saúde existentes, como diabetes ou doenças cardiovasculares, ou para detectar sinais precoces de problemas em órgãos importantes, como o fígado e os rins.
Além disso, exames regulares podem auxiliar na avaliação da nutrição e do equilíbrio de substâncias essenciais no corpo, como vitaminas e minerais. A frequência dos exames depende de fatores individuais, como histórico médico, idade, estilo de vida e recomendação médica.
Nota: Os valores de referência podem variar de acordo com diretrizes específicas ou laboratórios, e sua interpretação deve considerar o contexto clínico do paciente.
Fonte: Blog FIRSTLAB
por CenterLab | nov 4, 2025 | Uncategorized
A campanha Novembro Azul deixa a saúde do homem em evidência alertando sobre a importância de prevenir o câncer de próstata e os riscos da doença. Além disso, contribui incentivando a população masculina a cuidar mais da saúde.
O câncer de próstata é uma doença que atinge os homens com frequência. Por isso, é fundamental conhecer mais sobre o assunto, entendendo o que pode causar seu desenvolvimento e como é possível evitá-la. Você poderá ter essas informações nesta leitura. Vamos lá?
Quais os fatores de risco para o câncer de próstata?
Ainda que alguns fatores de risco para o câncer de próstata possam ser evitados, outros continuam representando uma ameaça para o desenvolvimento da doença. Por isso, sempre que possível, é importante evitar hábitos que podem aumentar o risco da incidência do câncer de próstata. O que se sabe até o momento é que a patologia está ligada a diferentes fatores, como:
- idade;
- etnia;
- alimentação;
- hereditariedade;
- hábitos de vida.
É possível prevenir o câncer de próstata?
Sim, é possível prevenir o câncer de próstata. Por isso, a campanha Novembro Azul traz informações sobre esse assunto anualmente, buscando aumentar o alcance de pessoas. Para a prevenção, basta que o homem altere alguns hábitos de vida, incluindo uma rotina saudável. Dessa forma, é possível diminuir os riscos para a doença e aumentar as chances de diagnóstico precoce.
Hábitos saudáveis que contribuem para a prevenção da doença
Prevenir o câncer de próstata requer mudança de hábitos. Assim, com pequenas ações diárias, o indivíduo aumenta a qualidade de vida e mantém o câncer de próstata e também doenças crônicas longe do seu organismo. Em especial, a adoção de alimentação balanceada e a prática de atividades físicas. Confira os hábitos defendidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) para prevenir o câncer de próstata.
Alimentação saudável
Um dos hábitos que contribui para prevenir o câncer de próstata é a alimentação. Uma dieta saudável com baixo teor de gordura e rica em vitaminas e minerais contribui para diminuir o risco de desenvolvimento da doença.
Além disso, a ingestão de frutas, verduras, legumes, cereais e leguminosas ajuda na prevenção. Associada a alimentação saudável, deve estar a redução do consumo de alimentos ricos em açúcar, e também ultraprocessados.
Atividades físicas
As atividades físicas são essenciais para melhorar a condição geral da saúde e manter o organismo funcionando corretamente. Desse modo, para prevenir o câncer de próstata recomenda-se a prática de exercícios físicos regularmente.
A prática deve ser de, pelo menos, 30 minutos diários, ou ao menos 3 vezes por semana. Contudo, é indispensável realizar uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade, assegurando que não existam riscos.
Abandono de hábitos nocivos
Evitar hábitos como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo também é importante para prevenir o câncer de próstata. Os compostos resultantes da ingestão de álcool podem danificar o DNA e aumentar o risco para a doença.
Da mesma forma, o cigarro é formado por inúmeras substâncias nocivas para o organismo. Assim, não aumenta o risco somente para o câncer de próstata, como também para câncer de pulmão e laringe.
Consultas de rotina
A principal forma de prevenir o câncer de próstata é adotar o hábito de realizar visitas regulares ao médico. Os exames de rotina contribuem para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer. Considerando que a doença não apresenta sintomas no início, a rápida descoberta por meio de exames preventivos permite que o tratamento seja feito antes que a doença avance. Isso significa maiores chances de cura.
Você conheceu os principais hábitos saudáveis para prevenir o câncer de próstata. Coloque-os em prática e garanta que a sua saúde esteja sempre em dia, diminuindo o risco para desenvolver doenças. Assim, é possível ter qualidade de vida e bem-estar!
Referência: blog da CEU DIAGNÓSTICOS