Janeiro Branco: saiba como cuidar da saúde mental e emocional o ano todo

Janeiro Branco: saiba como cuidar da saúde mental e emocional o ano todo

Cuidar do bem-estar mental é tão crucial quanto cuidar da saúde física. A iniciativa do Janeiro Branco, concebida pelo psicólogo Leonardo Abrahão em 2013 e transformada em lei em 2023, busca conscientizar a sociedade sobre a importância da saúde mental. Em 2025, a campanha “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?” propõe uma reflexão profunda sobre a necessidade de dedicar atenção a si e ao todo, com respeito e carinho.

No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 86% da população sofre de algum tipo de transtorno mental, como fobias, depressão, transtornos de ansiedade e personalidade, entre outros. O País também conta o maior número de pessoas ansiosas:  9,3% da população brasileira sofre com a doença.

Para enfatizar importância da conscientização sobre o tema, a professora Rita Petrarca, do curso de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, preparou sugestões de como começar o ano cuidando bem da mente e do emocional. Confira as dicas de como cuidar das emoções, comportamentos e da qualidade das suas relações afetivas:

1) Tire um tempo para você
No meio das obrigações diárias, é essencial fazer uma pausa para respirar. Descanse e reserve um tempo do seu dia para desfrutar de algo que lhe dê prazer: assistir a uma série, dar um passeio, ler um livro interessante, dançar. O importante é que a atividade seja agradável.

2) Busque o equilíbrio
Tente manter uma organização na realização das tarefas de aula e trabalho, equilibrando as responsabilidades com as atividades de lazer e descanso. Utilizar plataformas de organização e métodos de gestão do tempo podem te ajudar.

3) Cuide do corpo
Praticar atividades físicas ajuda na liberação de substâncias no organismo que causam as sensações de bem-estar, conforto e melhoram o humor, além de fazer bem à saúde. Lembre-se de dormir bem para descansar o corpo e a mente, além de se hidratar e manter uma alimentação equilibrada. Antes de dormir, evite usar o celular e aparelhos eletrônicos para ter uma noite mais tranquila.

4) Mantenha boas relações
Busque estar próximo das pessoas que você ama e te fazem bem, como família, amigos e amigas, mesmo que virtualmente. Os bons relacionamentos são fundamentais para a saúde mental e ajudam a fazer com que a vida tenha sentido.

5) Procure ajuda
Preste atenção em você. Se estiver com dificuldades em lidar com as suas emoções, com a realidade desse momento ou com frustrações, procure uma ajuda profissional. Existem diferentes alternativas de profissionais e serviços de psicologia que podem lhe auxiliar a lidar com os momentos difíceis da vida. Lembre-se que é importante falar sobre saúde mental de janeiro a janeiro. Ninguém precisar estar só.

Referências: PUC RS, Janeiro Branco: saiba como cuidar da saúde mental e emocional o ano todo. Portal PUC RS. Rio Grande do Sul, 2013. Disponível em: https://portal.pucrs.br/noticias/saude/5-dicas-para-cuidar-da-saude-mental-e-emocional-o-ano-todo/ . Acesso em: 07 jan 2026

 

Janeiro Branco: saúde mental começa nos novos hábitos

Janeiro Branco: saúde mental começa nos novos hábitos

Médico Rafael Coelho: “Janeiro Branco é mais do que uma campanha simbólica no calendário. É um convite coletivo para repensar como estamos cuidando da nossa saúde mental em um mundo cada vez mais acelerado, hiperconectado e exigente. Embora o tema seja frequentemente associado ao cuidado psicológico, existe uma dimensão essencial que ainda recebe pouca atenção: a forma como o corpo, o metabolismo e os hábitos cotidianos influenciam diretamente o equilíbrio emocional”.

A saúde mental não começa apenas nos pensamentos. Ela é construída a partir do funcionamento do organismo como um todo. O cérebro depende de energia, nutrientes, sono reparador e estabilidade hormonal para desempenhar suas funções de forma adequada. Quando esses pilares estão fragilizados, o impacto aparece no humor, na concentração, na memória, na motivação e na forma como lidamos com o estresse.

Alimentação
 – Um dos grandes desafios de 2026 é o estilo de vida moderno. Alimentação desorganizada, excesso de produtos ultraprocessados, longos períodos em jejum não planejado ou, ao contrário, consumo constante de açúcar e estimulantes criam oscilações metabólicas que afetam diretamente o sistema nervoso. O resultado é uma sensação persistente de cansaço, irritabilidade e dificuldade de foco, muitas vezes interpretada apenas como ansiedade ou estresse emocional.

Intestino – O intestino ocupa papel central nessa relação. Ele participa ativamente da produção de substâncias ligadas ao bem-estar, como serotonina e dopamina. Quando a saúde intestinal é negligenciada, seja por má alimentação, estresse crônico ou uso excessivo de medicamentos, o reflexo aparece na saúde mental. Cuidar do que se come é, portanto, uma forma direta de cuidar da mente.

Sono – Outro fator determinante é o sono. Dormir mal deixou de ser exceção e passou a ser regra. A privação de sono compromete a regulação emocional, aumenta a produção de hormônios do estresse e reduz a capacidade do cérebro de lidar com desafios simples do dia a dia. Em um cenário onde produtividade é confundida com exaustão, resgatar o valor do sono é um dos atos mais importantes de autocuidado.

Treinos – A atividade física também precisa ser ressignificada. Ela não deve ser vista apenas como obrigação estética ou desempenho esportivo. Movimento regular melhora a circulação cerebral, regula neurotransmissores, reduz inflamação e funciona como um antidepressivo natural. Pequenas rotinas consistentes são mais eficazes para a saúde mental do que treinos intensos e irregulares.

Sol
 – Há ainda hábitos simples, mas poderosos, frequentemente ignorados. Exposição diária à luz natural, contato com ambientes externos, pausas conscientes ao longo do dia e redução do tempo excessivo em telas ajudam a reorganizar o ritmo biológico e diminuem a sobrecarga mental. O corpo humano não foi projetado para funcionar o tempo todo em estado de alerta.

Outro ponto fundamental é compreender que saúde mental não se constrói com soluções imediatistas. Não existe fórmula rápida, suplemento isolado ou estratégia única que resolva um problema que é multifatorial. O verdadeiro cuidado nasce da constância, da previsibilidade e da coerência entre o que se deseja para a saúde e o modo como se vive. Janeiro Branco 2026 propõe exatamente isso: ampliar a consciência. Olhar para a saúde mental de forma integrada, entendendo que emoções, pensamentos e comportamentos estão profundamente conectados ao corpo. Um novo estilo de vida saudável começa quando se reconhece que equilíbrio emocional é consequência de escolhas diárias sustentáveis, e não apenas da ausência de diagnósticos. Cuidar da mente é cuidar da rotina, do que se come, de como se dorme, de quanto se move e da forma como se ocupa o tempo. É nesse conjunto silencioso de hábitos que a saúde mental se fortalece, não apenas em janeiro, mas ao longo de todo o ano.


Referências:
Folha de Pernabunco – Por Médico Rafael Coelho 06/01/26 às 06H00 atualizado em 06/01/26 às 06H00

Autocuidado é fundamental para prevenir o câncer de próstata

Autocuidado é fundamental para prevenir o câncer de próstata

Sai o Outubro Rosa, entra o Novembro Azul. O Brasil  tem se mostrado um país preocupado com a saúde preventiva  e essas campanhas são fundamentais para trazer uma maior conscientização sobre temas importantes para todos, incluindo a população masculina.

O Novembro Azul foi criado em 2003, na Austrália, com o título Movember, e iniciou no Brasil a partir de 2014, quando o Instituto Lado a Lado pela Vida realizou 2.200 ações em todo o País, por meio da iluminação de diversos pontos turísticos, como o Monumento às Bandeiras, em São Paulo, com o objetivo de alertar para a necessidade de prevenção ao câncer de próstata e diagnóstico precoce de outras doenças originárias desta glândula, como a prostatite e Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

De lá para cá, o movimento ganhou corpo e ações diversas têm sido realizadas, alertando para a gravidade da situação, principalmente em tempos de pandemia. É o que comprova levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Segundo o órgão, somente para 2020 são esperados 65.840 novos casos de câncer de próstata e, muitos deles podem não ser diagnosticados a tempo por conta do isolamento social.

Prova disso é que houve uma queda de 70% das cirurgias oncológicas e diminuição de 50% a 90% das biópsias enviadas para análise. Diante desse quadro, estima-se que entre 50 mil a 90 mil brasileiros deixaram de receber diagnóstico de câncer nesse período.

Este quadro de falha pode agravar ainda mais os números da doença. Diariamente, 42 homens morrem em decorrência do câncer de próstata e, aproximadamente, 3 milhões vivem com a doença, sendo a segunda maior causa de morte por câncer em homens no Brasil.

Autocuidado

Diante deste cenário, torna-se ainda mais importante o autocuidado para prevenir a doença e, consequentemente, salvar vidas. Algumas dicas da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), neste sentido, são:

– Homens, a partir de 50 anos, mesmo sem apresentar sintomas, devem procurar um urologista, com o objetivo de diagnosticar precocemente o câncer de próstata, por meio do exame de toque retal ou de sangue PSA, que permitem ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos.

– Homens que integram o grupo de risco (raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata) devem fazer o exame, a partir dos 45 anos.

– Outros exames podem ser solicitados, caso haja suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise.

Sintomas

Como destacamos, o Novembro Azul propõe, a partir da prevenção, o diagnóstico precoce do câncer de próstata, que é assintomático em sua fase inicial, quando em 90% dos casos ele pode ser curado, desde que diagnosticado precocemente. Em fases mais avançadas, aparecem os seguintes sintomas:

– Vontade de urinar com frequência.
– Presença de sangue na urina ou no sêmen.
– Dor óssea.

Fatores de risco

Tão importante quanto a prevenção, é entender os fatores de risco que podem levar à incidência do câncer de próstata, com destaque para:

– Histórico familiar de câncer de próstata em pai, irmão ou tio.
– Homens da raça negra estão mais predispostos a ter a doença.
– Obesidade

Tratamento

Agora, se a realização dos exames indicar a ocorrência do câncer de próstata, alguns tipos de tratamento são recomendados:

– Para doença localizada (que só atingiu a próstata, sem se espalhar para outros órgãos), é recomendada a cirurgia, radioterapia e observação vigilante (em algumas situações especiais).

– Para doença localmente avançada, indica-se a radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal.

– Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais apropriado é a terapia hormonal.

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Fonte: Labtest