por CenterLab | jan 6, 2026 | Informativos
Médico Rafael Coelho: “Janeiro Branco é mais do que uma campanha simbólica no calendário. É um convite coletivo para repensar como estamos cuidando da nossa saúde mental em um mundo cada vez mais acelerado, hiperconectado e exigente. Embora o tema seja frequentemente associado ao cuidado psicológico, existe uma dimensão essencial que ainda recebe pouca atenção: a forma como o corpo, o metabolismo e os hábitos cotidianos influenciam diretamente o equilíbrio emocional”.
A saúde mental não começa apenas nos pensamentos. Ela é construída a partir do funcionamento do organismo como um todo. O cérebro depende de energia, nutrientes, sono reparador e estabilidade hormonal para desempenhar suas funções de forma adequada. Quando esses pilares estão fragilizados, o impacto aparece no humor, na concentração, na memória, na motivação e na forma como lidamos com o estresse.
Alimentação – Um dos grandes desafios de 2026 é o estilo de vida moderno. Alimentação desorganizada, excesso de produtos ultraprocessados, longos períodos em jejum não planejado ou, ao contrário, consumo constante de açúcar e estimulantes criam oscilações metabólicas que afetam diretamente o sistema nervoso. O resultado é uma sensação persistente de cansaço, irritabilidade e dificuldade de foco, muitas vezes interpretada apenas como ansiedade ou estresse emocional.
Intestino – O intestino ocupa papel central nessa relação. Ele participa ativamente da produção de substâncias ligadas ao bem-estar, como serotonina e dopamina. Quando a saúde intestinal é negligenciada, seja por má alimentação, estresse crônico ou uso excessivo de medicamentos, o reflexo aparece na saúde mental. Cuidar do que se come é, portanto, uma forma direta de cuidar da mente.
Sono – Outro fator determinante é o sono. Dormir mal deixou de ser exceção e passou a ser regra. A privação de sono compromete a regulação emocional, aumenta a produção de hormônios do estresse e reduz a capacidade do cérebro de lidar com desafios simples do dia a dia. Em um cenário onde produtividade é confundida com exaustão, resgatar o valor do sono é um dos atos mais importantes de autocuidado.
Treinos – A atividade física também precisa ser ressignificada. Ela não deve ser vista apenas como obrigação estética ou desempenho esportivo. Movimento regular melhora a circulação cerebral, regula neurotransmissores, reduz inflamação e funciona como um antidepressivo natural. Pequenas rotinas consistentes são mais eficazes para a saúde mental do que treinos intensos e irregulares.
Sol – Há ainda hábitos simples, mas poderosos, frequentemente ignorados. Exposição diária à luz natural, contato com ambientes externos, pausas conscientes ao longo do dia e redução do tempo excessivo em telas ajudam a reorganizar o ritmo biológico e diminuem a sobrecarga mental. O corpo humano não foi projetado para funcionar o tempo todo em estado de alerta.
Outro ponto fundamental é compreender que saúde mental não se constrói com soluções imediatistas. Não existe fórmula rápida, suplemento isolado ou estratégia única que resolva um problema que é multifatorial. O verdadeiro cuidado nasce da constância, da previsibilidade e da coerência entre o que se deseja para a saúde e o modo como se vive. Janeiro Branco 2026 propõe exatamente isso: ampliar a consciência. Olhar para a saúde mental de forma integrada, entendendo que emoções, pensamentos e comportamentos estão profundamente conectados ao corpo. Um novo estilo de vida saudável começa quando se reconhece que equilíbrio emocional é consequência de escolhas diárias sustentáveis, e não apenas da ausência de diagnósticos. Cuidar da mente é cuidar da rotina, do que se come, de como se dorme, de quanto se move e da forma como se ocupa o tempo. É nesse conjunto silencioso de hábitos que a saúde mental se fortalece, não apenas em janeiro, mas ao longo de todo o ano.
Referências: Folha de Pernabunco – Por Médico Rafael Coelho 06/01/26 às 06H00 atualizado em 06/01/26 às 06H00
por CenterLab | nov 4, 2025 | Uncategorized
A campanha Novembro Azul deixa a saúde do homem em evidência alertando sobre a importância de prevenir o câncer de próstata e os riscos da doença. Além disso, contribui incentivando a população masculina a cuidar mais da saúde.
O câncer de próstata é uma doença que atinge os homens com frequência. Por isso, é fundamental conhecer mais sobre o assunto, entendendo o que pode causar seu desenvolvimento e como é possível evitá-la. Você poderá ter essas informações nesta leitura. Vamos lá?
Quais os fatores de risco para o câncer de próstata?
Ainda que alguns fatores de risco para o câncer de próstata possam ser evitados, outros continuam representando uma ameaça para o desenvolvimento da doença. Por isso, sempre que possível, é importante evitar hábitos que podem aumentar o risco da incidência do câncer de próstata. O que se sabe até o momento é que a patologia está ligada a diferentes fatores, como:
- idade;
- etnia;
- alimentação;
- hereditariedade;
- hábitos de vida.
É possível prevenir o câncer de próstata?
Sim, é possível prevenir o câncer de próstata. Por isso, a campanha Novembro Azul traz informações sobre esse assunto anualmente, buscando aumentar o alcance de pessoas. Para a prevenção, basta que o homem altere alguns hábitos de vida, incluindo uma rotina saudável. Dessa forma, é possível diminuir os riscos para a doença e aumentar as chances de diagnóstico precoce.
Hábitos saudáveis que contribuem para a prevenção da doença
Prevenir o câncer de próstata requer mudança de hábitos. Assim, com pequenas ações diárias, o indivíduo aumenta a qualidade de vida e mantém o câncer de próstata e também doenças crônicas longe do seu organismo. Em especial, a adoção de alimentação balanceada e a prática de atividades físicas. Confira os hábitos defendidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) para prevenir o câncer de próstata.
Alimentação saudável
Um dos hábitos que contribui para prevenir o câncer de próstata é a alimentação. Uma dieta saudável com baixo teor de gordura e rica em vitaminas e minerais contribui para diminuir o risco de desenvolvimento da doença.
Além disso, a ingestão de frutas, verduras, legumes, cereais e leguminosas ajuda na prevenção. Associada a alimentação saudável, deve estar a redução do consumo de alimentos ricos em açúcar, e também ultraprocessados.
Atividades físicas
As atividades físicas são essenciais para melhorar a condição geral da saúde e manter o organismo funcionando corretamente. Desse modo, para prevenir o câncer de próstata recomenda-se a prática de exercícios físicos regularmente.
A prática deve ser de, pelo menos, 30 minutos diários, ou ao menos 3 vezes por semana. Contudo, é indispensável realizar uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade, assegurando que não existam riscos.
Abandono de hábitos nocivos
Evitar hábitos como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo também é importante para prevenir o câncer de próstata. Os compostos resultantes da ingestão de álcool podem danificar o DNA e aumentar o risco para a doença.
Da mesma forma, o cigarro é formado por inúmeras substâncias nocivas para o organismo. Assim, não aumenta o risco somente para o câncer de próstata, como também para câncer de pulmão e laringe.
Consultas de rotina
A principal forma de prevenir o câncer de próstata é adotar o hábito de realizar visitas regulares ao médico. Os exames de rotina contribuem para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer. Considerando que a doença não apresenta sintomas no início, a rápida descoberta por meio de exames preventivos permite que o tratamento seja feito antes que a doença avance. Isso significa maiores chances de cura.
Você conheceu os principais hábitos saudáveis para prevenir o câncer de próstata. Coloque-os em prática e garanta que a sua saúde esteja sempre em dia, diminuindo o risco para desenvolver doenças. Assim, é possível ter qualidade de vida e bem-estar!
Referência: blog da CEU DIAGNÓSTICOS
por CenterLab | out 9, 2025 | Uncategorized
O Câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do câncer de pele não melanoma. Ele corresponde, atualmente, por cerca de 28% dos novos casos de câncer em mulheres, que também acomete homens, porém é raro, representando menos de 1% do total de casos da doença. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Existem vários tipos de câncer de mama, alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico.
Estimativa de novos casos: 73.610 (2022 – INCA);
Número de mortes: 18.361, sendo 220 homens e 18.139 mulheres (2021 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM)
Sintomas
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são:
- Edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja;
- Retração cutânea;
- Dor;
- Inversão do mamilo;
- Hiperemia;
- Descamação ou ulceração do mamilo;
- Secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.
A secreção associada ao câncer geralmente é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila. Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama. A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas, que significa conhecer o que é normal em seu corpo e quais as alterações consideradas suspeitas de câncer de mama, é fundamental para a detecção precoce dessa doença.
Diagnóstico
Um nódulo ou outro sintoma suspeito nas mamas deve ser investigado para confirmar se é ou não câncer de mama. Para a investigação, além do exame clínico das mamas, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética. A confirmação diagnóstica só é feita, porém, por meio da biópsia, técnica que consiste na retirada de um fragmento do nódulo ou da lesão suspeita por meio de punções (extração por agulha) ou de uma pequena cirurgia. O material retirado é analisado pelo patologista para a definição do diagnóstico.
A detecção precoce é uma forma de prevenção secundária e visa a identificar o câncer de mama em estágios iniciais. Existem duas estratégias de detecção precoce: o diagnóstico precoce e o rastreamento. O objetivo do diagnóstico precoce é identificar pessoas com sinais e sintomas iniciais da doença, primando pela qualidade e pela garantia da assistência em todas as etapas da linha de cuidado da doença. O diagnóstico precoce, portanto, é uma estratégia que possibilita terapias mais simples e efetivas, ao contribuir para a redução do estágio de apresentação do câncer.
Assim, é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alerta dos cânceres mais comuns, passíveis de melhor prognóstico se descobertos no início. A maioria dos cânceres é passível de diagnóstico precoce mediante avaliação e encaminhamento após os primeiros sinais e sintomas. Já o rastreamento é uma ação dirigida à população sem sintomas da doença, que tem o intuito de identificar o câncer em sua fase pré-clínica. Atualmente, apenas há a indicação de rastreamento aos cânceres de mama e do colo do útero.
Tratamento
Para o tratamento de câncer de mama, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos.
A Lei nº 12.732/2012 estabelece que o paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica.
Prevenção
A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis. De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis.
Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.
Referências: Site do Ministério da Saúde
por CenterLab | ago 20, 2025 | Uncategorized
O que é câncer colorretal?
O câncer colorretal é um tipo de tumor que afeta o cólon e o reto, partes do intestino grosso que desempenham um papel importante na absorção da água, dos sais minerais e na formação das fezes.
Esses tumores geralmente começam como lesões benignas no intestino grosso (pólipos). Se detectados precocemente, essas lesões podem ser removidas antes que se transformem em câncer. Portanto, o câncer colorretal é uma doença que pode ser prevenida, tratada e muitas vezes curada, principalmente se detectada em estágios iniciais.
Sintomas
Muitas vezes, o câncer colorretal pode não mostrar sintomas logo no início, mas, conforme a doença avança, os sinais podem aparecer. Na presença de um dos sintomas abaixo, é importante consultar um(a) profissional de saúde, pois eles podem ser indicativos de câncer ou de outras condições que precisam de atenção:
- mudanças no hábito intestinal: como diarreia ou intestino preso (constipação)
- desconforto abdominal: como gases ou cólicas frequentes
- sangramentos nas fezes ou no ânus
- sensação de que o intestino não se esvaziou completamente mesmo após evacuar
- perda de peso sem motivo aparente
- cansaço excessivo
- mudanças nas fezes: evacuação de cor escura ou alteração na consistência e formato (por exemplo, pastosa ou dura e pontiaguda)
- náuseas e vômitos
- dor na região anal ao tentar evacuar
- anemia de origem indeterminada
Esses sintomas também podem aparecer em outras doenças. Por isso, deve-se consultar um(a) profissional de saúde para receber o diagnóstico correto.
Causas
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de colorretal, como:
- envelhecimento: idade acima de 50 anos
- histórico familiar de câncer colorretal
- histórico médico: já ter tido câncer de ovário, câncer de colo de útero ou câncer de mama, por exemplo
- obesidade e inatividade física
- doenças inflamatórias do intestino: como a retocolite ulcerativa crônica ou a doença de Crohn
- doenças hereditárias: como a polipose adenomatosa familiar (FAP), o câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC) e outras síndromes genéticas relacionadas ao câncer hereditário
Diagnóstico
O diagnóstico do câncer colorretal começa com a avaliação dos sintomas e do histórico médico da pessoa. Em seguida, alguns exames podem ser solicitados, como:
- pesquisa de sangue oculto nas fezes: esse exame pode ajudar a identificar sinais de sangramento no intestino
- colonoscopia: exame no qual um tubo flexível com uma câmera é inserido pelo reto para examinar o cólon e o reto. Durante o procedimento, o(a) profissional de saúde pode identificar e até remover pequenas lesões ou pólipos
- biópsia: exame em que uma pequena amostra de tecido é retirada de uma área suspeita, como uma lesão (pólipo) ou tumor, para ser analisada em laboratório. Isso ajuda a confirmar se a lesão é cancerígena (e o tipo do tumor) ou benigna, por meio da análise das características das células
Além desses exames, pode ser recomendado a realização de exames de imagem complementares, como tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e, em casos específicos, Tomografia por Emissão de Positrons (PET CT), para verificar a extensão do câncer e identificar se o tumor se espalhou para outros órgãos (metástases). Esses exames ajudam a planejar o tratamento adequado e a monitorar seus avanços.
Tratamento
O tratamento do câncer colorretal depende do estágio e da localização do tumor. Em geral, os tratamentos mais comuns incluem:
- cirurgia: para remover o tumor e, se necessário, partes afetadas do intestino e pequenas estruturas próximas à região que fazem parte do sistema de defesa do corpo (linfonodos)
- radioterapia: uso de radiação para destruir as células cancerígenas ou reduzir o tumor
- quimioterapia: uso de medicamentos para destruir as células cancerígenas e prevenir a propagação do câncer
Para alguns tipos de câncer no intestino, é possível usar tratamentos adicionais, como terapias que atacam diretamente as células cancerígenas ou tratamentos que ajudam o sistema imunológico a combater o câncer (imunoterapia). Isso é feito principalmente quando o tumor tem características específicas.
A Oncologia e Hematologia Einstein oferece um cuidado completo desde o diagnóstico até o tratamento.
Prevenção
Apesar do câncer colorretal, em alguns casos, poder ter relação aos fatores hereditários (características passadas de pais para filhos) ou condições crônicas, como a diabetes melittus tipo 2, existem algumas atitudes que podem ajudar a prevenir o câncer colorretal, como:
- manter uma alimentação saudável: rica em fibras, com vegetais (como brócolis e espinafre), frutas (como maçã e laranja), grãos integrais (como aveia e arroz integral) e legumes (como cenoura e feijão)
- fazer atividades físicas regularmente: de 150 a 300 minutos por semana
- evitar alimentos que não são saudáveis: como bebidas alcoólicas, alimentos e carnes ultraprocessadas e carne vermelha em excesso
- manter um peso saudável: consulte um(a) profissional de saúde para receber orientações sobre o peso adequado para você
Rastreamento
A identificação precoce do câncer colorretal é importante, pois, quando diagnosticada em estágios iniciais, a doença tem maior chance de cura. Como, no início, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas, é recomendado realizar exames de triagem. A triagem deve ser iniciada entre 45 e 50 anos para a população geral (isso varia conforme as diretrizes e fatores de risco). No entanto, se houver histórico familiar de câncer colorretal ou condições pessoais ou hereditárias que aumentem o risco, a triagem deve começar mais cedo. Os exames recomendados para triagem incluem geralmente a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia (que permitem observar o interior do intestino).
É fundamental consultar um(a) profissional de saúde para receber as orientações adequadas quanto ao rastreamento. Para isso, será considerado o caso específico e a história pessoal e familiar do(a) paciente, a fim de garantir a escolha do exame mais adequado.
por CenterLab | jul 21, 2025 | Uncategorized
Diabete é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo. O diabete pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença, o que representa 6,9% da população nacional. A melhor forma de prevenir é praticando atividades físicas regularmente, mantendo uma alimentação saudável e evitando consumo de álcool, tabaco e outras drogas. Comportamentos saudáveis evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.
Tipos mais comuns
O diabetes mellitus pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. Independente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure um serviço de saúde para dar início ao tratamento.
O Diabetes Melito tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas (beta-pancreáticas) responsáveis pela produção e secreção de insulina, o que resulta em uma deficiência na secreção deste hormônio no organismo.
O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, e, menos comumente, em adultos de qualquer idade, embora o diagnóstico em pessoas adultas também seja recorrente. No Brasil, estima-se que ocorram 25,6 casos por 100.000 habitantes a cada ano, sendo considerada uma incidência elevada.
O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando assim complicações da doença.
O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao:
- Sobrepeso
- Sedentarismo
- Triglicerídeos elevados
- Hipertensão; e
- Hábitos alimentares inadequados.
Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo.
É quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios.
Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o infarto. No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença. A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle.
Ocorre temporariamente durante a gravidez. As taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas ainda abaixo do valor para ser classificada como diabetes tipo 2.
Toda gestante deve fazer o exame de diabetes, regularmente, durante o pré-natal. Mulheres com a doença têm maior risco de complicações durante a gravidez e o parto.
Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê.
Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA)
É uma condição que acomete os adultos e caracteriza-se pela destruição de células pancreáticas devido ao desenvolvimento de um processo autoimune do organismo.

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Referência: Saúde de A a Z – Ministério da Saúde